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Cláudio Júnior Damin
Cientista Político
superdamin@terra.com.br
 
 
Caiu o triplex - 11/03/2016
 
A operação Lava Jato enfim alcançou o ex-presidente Lula. Na semana passada, mais precisamente às seis da manhã de quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do petista em São Bernardo do Campo, nas casas de seus filhos, no Instituto Lula e no sítio de Atibaia e no tríplex na praia do Guarujá que, como se sabe, nunca foram do ex-presidente (você, sinceramente, ainda acredita nisso?).
Além disso, o juiz Sérgio Moro, hoje uma referência neste país estraçalhado pelos anos de dominação petista, emitiu um mandado de condução coercitiva para que o depoimento de Lula fosse coletado. Hoje já se sabe que Lula, convidado que foi pelos delegados da Polícia Federal, negou-se em um primeiro momento a depor espontaneamente, tendo que ir depor coercitivamente ou, como disse nossa ainda presidente da República (por que, aliás, ela ainda não renunciou?), “sob vara”.
A atitude do juiz Sérgio Moro chocou os petistas, porém não a ampla maioria da sociedade que, há tempos, aguardava o enquadramento do ex-presidente pela Justiça. Você que lê a minha coluna muito provavelmente aplaudiu o momento em que a Lei bateu à porta de Lula.
Ele, ao que parece, começa a prestar contas de supostos crimes cometidos. Não é tampouco demais afirmar que ele muito provavelmente será preso em breve, diante de tantas provas que vazam sofre suas eventuais relações nada republicanas entre interesses pessoais e empreiteiras envolvidas na Lava Jato, pagamento de contas pessoais e assim por diante.
A batida na casa de Lula revelou, ademais, que neste país todos são iguais perante a Lei. O fato de ter sido um ex-presidente cujo governo bateu todos os recordes de aprovação não o imuniza dos dispositivos legais. Se o ex-presidente cometeu mesmo os crimes de que é acusado, então deverá receber o devido tratamento do sistema judiciário nacional. Não deve haver privilégios para um ex-presidente como Lula ou para qualquer outro ex-presidente.
Ao longo da semana, aliás, surgiu a informação de que Dilma e o PT tentaram convencer o ex-presidente a tornar-se ministro do governo. Isso faria com que ele adquirisse o chamado foro privilegiado, devendo então ser investigado e eventualmente julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Ele, então, sairia das “garras” do temível dr. Sérgio Moro, ou, como chama Lula, “o Moro”. Escrevo a coluna na quinta e Lula não aceitou o convite de Dilma. Ainda bem, pois seria um tapa na cara da sociedade brasileira. Ao mesmo tempo, Lula reconheceria sua culpa no cartório ao fugir da caneta do notável Sério Moro.
Lula, aliás, foi acusado na delação premiado do ex-líder do governo, senador Delcídio do Amaral, de ser o mentor intelectual daquela mesada que estava sendo paga a Nestor Cerveró para que ele não contasse toda a verdade sobre a corrupção na Petrobras. Além disso, na delação de Delcídio também consta uma história escabrosa sobre a negociação supostamente de Lula para comprar o silêncio de Marcos Valério, o operador do esquema do mensalão. Lula, como se vê, se complica a cada dia que passa.
É interessante notar que Lula não fala sobre o mérito dessas acusações, não as rebate do ponto de vista das evidências e provas colhidas contra ele até esse momento pelo Ministério Público. Ele, ao contrário, prefere transformar sua defesa em um grande comício, em um show direcionado à militância petista e aos ditos movimentos sociais associados a seu partido.
Faltam argumentos técnicos e jurídicos a Lula, mas sobra uma retórica que auxilia na fanatização de seus seguidores. Sua “guerra” declarada será combatida com a Lei e a Constituição. Este País confia no trabalho do juiz Sérgio Moro, na Polícia Federal e no Ministério Público.
 
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