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Oscar Menna Barreto Grau
Médico Veterinário
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O Brasil hoje - 01/04/2016
 
Que a coisa não está boa todos nós sabemos. Nós, a quem me refiro, são todos aqueles que vivem na planície, longe dos altos escalões do poder, e nem são bafejados pelos inúmeros privilégios recebidos através de atos indecorosos que alimentam o título de Brasil, o país das diferenças. Onde o artigo 5º da nossa Constituição afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à igualdade, à segurança e à propriedade. Sem medo de errar pode-se afirmar que até então, ou neste exato momento, tudo não passa de uma grande “balela”, uma letra morta escrita para o “inglês ver”, como afirma o conhecido ditado.
Com o perdão dos que pensam de uma forma diferente, mas hoje a nossa pátria está dividida em verdadeiras castas, que assim poderiam ser denominadas, a casta “dos iguais” e a casta dos “mais iguais” e logicamente que entre as duas podem surgir algumas outras subdivisões.
A impressão que fica no ar é exatamente aquela que os nossos antepassados dos tempos em que no nosso país mandavam reis e rainhas os quais detinham com “unhas e dentes” as benesses do poder e aos outros, os chamados vassalos, sobrava a obrigação de trabalhar, produzir riquezas sem reclamar.
Surgiram grandes mudanças, não tem mais reis e rainhas e nem vassalos. As grandes mudanças infelizmente são reais, mas apenas nos nomes, pois o sistema político de poder continua igual, o presidente da República com soberania ilimitada e o que antes era chamado de séquito mudou para poderes, sendo que alguns continuam bafejados pelas benesses da autoridade conferida, e como não poderia ser diferente não somos mais chamados de vassalos, agora somos povo, mas as obrigações continuam as mesmas e as desigualdades crescem embaladas pelo famigerado corporativismo.
O pior, mas quem sabe este triste momento em que está desnudada a mentira que acobertava a soberba, a falta de ética e moral da verdade do roubo, da corrupção, sirva para momentos de reflexão e daí surjam reações e ações moralizadoras com condições de conseguir um Brasil que faz jus ao seu artigo 5º da Constituição.
Sabemos também que os políticos, que os partidos políticos, estão desacreditados, que não inspiram confiança e que faltam líderes de verdade, vocacionados para trabalhar em prol de dias de felicidade e igualdade para o todo.
É bom lembrar também que político é parte integrante do povo, lógico assim para que surjam as desejadas mudanças devemos todos nós lutar para que as desejadas transformações passem a tornar-se uma realidade após o esquecimento de práticas arraigadas e que fazem parte da nossa sociedade.
Nós todos devemos sim abdicar do uso da famosa “lei do Gerson”, ou seja, levar vantagem em tudo. Acreditar que a felicidade somente existe quando todos nesta pátria forem realmente iguais, quando as oportunidades surjam para todos e não para alguns.
Vamos, povo brasileiro, vamos fazer deste momento triste o ponto de partida para a reação, para a modificação total do velho “jeitinho brasileiro” que tanto mal tem nos causado.
A moral da história está no fato de que se nós povo melhorarmos os nossos costumes, a nossa forma de ser fatalmente será a transformação sonhada e teremos políticos éticos, justos, honestos e vocacionados para lutar para que o artigo 5º da nossa Constituição seja uma verdade.
 
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Laura Vieira Manica


Mariluci Melo Ferreira


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