COLUNISTAS
Caridade ou ajuda - 10/07/2026
Questão que suscita debates diz respeito à diferença que existe entre caridade e assistencialismo. Há diferença fundamental entre as duas palavras. O mundo moderno prefere usar o termo solidariedade, que tanto pode significar a prática da caridade como também a assistencial social. Embora ambas tenham significados diferentes, há quem queira transformá-las em sinônimos. Do propósito vem a seguinte pergunta: por que ajudar ao próximo?
Na prática religiosa, o ato de ajudar nasce de muitas razões, inclusive aquelas sem qualquer conotação religiosa. Habitualmente as pessoas motivadas a ajudar veem no outro um necessitado, um pobre, um ser humano. No ato de ajudar existe uma conotação superior, que agrada ao Senhor. Vem desse sentimento a expressão bíblica “quem ajuda um pobre, empresta a Deus”.
Verdade é que as pessoas mais conscientes entendem que o ato de ajudar pode se transformar em simples assistência, ou seja, simplesmente ser alguém que assiste, mas não participa da vida e do esforço dos demais. Para estes, o importante não é assistir, mas participar e fazer com que a pessoa se torne partícipe da luta e do esforço de evoluir. E tem mais.
A discussão envolve aspectos mais profundos. Trata-se de optar entre dar ou não a quem pede, bate à porta ou está nas ruas pedindo um pedaço de pão para matar a forme, um prato de comida porque não tem onde se alimentar ou ajuda para adquirir um remédio. Hoje o tema se torna mais abrangente e todos falam em solidariedade. Uma corrente filosófica antiga considerava a solidariedade como um valor individual que faz de cada um o centro de tudo.
Outra corrente, também antiga, diz que ser solidário é cada um ser responsável pelo todo de uma comunidade. As discussões podem ir longe, mas o que interessa mesmo é concretizar em gestos os sentimentos presentes em cada um. Há milhões de famintos e pobres que não têm com o que viver, mas existe, em contra partida, outros milhões que podem se privar de um prato para que o outro tenha o mínimo necessário.
Conceitos teóricos podem ser discutidos, entretanto, o que interessa aos pobres é o prato de comida, a roupa para vestir, o calçado para ser colocado nos pés, e estamos falados. Lembrando que o progresso do Século XXI não é suficiente para que todos tenham o necessário.
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A COPA ACABOU - Com a esperança e alegria do povo brasileiro. Tudo voltou ao cotidiano de cada um. Foram dias de esperança em uma seleção instável e medrosa, longe dos tempos em que nosso futebol era respeitado e reverenciado. Com a derrocada, tudo continua como antes, onde predominam assaltos, violência, alunos abandonando salas de aula diante de sucessivos assaltos, ausência de vagas em hospitais, e outros problemas. Agora, é continuar a trabalhar para arrecadar mais impostos, com o consolo de que vem aí mais uma “alegria para o povo “, não mais em arenas, mas em circos, armados para as eleições. Certamente ouviremos candidatos de peito estufado a dizer, “... queremos um país mais humano, mais justo... Blá, blá ”.
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PET TERAPIA - É da história que vem a ligação entre o homem e os animais como cães e cavalos. Tão real esse elo que o Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, reconhecem que a pet terapia auxilia na autoestima e no processo de socialização dos idosos. Reportagem em ZH mostra que a interação com esses animais traz alegria e alivia a solidão dos idosos. Faça essa caridade com seus velhinhos. O ato fará bem para você também. No fim um abraço aos amigos Diogenes Kelim e Marcelino, o rei das loterias. É gente que lê a Folha.


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