Colunistas
 
 
Laura Helena Pacheco Roman
Professora
fazendadaraia1942@gmail.com
 
 
O óbvio que negamos - 18/07/2014
 
A seleção da Alemanha além de ganhar a Copa do Mundo ganhou a simpatia dos brasileiros. A obviedade incomodou alguns. O surrado grito de guerra dos argentinos - que Maradona é melhor do que Pelé - incomodou a outros tantos.
A Alemanha escolheu a estratégia, e não foi agora e nem aos 90 dias antes da Copa. Eles estruturaram seus passos, organizaram-se. Os alemães são educados? Sim, diria que eles são normais, embora, sem os conhecer muitos os julgam frios e reservados.
Estratégicos, midiáticos ou não, foram fantásticos.
Antes de tudo, foram humildes. Ganharam por tudo isso que citei acima. Deram lições e mais lições de humildade, ”produto” raro no Brasil hoje em dia.
“... Muitos sabem que a palavra humildade origina-se de “húmus”, que é aquela terra cheia de nutrientes, onde as minhocas são criadas para melhor a fertilização e aproveitamento do material orgânico. Humildade, a partir dessa origem da palavra, metaforicamente, seria então essa capacidade de ser aprendiz, estar sempre aprendendo, pronto para aprender, totalmente disponível para ser semeado pelo novo, alimentado pelo antigo, já que o húmus é matéria orgânica em decomposição.”
O húmus, rico em matérias mortas que paradoxalmente vão dar origem à vida, funciona como útero/berço propício para sementes e brotos que precisam se transformar em seu potencial máximo: tornar-se planta adulta. Nada do que vivemos se perde, tudo que morre se transforma dentro de nós, se somos “húmus”, abertos, semeáveis, semeadores e caçadores de nós mesmos. - Hercoles Jaci - Psicólogo, terapeuta floral Evolucionista“ A troca entre Alemães e os nativos do lugar onde fizeram seu QG - Quartel General do aprendizado, foi mútua e crescente a cada dia. Alimentaram sua energia com isso. Com essa troca diária. Aprenderam a dança na aldeia dos Pataxós em Santa Cruz de Cabrália - (Ponta de Santo André) onde ficaram hospedados mais de um mês e a reproduziram no Maracanã em agradecimento. Quem tem o canal aberto para aprender; aprende e isso muda tudo. A dança, num contexto ancestral, foi a primeira forma de oração. Uma oração que se faz com o corpo. A dança circular é uma dança que gera uma energia principalmente de gratidão e força de grupo. Numa dança circular, todos os elementos são iguais em todos os níveis. O Pajé, o índio do mais velho ao mais novo, o chefe da tribo, todos tem o mesmo valor, se igualam, se nivelam a um nível espiritual. Com as mãos entrelaçadas às costas, como numa cadeia de união, os companheiros, aproximam os corações, e assim num bater de pés conectam-se à Mãe Terra e recebem dela a energia necessária para o ritual. Essa energia é gerada através do coração (sentimento) e todos são beneficiados com uma sensação de bem estar indescritível.
Quantos de nós, brasileiros, já teve contato com uma tribo ou comunidade indígena, nossos verdadeiros ancestrais "de terra" ? No máximo, nosso contato foi “vestido de índio" no dia 19 de abril na escola, sem consciência real de sua ancestralidade. Toda essa trajetória alemã, que passa também pelo futebol, tem tanto a nos ensinar. Seria tão bom que quiséssemos aprender.
Alemanha ganhou a Copa, pois teve planejamento, estratégia, garra, raça e humildade. Coisa que essa geração de jogadores e técnico, esqueceu. Mistério. Legado da Copa pra mim? Aprendizado. Uma dura lição de quem ainda torce por este País... Apesar de tudo.
 
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