
O embate político envolvendo a representação apresentada contra o vereador Carlos Ariovaldo da Silva (PDT) ganhou um novo capítulo na Câmara Municipal de Lagoa Vermelha. Durante a 71ª Sessão Ordinária, realizada na segunda-feira, 24 de agosto, o presidente do Poder Legislativo, Luiz Carlos Kramer (PP), utilizou a tribuna para responder às críticas feitas por Ariovaldo na sessão anterior e anunciou que também encaminhará à Comissão de Ética as manifestações feitas pelo vereador contra sua pessoa e contra a Presidência da Casa.
Na semana anterior, Ariovaldo havia classificado como “perseguição barata” o encaminhamento da representação feita por Felipe Nery Daros à Comissão de Ética. O vereador questionou a atuação de Kramer, a composição do colegiado e citou ainda a vereadora Charise Bresolin (PP), indicada para integrar a Comissão.
Ariovaldo também recebeu manifestação de solidariedade do vereador Ranyeri Bozza, que relacionou o momento da representação aos trabalhos da CPI instalada no Legislativo e afirmou que o episódio poderia transmitir uma impressão de retaliação à atuação fiscalizadora de alguns vereadores. Na sessão desta segunda-feira, Kramer apresentou sua versão e negou qualquer perseguição política.
“JAMAIS PERSEGUI O VEREADOR”
O presidente iniciou sua manifestação lembrando que Ariovaldo havia utilizado seu espaço na tribuna, na sessão anterior, para fazer críticas diretamente à sua atuação.
“Na última sessão, ele tirou os dez minutos que lhe são reservados para falar sobre a minha pessoa, sobre o presidente da Câmara de Vereadores, sobre a perseguição política que eu estaria causando a ele e à sua família”, afirmou Kramer.
O presidente questionou em que momento teria perseguido Ariovaldo ou seus familiares. “Qual foi a vez que eu vim aqui e usei essa tribuna para atacar o vereador, ele ou a sua família? Nunca falei dele aqui”, declarou.
Kramer afirmou ainda que possui outras preocupações pessoais e que não teria qualquer interesse em prejudicar o parlamentar.
“Eu gostaria de saber onde que eu lhe prejudiquei, onde que eu lhe persegui, ao senhor ou à sua família. [...] Jamais”, disse.
KRAMER EXPLICA ENCAMINHAMENTO DA REPRESENTAÇÃO
O presidente voltou a explicar os procedimentos adotados após receber a representação apresentada por Felipe Daros contra Ariovaldo. Segundo Kramer, ele não tomou uma decisão pessoal sobre a denúncia, optando inicialmente por encaminhá-la à Assessoria Jurídica do Legislativo.
“Eu recebi um ofício, eu recebi uma denúncia pela manifestação do senhor aqui nessa tribuna. Encaminhei ao Jurídico. Eu não despachei de imediato”, afirmou. Kramer acrescentou que, após a manifestação jurídica, deu prosseguimento ao procedimento previsto internamente.
“O Jurídico disse que tinha indícios e que poderia ser encaminhada à Comissão de Ética. Como a Comissão de Ética não estava formada, ela foi formada”, disse. Conforme já noticiado pela Folha do Nordeste, o parecer jurídico emitido anteriormente apontou a existência de requisitos mínimos para que a representação fosse encaminhada à análise da Comissão de Ética. O parecer não representa condenação ou reconhecimento de responsabilidade de Ariovaldo, cabendo ao colegiado fazer inicialmente a análise de admissibilidade.
PRESIDENTE DEFENDE INDICAÇÃO DE CHARISE
Outro ponto abordado por Kramer foi a manifestação de Ariovaldo sobre a vereadora Charise Bresolin (PP), integrante da Comissão de Ética. Na sessão anterior, Ariovaldo havia questionado o fato de ser analisado por Charise e fez referência a uma manifestação atribuída à vereadora em redes sociais.
Kramer respondeu dizendo que a indicação decorreu da representação partidária dentro da composição da Comissão. “Dentro da bancada do PP é a vereadora Charise, já que o vereador Josmar está na CPI. Então é ela a indicação”, explicou.
