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Oscar Menna Barreto Grau
Médico Veterinário
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O Brasil que nós queremos... - 13/05/2016
 
Nós, os brasileiros, aqueles que trabalham, que produzem riquezas, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, trabalhamos 150 dias, cerca de cinco meses do ano, apenas para pagar tributos para o poder público, comprometendo cerca de 40% da nossa renda.
Este montante exorbitante arrecadado pelas diversas esferas governamentais, se geridos de uma forma técnica e lógica dariam perfeitamente para atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, como é a educação, a tecnologia e a infraestrutura.
Muito importante ainda é a prestação dos serviços essenciais, como saúde, saneamento e segurança.
Infelizmente, a contrapartida à arrecadação vultosa, apresenta-se longe de ser efetiva, e desta forma a população sofre sem a esperança de contar com dias melhores.
Baseado no quadro acima mostrado, fica no ar as seguintes perguntas: quem é, ou quem são os culpados e qual a solução?
Os culpados todos nós sabemos e conhecemos e são muitos, tentando reduzir para favorecer, o culpado é um só e pode ser apontado com relativa facilidade, a forma de fazer política, quem sabe ainda uma herança maldita dos tempos dos reis e rainhas que aqui atuavam com o propósito único de amealhar riquezas.
Pois bem, a nossa democracia e o sistema de governo, ainda com o DNA latente das antigas monarquias, abriu os braços e permitiu o crescimento de um capitalismo corrupto baseado no conluio entre grandes empresas, o governo e partidos políticos atuando como bases de sustentação de aluguel e consagrando um verdadeiro “toma lá, dá cá”, ou uma mão lava a outra.
Esta epidemia de maus gestores apresenta algumas gratas e raras exceções, mas com a força para criar tentáculos não somente nas presidências da República, mas também nos governos estaduais e municipais com as suas respectivas Câmaras Legislativas.
Atualmente na constelação política sobram conveniências pessoais ou para grupos escolhidos e faltam princípios, como ética e solidariedade com foco no bem estar da população.
Após as noções gerais sobre a situação crítica vivida pela maioria esmagadora dos Brasileiros, está pendente a pergunta - “Qual a solução ou soluções?
Logicamente que a solução não é única e várias providências deverão surgir com máxima urgência.
A primeira delas é mudar nossa mentalidade e fazer com que todos acreditem que somos uma espécie gregária e a felicidade somente será real no mundo em que todos forem felizes.
A participação na política deve ser uma constante e uma obrigação de todos, pois enquanto aceitarmos que é algo sujo e nos afastarmos, estaremos abrindo espaço para que os maus sejam eleitos e atuem dirigindo nossos destinos.
Nossa Constituição deve sofrer severas mudanças, tornando-se sucinta, regulamentada por leis atuais, modernas, de fácil compreensão, para evitar interpretações que beneficiem somente alguém ou grupos restritos.
A corrupção deve ser banida com leis severas de fácil e rápida aplicação e com capacidade de evitar os constantes e conhecidos recursos jurídicos.
Os partidos políticos precisam passar por uma forte depuração, algo com capacidade para transformá-los em bandeiras de lutas pela igualdade, liberdade e paz e não simples instrumentos para chegar ao poder sem dar importância aos meios, que normalmente tem sido escusos, inconfessáveis e que causam prejuízos a maioria da população.
Realmente o assunto é longo e complexo, por este motivo deve ser permanentemente debatido para atingirmos o que é melhor para todos.
Finalizando, todos nós, homens, mulheres, devemos bater no peito, gritar para que todos ouçam, este Brasil é nosso, é aqui que vamos viver, nós, nossos filhos, netos, enfim, todos nossos descendentes, exigimos uma pátria justa, igualitária e com oportunidades para todos, com o fim dos privilégios para poucos e os deveres para o todo.
 
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Juliana Chilanti Tonial
Advogada especialista em Direito Civil. Mestrada em Direito Ambiental - UCS


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Doutorado em Administração - Professor Universitário - Contador

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