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Fabiana Rankrape
Folha Rural
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Qual o efeito do estresse térmico no desempenho de bovinos? - 19/02/2016
 
O Brasil possui cerca de 20% de sua área (174 milhões de hectares) ocupada por pastagens e apresenta uma grande variabilidade climática, que interfere nos regimes de chuva e assim, nos sistemas de produção na pecuária. Grande parte do rebanho é criado a pasto, ficando expostos a alta incidência de radiação solar, associada a altas temperatura e elevada umidade relativa do ar, sem o provimento de sombra natural ou artificial, resultando em um aumento da temperatura corporal destes animais.
O aumento da temperatura corporal dos animais, gera o estresse calórico, que ocorre quando a temperatura ambiente excede a zona de conforto térmico tolerada pelo animal. Assim, o animal necessita de algum mecanismo para dissipar o calor, sendo estes: aumento da frequência respiratória, batimentos cardíacos, sudorese, ofegação, ingestão de água e diminuição do consumo de matéria seca. Esse efeito causa perdas econômicas, pela redução da ingestão de forragem volumosa, podendo chegar a 25% e como consequência, ocorrem perdas na produção de leite, carne, na reprodução e mortalidade de bezerros. As perdas produtivas variam de 10 a 35%, pois a produção e a reprodução apresentam estreita relação.
Sendo assim, para minimizar tais efeitos, podemos lançar mão de alguns indicadores: ambientais (temperatura e umidade), fisiológicos, clínicos, comportamentais (ruminação, ócio, procura por sombra/água) e produtivos. Lembrando que, a temperatura e a umidade são variáveis que devem ser avaliadas conjuntamente, uma vez que, os animais dependem de processos evaporativos para dissipar calor.
Dessa forma, o estresse calórico é responsável por perdas de ordem produtiva, reprodutiva e pela falta de bem-estar aos animais. Assim, faz-se necessário buscar formas de amenizar os problemas provocados pelo estresse calórico. A forma mais utilizada é a sombra que pode ser natural ou artificial. Sistemas de ventilação, nebulização, aspersão de água e o fornecimento da alimentação ou pastejo nas horas mais frescas do dia, são algumas alternativas que podem ser usadas, dependendo do sistema, região, idade e fase produtiva dos animais.
 
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Luciano Andrade


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Aldoir Rodrigues Nepomuceno
Advogado e Jornalista

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