O presidente também ressaltou que, neste momento, não existe julgamento ou condenação de Ariovaldo. “Eu não sei se ele vai ser julgado. Foi encaminhado. A Comissão vai se reunir, vai ver a admissibilidade”, afirmou. Kramer acrescentou que serão os próprios integrantes da Comissão de Ética que decidirão sobre o prosseguimento ou não da representação.
KRAMER ACUSA ARIOVALDO DE “VITIMIZAÇÃO”
Durante sua manifestação, o presidente elevou o tom ao rebater a acusação de perseguição política. Segundo Kramer, Ariovaldo estaria assumindo uma condição de vítima que, na avaliação do presidente, não corresponde aos procedimentos efetivamente adotados pelo Legislativo. “Eu acho que o senhor está se fazendo de vítima”, afirmou.
Na sequência, Kramer utilizou uma expressão popular para reforçar sua crítica, dizendo que Ariovaldo estaria “se fazendo de leitão para mamar deitado”.
“Para que essa vitimização? Eu não encaminhei? Encaminhei porque eu recebi. Eu vou engavetar? Eu dei ao Jurídico, o Jurídico deu o ok e eu encaminhei. Agora os senhores vereadores que vão dizer. Não foi condenado, não foi feito nada”, declarou.
PRESIDENTE TAMBÉM RESPONDE A QUESTIONAMENTOS PESSOAIS
Kramer também reagiu às críticas feitas por Ariovaldo em relação a votações e posicionamentos adotados pelo presidente durante a atual legislatura. Ariovaldo havia questionado, entre outros pontos, a posição de Kramer em temas como o vale-alimentação aos secretários municipais, a instalação da CPI e os limites inicialmente estabelecidos para os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Kramer afirmou que cada parlamentar é responsável pelos próprios votos e destacou que suas posições políticas frequentemente são diferentes das defendidas por Ariovaldo.
“Eu não voto de acordo com o que ele pensa. Normalmente nós votamos diferente. A posição dele e a minha são diferentes”, declarou. O presidente também fez referências à sua situação patrimonial e pessoal, afirmando que seus bens e rendimentos estariam declarados regularmente. O comentário surgiu no contexto de sua defesa diante das críticas recebidas na sessão anterior.
NOVA MANIFESTAÇÃO SERÁ ENVIADA À COMISSÃO DE ÉTICA
O principal desdobramento anunciado por Kramer ocorreu ao final de sua manifestação. O presidente informou que, após a aprovação da ata da sessão anterior, pretende encaminhar à Comissão de Ética as declarações feitas por Ariovaldo contra ele e contra a Presidência do Legislativo. “Hoje foi aprovada a ata e vou encaminhar também à Comissão de Ética a manifestação do vereador Ariovaldo aqui nesta Casa, na última sessão, ao meu respeito”, anunciou.
Segundo Kramer, caberá ao colegiado avaliar se as manifestações do vereador foram ou não compatíveis com as normas internas da Câmara. “Que a Comissão de Ética se manifeste a respeito das manifestações do vereador. Se são procedentes, se não são procedentes, para que isso aqui não se torne uma rotina”, afirmou.
O presidente argumentou que a tribuna não deve ser utilizada para acusações de caráter pessoal entre os integrantes do Legislativo. “Aqui não é motivo de você vir para fazer acusações pessoais de cada vereador”, disse. Kramer encerrou afirmando que encaminhará o material para que a própria Comissão faça a avaliação.
“Vou encaminhar também à Comissão de Ética para que ela julgue se está correto ou não”, concluiu.

EMBATE GANHA NOVO CAPÍTULO
O anúncio feito pelo presidente amplia o debate que começou com a representação apresentada por Felipe Daros contra Ariovaldo. A primeira manifestação teve origem em declarações feitas pelo vereador do PDT durante sessão plenária de 6 de julho. A representação questiona expressões utilizadas por Ariovaldo contra Daros e já recebeu parecer jurídico favorável ao seu encaminhamento para análise preliminar pela Comissão de Ética.
