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Grieco Rodrigo Bossardi
Doutorado em Administração - Professor Universitário - Contador
 
 
Armínio Fraga se manifesta sobre o atual momento Econômico do País - 26/02/2016
 
Para o gestor e ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, não há recuperação à vista para a economia brasileira, baseado na incerteza política pesando sobre a confiança do investidor e sem sinal de avanço das reformas estruturais. Mesmo que sobreviva às tentativas de tirá-la do cargo, a presidente Dilma Rousseff não terá força suficiente para conseguir a aprovação das medidas necessárias para colocar a economia de volta nos trilhos, afirma Fraga. O produto interno bruto per capita cairá em três anos tanto quanto na chamada década perdida dos anos 1980, segundo ele.
“Eu definitivamente não vejo o fundo do poço. Não estamos patinando, estamos afundando”, disse Fraga, 58, sobre a economia nacional. “Se ela sobreviver, continuará sem autoridade para fazer as coisas. Isso conspira para que não aconteça muita coisa boa”.
Afirmou ainda que só está sendo realista em relação à economia, que segundo o Fundo Monetário Internacional se contrairá pelo segundo ano seguido em 2016 e terá crescimento zero em 2017.
Seus comentários, tiveram a convergência de outros grandes gestores como Luis Stuhlberger, do Fundo Verde, que disse neste mês que os preços dos ativos poderão cair ainda mais se o governo não conseguir conter o aumento da dívida. Esse fracasso levou a Standard & Poor’s, neste mês, a rebaixar o país ainda mais dentro do território junk.
A piora das contas fiscais do Brasil contribuiu para uma queda de 29 por cento do real nos últimos 12 meses - o que, segundo o governo, tornará as exportações mais competitivas.
Fraga afirmou também, que esses benefícios têm sido em grande parte compensados por um declínio nos termos de troca. O Ministério da Fazenda não respondeu a um pedido de comentário enviado por e- mail.

Eleição de 2018
A eleição presidencial de 2018 surge como um possível divisor de águas porque os brasileiros poderão escolher um líder capaz de reanimar o crescimento e adotar a disciplina fiscal. Conforme, o qual foi o principal assessor econômico do segundo colocado na eleição de 2014, o senador Aécio Neves.
“Pode acontecer, mas não há garantia. Este é um terreno fértil para o populismo”, disse ele. “As pessoas ainda acreditam que o Estado é uma grande família e que elas devem ser cuidadas. Eu certamente acho que o Estado precisa oferecer muito, e o Brasil, como uma sociedade desigual, tem que ter isso. Até um certo ponto.”
O governo tem enfrentado dificuldades para conter as despesas e na sexta-feira informou que congelaria R$ 23,4 bilhões (US$ 5,8 bilhões) em gastos discricionários para ajudar a reduzir o déficit do orçamento. mas ao mesmo tempo em que defende reduzir os custos, o governo pediu aos bancos estatais a liberação de até R$ 83 bilhões em crédito para estimular o crescimento em um momento em que propõe o relaxamento das metas fiscais. A decisão levanta questionamentos sobre o compromisso do governo com a austeridade, disse Fraga.
“Isso só está confirmando as expectativas das pessoas, pelo lado negativo”, afirma ele.

Patrimônio de marqueteiro
sofre aumento de R$ 1 milhão
para R$ 59 milhões
Lava Jato: a quebra de sigilo bancário de João Santana e de sua mulher mostrou que ambos são primordialmente remunerados pelos serviços prestados em campanhas do PT.
A Receita Federal constatou um espetacular salto patrimonial do publicitário João Santana - marqueteiro do ex-presidente Lula e da presidente Dilma - que teve prisão temporária decretada na Operação Acarajé, 23ª etapa da Lava Jato.
O acréscimo constatado pelo Escritório de Pesquisa e Investigação da 9ª Região Fiscal da Receita mostra que Santana saiu de um ativo de R$ 1.009 milhão, em 2004, para R$ 59,12 milhões, em 2014.
A mesma unidade da Receita indica que a mulher e sócia do marqueteiro, Monica Regina Cunha Moura, também viveu uma fase auspiciosa nos últimos anos - a contribuinte teve um acréscimo patrimonial de R$ 56,49 mil em 2004 para R$ 19,48 milhões em 2014, "suportados, a partir de 2010, exclusivamente dos lucros e dividendos recebidos pelas suas empresas de publicidade".
Conforme a Receita, os dados com maior amplitude de esclarecimento e feitura, constam de relatório da Polícia Federal no âmbito da Acarajé.
A PF sustenta que "há forte probabilidade de que a destinação, de maneira oculta e dissimulada, de recursos da corrupção na Petrobrás aos dois (João Santana e Monica) no exterior possui vinculação direta aos serviços por eles desempenhados em favor do Partido dos Trabalhadores".
A análise do resultado da quebra de sigilo bancário de João Santana e de sua mulher demonstrou que ambos são primordialmente remunerados pelos serviços prestados em campanhas do Partido dos Trabalhadores.
Empresas dos publicitários, notadamente a Polis Propaganda e Marketing e Santana Associados Marketing e Propaganda receberam, no período entre 29 de setembro de 2004 e 30 de julho de 2015, R$ 193.963.510 por serviços ao PT.

*****
“Mesmo com tudo o que estamos presenciando, há que se reconhecer que uma força tarefa está sendo investida, para elucidar todas as questões relacionadas aos desvios do dinheiro público. Pessoas e políticos envolvidos estão sento sentenciados e presos. Esperamos que isso não termine em penas reduzidas ou extinguidas por algum artigo constitucional ou penal, e possamos ver que os que praticam a injustiça e o roubo, assim o paguem por esses atos insanos”.
 
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