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Joel Anzolin Muliterno
Advogado
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Depois dos setenta e a vacina - 01/04/2016
 
Estamos em abril minha gente. A Páscoa, data da ressurreição de Jesus, momento de compreensão e entendimento, já foi. Agora nossas atenções se voltam para a temporada de vacinação, com atenção maior para crianças e idosos. Na última temporada encontrei muita gente com idade além de sessenta nos locais de vacina. Atentamente observei um a um, alguns alegres outros nem tanto. Conversei com vários deles. Os mais velhos, na casa dos setenta. Fiquei impressionado com a queixa da maioria, embora fisicamente não apresentassem a idade real. De certa forma me conformei, o peso da idade é uma dura realidade mesmo nos dias de hoje, com tanto recurso a ser usado. Que vão desde cirurgia plástica, exercícios, alimentação e estimulantes. Tudo isso ajuda, mas temos que ter a certeza de que a nossa existência é curta e consome-se de forma inexorável. De sorte que, cada um deve encontrar a sua forma de vida, de gastar seus dias da melhor maneira possível. De preferência, que esses dias sejam vividos com muita alegria.
Baseado em um livro que guardo com cuidado, até já escrevi sobre esse tema da velhice neste espaço. O escritor deixou este livro escrito de maneira simples, muito simples, mas com uma mensagem imensurável. Volta e meia me sirvo dele para completar minhas idéias. Lá pelos anos 80 ele já tinha um norte sobre o futuro da vida depois dos setenta. Veja: “Poucos são os homens que sabem envelhecer. Na sociedade é tão comum a existência de criaturas que vivem se queixando do peso dos anos. Muitos envelhecem antes da idade devida. Isto é um desperdício de talento e de energia. Um dos maiores males da pessoa idosa é o de perder a confiança. Pensando demasiadamente na velhice abandonam os ideais e arrefecem o entusiasmo. A vida continua depois dos setenta. O mundo não acaba com a velhice. Há exemplos de homens que após cruzarem a sétima década de vida, não perderam as esperanças e, ao natural, prosseguiram produzindo obras notáveis, que orgulham a humanidade”.
A verdade é que a meta do homem deve ser orientada no sentido de utilizar, todos os anos que desfruta do dom da vida, no trabalho que engrandece. Tudo de acordo com suas energias. Sem temer a velhice, sem perder as esperanças. Olavo Bilac, o príncipe dos poetas, num instante de inspiração, aconselhou:
“Não chores amigo, a mocidade! Envelheçamos rindo/ Envelheçamos como as árvores fortes envelhecem/ Na glória da alegria e da bondade/ Agasalhando os pássaros nos ramos/ Dando sombra e consolo aos que padecem!”

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CASA DA CULTURA - Definitivamente tornou-se uma realidade, depois de 20 anos de marchas e contra marchas. Hoje a obra se encontra em estágio avançado e com operários trabalhando sem parar até seu final, que deve ocorrer na metade do ano. Foi ao deixar o carro estacionado nas proximidades que notei a movimentação. Curioso, atravessei a rua e fui chegando. Logo recepcionado por um homem simples, atencioso, que soube ser o comandante dos trabalhos. Nunca me viu na vida e tampouco fez perguntas nesse sentido. Colocou-me um capacete industrial na cabeça e me conduziu para dentro, fornecendo informações detalhadas do futuro auditório, tintim por tintim. Tipo entrada, saída, salas, camarotes, acesso para deficientes e tudo o mais. Trata-se de obra maravilhosa que servirá para mil e uma utilidades culturais. Aliás, mais uma obra marcante da atual administração.

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CONGRESSO NACIONAL - Até onde minha paciência tolerou, assisti ao debate de juristas e a Comissão de Impeachment, na quarta-feira. Uma vergonha nacional, esses cidadãos estão brincando com o Brasil e com seus mandatários, que somos nós. Boa parte da situação política do país é de culpa desses senhores. Mas vamos vivendo. Por aqui o abraço da semana vai para Edelza/Victor Casarin e Elisa/Dalton Ferrari Pereira, felizes com a chegada da Alice. É gente que lê a Folha.
 
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