
Foi realizado nesta quinta-feira (5), na Câmara dos Deputados, o seminário "Empoderamento das Mulheres na Política". A senadora Ana Amélia (PP-RS), indicada como a parlamentar mais atuante do Congresso Nacional, participou do evento e falou sobre as conquistas e os desafios das mulheres na política. O seminário foi promovido pelo grupo de mulheres líderes de partidos, coordenado por Margarida Chaulet, e pelo deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Contou ainda com a presença de parlamentares da Procuradoria Especial da Mulher e de representantes das embaixadas de países como México, Cabo Verde, Angola, Honduras, Guatemala, Perú, Colômbia, Suécia, Eslovênia e dos Estados Unidos (EUA). Entre as lideranças, o senador democrata Rodger Randle, dos EUA. É sempre gratificante esse tipo de reconhecimento. Trabalho muito, mas isso não é nada de extraordinário. Sempre trabalhei bastante, como jornalista. O trabalho nos engrandece, nos aprimora disse a senadora, ao comentar a indicação que recebeu. Ana Amélia também falou sobre sua trajetória até entrar na política. Contou sobre a infância em Lagoa Vermelha, onde morava com a sua família e era a mais velha entre nove irmãos e da época em que foi bolsista. Ao comentar que, quando começou a faculdade de jornalismo, na PUC, em Porto Alegre, até concluir o curso, o número de mulheres na sua turma foi aumentando de forma rápida, até chegar a maioria, passou a exemplificar o aumento da presença feminina em várias áreas. Esse cenário foi se alterando em muitas outras profissões, na medicina, no direito disse. Ana Amélia destacou que as mulheres hoje possuem espaços de destaque no mundo inteiro. Citou como exemplos a diretora do Fundo Monetário Interacional (FMI), Christine Lagarde e a chanceler alemã chanceler, Angela Merkel. Apesar disso, ressaltou que, no Brasil, os partidos políticos deveriam ampliar os espaços e o estímulo às mulheres para que elas não participem das eleições somente para preencher a cota de 30% exigida por lei. O interesse menor das mulheres talvez seja resultado desses fatores, combinado com a instabilidade da carreira política, enquanto um concurso público ou a atuação como profissional liberal, por exemplo, podem garantir maior segurança às carreiras, observou a senadora. O envolvimento maior do público feminino, no entanto, seria benéfico para a política, acrescentou. As mulheres têm capacidade, sensibilidade e generosidade. Também são intuitivas e isso ajuda muito na política. Apesar de haver um aumento nas filiações de lideranças femininas, ainda há um caminho árduo para ser trilhado com o objetivo de empoderar as mulheres na política completou Ações No fim da palestra, a senadora destacou uma das leis que contribuiu como relatora no Senado e de extrema relevância para as mulheres. A Lei 12.802/2013 estabelece a cirurgia imediata reparadora para as mulheres vítimas de câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, enfatizou a senadora, é importante também para recuperar a autoestima das pacientes.

Foi realizado nesta quinta-feira (5), na Câmara dos Deputados, o seminário "Empoderamento das Mulheres na Política". A senadora Ana Amélia (PP-RS), indicada como a parlamentar mais atuante do Congresso Nacional, participou do evento e falou sobre as conquistas e os desafios das mulheres na política. O seminário foi promovido pelo grupo de mulheres líderes de partidos, coordenado por Margarida Chaulet, e pelo deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Contou ainda com a presença de parlamentares da Procuradoria Especial da Mulher e de representantes das embaixadas de países como México, Cabo Verde, Angola, Honduras, Guatemala, Perú, Colômbia, Suécia, Eslovênia e dos Estados Unidos (EUA). Entre as lideranças, o senador democrata Rodger Randle, dos EUA. É sempre gratificante esse tipo de reconhecimento. Trabalho muito, mas isso não é nada de extraordinário. Sempre trabalhei bastante, como jornalista. O trabalho nos engrandece, nos aprimora disse a senadora, ao comentar a indicação que recebeu. Ana Amélia também falou sobre sua trajetória até entrar na política. Contou sobre a infância em Lagoa Vermelha, onde morava com a sua família e era a mais velha entre nove irmãos e da época em que foi bolsista. Ao comentar que, quando começou a faculdade de jornalismo, na PUC, em Porto Alegre, até concluir o curso, o número de mulheres na sua turma foi aumentando de forma rápida, até chegar a maioria, passou a exemplificar o aumento da presença feminina em várias áreas. Esse cenário foi se alterando em muitas outras profissões, na medicina, no direito disse. Ana Amélia destacou que as mulheres hoje possuem espaços de destaque no mundo inteiro. Citou como exemplos a diretora do Fundo Monetário Interacional (FMI), Christine Lagarde e a chanceler alemã chanceler, Angela Merkel. Apesar disso, ressaltou que, no Brasil, os partidos políticos deveriam ampliar os espaços e o estímulo às mulheres para que elas não participem das eleições somente para preencher a cota de 30% exigida por lei. O interesse menor das mulheres talvez seja resultado desses fatores, combinado com a instabilidade da carreira política, enquanto um concurso público ou a atuação como profissional liberal, por exemplo, podem garantir maior segurança às carreiras, observou a senadora. O envolvimento maior do público feminino, no entanto, seria benéfico para a política, acrescentou. As mulheres têm capacidade, sensibilidade e generosidade. Também são intuitivas e isso ajuda muito na política. Apesar de haver um aumento nas filiações de lideranças femininas, ainda há um caminho árduo para ser trilhado com o objetivo de empoderar as mulheres na política completou Ações No fim da palestra, a senadora destacou uma das leis que contribuiu como relatora no Senado e de extrema relevância para as mulheres. A Lei 12.802/2013 estabelece a cirurgia imediata reparadora para as mulheres vítimas de câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, enfatizou a senadora, é importante também para recuperar a autoestima das pacientes.