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Cláudio Júnior Damin
Cientista Político
superdamin@terra.com.br
 
 
A situação é crítica - 29/04/2016
 
Converse com as pessoas. Pode ser um empresário, comerciante, agricultor, trabalhador de fábrica, uma empregada doméstica ou uma professora. Há uma imensa probabilidade de que todos eles digam que a situação no país é crítica, e que o futuro não é nada alvissareiro. Há um desânimo no país, produto da recessão econômica em que nos encontramos. As expectativas sobre o futuro imediato são trágicas e uma das razões para este atual estado de coisas é a permanência do governo da presidente Dilma Rousseff.
A presidente da República atual é hoje associada a atributos extremamente negativos e que causam apenas prejuízos à vida das pessoas comuns: inflação com perda do poder de compra do salário, desemprego crescente, ameaça de perder o emprego, incompetência para gerir a crise na economia, dentre outros.
A presidente da República, convenhamos, tornou-se uma pedra no sapato da maioria da população que deseja a retomada do crescimento econômico do país. Hoje, do padeiro ao grande industrial, nenhum agente econômico investe um centavo, pois não sabe o que ocorrerá no próximo mês. A falta de confiança em relação ao nosso governo, e às políticas adotadas por ele, é o que hoje nos coloca nesta situação cada vez mais crítica.
O processo do impeachment, que agora se encontra no Senado, é uma esperança para afastar constitucionalmente o nome da crise, a saber, a presidente Dilma Rousseff. Foi ela, e suas políticas econômicas equivocadas e que priorizaram a conquista da reeleição em 2014, quem nos legou a situação quase depressiva do país hoje.
A questão, no entanto, é que o impeachment possui o seu rito, e o processo demorará ainda mais algumas semanas. A expectativa é a de que já no dia do meu aniversário, 14 de maio, Dilma Rousseff esteja afastava temporariamente de suas funções. Enquanto isso, ela e seu partido “esperneiam” alegando que a presidente não cometeu crimes de responsabilidade e que, portanto, há em curso no Brasil um golpe. Mas a própria presidente da República reconheceu a aliados que seu afastamento é “inevitável”.
Enquanto Dilma enfrenta um processo de impedimento, que é longo e traumático para o país e para ela própria, a maioria da população vê a situação econômica piorar.
Dilma nada mais tem a fazer no governo; seu tempo já passou. Dilma deveria seguir o exemplo do ex-presidente Fernando Collor de Melo. O então presidente, também acusado de crimes de responsabilidade, após a Câmara dos Deputados aprovar com larga margem de votos a admissibilidade de seu processo, renunciou ao cargo. Foi, naquele momento, um ato de grandeza, pois poupou o país de meses de crise institucional.
A presidente Dilma poderia agir na mesma direção adotada por Collor e renunciar. Ela perdeu completamente as condições de governabilidade, não possui mais base de sustentação majoritária no Congresso Nacional, seu governo não tem número de votos sequer para aprovar um simples projeto de lei. E sua credibilidade junto à sociedade brasileira acabou, como todos nós sabemos.
A renúncia da presidente, repito, seria um ato de grandeza. Seria um ato final de remissão dos pecados cometidos por Dilma Rousseff. Seria um ato de contrição dos mais expressivos. São nestes momentos de grave necessidade que os grandes líderes devem sacrificar seus interesses pessoais em favor dos interesses da nação e de sua população. Mas a presidente reiteradas vezes declarou que não renuncia. Sairá, portanto, através do caminho mais difícil e mais longo definido pela Constituição. A grandeza não consta em seu vocabulário.
 
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Aldoir Rodrigues Nepomuceno
Advogado e Jornalista


Fabiana Rankrape


Jaine Cerioli
Psicopedagoga Clínica

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