Colunistas
 
 
Leodário Schuster
Empresário
leodario.schuster@terra.com.br
 
 
27/05/2016
 
Ajustes
Em meados de 2013 o povo saiu às ruas por vinte centavos de aumento nas passagens de ônibus, o governo respondeu com uma miscelânea de medidas que em nada ajudaram à economia pátria. Uma das medidas prementes era a diminuição da máquina pública, redução de ministérios e gastos públicos. Vinha tentando de todas as formas elevar impostos, alguns inclusive foram elevados, embora a CPMF tenha encontrado resistência e mesmo assim foi incluída, sem ser aprovada, no orçamento de 2016. Pois bem, sem querer enaltecer nem dizer que é a melhor coisa do mundo, o governo provisório, apresentou as medidas a serem tomadas para conter e reduzir o déficit público. Não incluiu elevação de impostos, por ora, mas sim instituiu medidas de redução de gastos governamentais. Como em sua planificação ficou excluída o tributo sobre movimentação financeira o déficit de 96 bilhões estimados pelo governo afastado, passou para 170 bilhões, talvez mais, pois está havendo grande dificuldade em acompanhar as finanças tendo em vista algumas bases de dados terem sido deletadas na noite que deu-se o afastamento da presidente.
Conclui-se que, se o estado tivesse em 2013 ouvido o povo, parado de gastar de forma enlouquecida e trancado as torneiras da corrupção, estaríamos hoje com o governo normal, com uma presidente, e o país sem esse desespero de desemprego e desaceleração da economia. Algum motivo sério os condutores de nossos destinos tinham para agir assim. Hoje é fácil de ver, o Brasil há muitos anos vinha mantendo, além de uma sangria para abastecer o projeto de poder, alguns países decadentes e de ideologia dúbia como se fossem filhos pródigos. Então, foi necessário todo esse desgaste para cair na realidade de que não estamos em condições de gastar quinze mil reais para um deslocamento de treze quilômetros, coisa que a presidente afastada teima em querer fazer. Hora de profundas reflexões sobre nosso futuro, teremos uma profunda revolução nas contas públicas, são os ajustes necessários para frear a gastança milionária das comitivas de novecentas pessoas para a conferência do clima em Paris, uma gota de orvalho no imenso rombo do orçamento.

Os últimos gritos
Todos imaginavam, ou tinham uma certeza de que o afastamento da presidente da república traria às ruas uma imensa gritaria promovida pelo aparelhamento do estado com os movimentos ditos sociais. À medida que o tempo passar tudo ira amainar uma vez, que salvo alguns congressistas hoje opositores, os recursos para manter os movimentos em pé exauriu-se. Assim, sem dinheiro do propinoduto também sem manifestos, alguma arruaça e nada mais.

Indústria de alimentos esfria
confiança do agronegócio
no 1º trimestre
O setor de indústria alimentícia registrou queda significativa de 10,1 pontos, sendo o responsável pela queda de 1,7 ponto do Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro), que ficou em 82,6 pontos. A cadeia da chamada “indústria depois da porteira” foi o único setor a apresentar perda de confiança no primeiro trimestre de 2016 na comparação com o último trimestre do ano passado.
“Se a venda de produtos alimentícios no varejo em 2015 já tinha configurado o pior resultado desde 2003, a trajetória foi mantida no primeiro trimestre de 2016, com novo recuo de 2,8%, segundo o IBGE. A crise já impactava o consumo de produtos mais elaborados, mas o consumidor diminui seus gastos até mesmo com produtos básicos. Além disso, o movimento de valorização do real frente ao dólar, ainda que em um ambiente de volatilidade, de alguma forma impacta as indústrias exportadoras”, explicou o gerente do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Antonio Carlos Costa.
Por outro lado, a chamada indústria “antes da porteira” teve alta de 5,5 pontos, fechando os meses de janeiro a março em 73,3 pontos. O elo “dentro da porteira” também apresentou resultados positivos: alta de 3,5 pontos, encerrando o período com 91,9 pontos.
De acordo com o presidente da OCB, Marcio Lopes de Freitas, “a percepção inicial é de que o nível de confiança do produtor rural brasileiro inicia um processo de retomada, após ter chegado ao fundo do poço”. De um modo geral, o índice de confiança do Produtor Agrícola mantém, há três trimestres, uma trajetória de crescimento.
O estudo, divulgado nesta segunda-feira (23/05), é elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Preços do trigo e farelo
sobem com força, aponta Cepea
Os preços do trigo em grão e do farelo seguem em alta no mercado nacional, impulsionados pela maior demanda por parte do setor de ração animal. Para o trigo, no acumulado parcial de maio, o preço médio subiu 8,93% no Rio Grande do Sul, a R$ 748,14/tonelada nessa segunda-feira, 23. No Paraná, a alta é de 6,66% na parcial de maio, a R$ 816,57/tonelada.
Quanto ao farelo, considerando a média das regiões acompanhadas pelo Cepea (PR, RS, SP, SC), houve valorização de 17% ao produto a granel e de 12% ao ensacado, também no acumulado parcial de maio. Segundo colaboradores do Cepea, os valores do farelo têm subido com força, especialmente nas últimas duas semanas, influenciada pelos altos preços do milho e pela baixa disponibilidade deste cereal. Fonte: Cepea

Para reflexão
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete." Aristóteles.
 
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