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Mariluci Melo Ferreira
 
 
Tradições indígenas e europeias na origem das festas juninas - 24/06/2016
 
O mês de junho no Brasil é associado à época das festas juninas. Ingredientes religiosos, folclóricos e muita festança com cantigas, danças e guloseimas típicas agitam o país de norte a sul nesses dias. Os festejos que homenageiam Santo Antônio (no dia 13 de junho), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29) têm suas origens pagãs, ou seja, são anteriores à era cristã.
Dia 21 de junho, três dias antes do aniversário de São João Batista, começa o verão no hemisfério norte. Em toda a metade do planeta acima da linha do Equador é o dia mais longo do ano e a noite mais curta. É o fenômeno conhecido como solstício de verão. No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Vários povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para preparar rituais em que pediam fartura nas colheitas. Segundo a antropóloga Lucia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP): "na Europa, os cultos à fertilidade em junho foram reproduzidos até por volta do século 10. Como a igreja não conseguia combatê-los, decidiu cristianizá-los, instituindo dias de homenagens aos três santos no mesmo mês.”
Costume iniciado na antiguidade, o ritual de acender fogueiras para livrar as plantações dos maus espíritos, prosseguiu por toda a Idade Média com algumas adaptações. No século IV, a Igreja Católica incorporou estas celebrações nos ritos de homenagem a São João na Espanha, França, Itália e Portugal. Depois, já no século XIII, o 13 de junho, passou a ser dedicado a Santo Antônio e o 29 de junho, São Pedro. A vinda dos colonizadores para o Brasil incorporou a homenagem aos santos à dança típica das festas juninas. Criada na Inglaterra no século XIII, a dança da quadrilha foi aperfeiçoada pelos franceses e introduzida no Brasil em 1808, pela corte de dom João VI. No início as festas juninas aconteciam apenas nas áreas rurais (até a metade do século XX a maioria da população vivia no campo) e os devotos rezavam novenas, pagavam promessas e faziam procissões, além de dançar, cantar e agradecer as boas colheitas. Assim no imaginário do brasileiro o evento ficou associado ao caipira, tipo humano do interior paulista, mineiro e goiano. Esse personagem é retratado na literatura por Jeca Tatu, personagem de Monteiro Lobato, imortalizado no cinema por Mazzaropi. É importante lembrar que os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam importantes rituais durante o mês de junho. Apesar de essa época marcar o início do inverno por aqui, eles tinham vários rituais ligados à agricultura, com cantos, danças e muita comida. Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se uniram. Assim, as festas celebram santos católicos e oferecem uma variedade de pratos feitos com alimentos típicos dos nativos.
 
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