Na sessão seguinte à divulgação do caso, Ariovaldo reagiu, acusando Kramer de perseguição política e questionando a forma como o procedimento foi conduzido. Ranyeri Bozza também saiu em defesa do colega e levantou dúvidas sobre o contexto em que a representação foi apresentada. Agora, com a manifestação de Kramer em 24 de agosto e o anúncio do envio das declarações de Ariovaldo à Comissão de Ética, a discussão passa a ter um novo desdobramento dentro do próprio Legislativo.
Em ambos os casos, eventual encaminhamento à Comissão de Ética não significa condenação antecipada. Caberá ao colegiado analisar os fatos, sua admissibilidade e os procedimentos previstos nas normas internas da Câmara, assegurando-se o direito de defesa aos envolvidos.

O embate político envolvendo a representação apresentada contra o vereador Carlos Ariovaldo da Silva (PDT) ganhou um novo capítulo na Câmara Municipal de Lagoa Vermelha. Durante a 71ª Sessão Ordinária, realizada na segunda-feira, 24 de agosto, o presidente do Poder Legislativo, Luiz Carlos Kramer (PP), utilizou a tribuna para responder às críticas feitas por Ariovaldo na sessão anterior e anunciou que também encaminhará à Comissão de Ética as manifestações feitas pelo vereador contra sua pessoa e contra a Presidência da Casa.
Na semana anterior, Ariovaldo havia classificado como “perseguição barata” o encaminhamento da representação feita por Felipe Nery Daros à Comissão de Ética. O vereador questionou a atuação de Kramer, a composição do colegiado e citou ainda a vereadora Charise Bresolin (PP), indicada para integrar a Comissão.
Ariovaldo também recebeu manifestação de solidariedade do vereador Ranyeri Bozza, que relacionou o momento da representação aos trabalhos da CPI instalada no Legislativo e afirmou que o episódio poderia transmitir uma impressão de retaliação à atuação fiscalizadora de alguns vereadores. Na sessão desta segunda-feira, Kramer apresentou sua versão e negou qualquer perseguição política.
“JAMAIS PERSEGUI O VEREADOR”
O presidente iniciou sua manifestação lembrando que Ariovaldo havia utilizado seu espaço na tribuna, na sessão anterior, para fazer críticas diretamente à sua atuação.
“Na última sessão, ele tirou os dez minutos que lhe são reservados para falar sobre a minha pessoa, sobre o presidente da Câmara de Vereadores, sobre a perseguição política que eu estaria causando a ele e à sua família”, afirmou Kramer.
O presidente questionou em que momento teria perseguido Ariovaldo ou seus familiares. “Qual foi a vez que eu vim aqui e usei essa tribuna para atacar o vereador, ele ou a sua família? Nunca falei dele aqui”, declarou.
Kramer afirmou ainda que possui outras preocupações pessoais e que não teria qualquer interesse em prejudicar o parlamentar.
“Eu gostaria de saber onde que eu lhe prejudiquei, onde que eu lhe persegui, ao senhor ou à sua família. [...] Jamais”, disse.
KRAMER EXPLICA ENCAMINHAMENTO DA REPRESENTAÇÃO
O presidente voltou a explicar os procedimentos adotados após receber a representação apresentada por Felipe Daros contra Ariovaldo. Segundo Kramer, ele não tomou uma decisão pessoal sobre a denúncia, optando inicialmente por encaminhá-la à Assessoria Jurídica do Legislativo.
“Eu recebi um ofício, eu recebi uma denúncia pela manifestação do senhor aqui nessa tribuna. Encaminhei ao Jurídico. Eu não despachei de imediato”, afirmou. Kramer acrescentou que, após a manifestação jurídica, deu prosseguimento ao procedimento previsto internamente.
“O Jurídico disse que tinha indícios e que poderia ser encaminhada à Comissão de Ética. Como a Comissão de Ética não estava formada, ela foi formada”, disse. Conforme já noticiado pela Folha do Nordeste, o parecer jurídico emitido anteriormente apontou a existência de requisitos mínimos para que a representação fosse encaminhada à análise da Comissão de Ética. O parecer não representa condenação ou reconhecimento de responsabilidade de Ariovaldo, cabendo ao colegiado fazer inicialmente a análise de admissibilidade.
PRESIDENTE DEFENDE INDICAÇÃO DE CHARISE
Outro ponto abordado por Kramer foi a manifestação de Ariovaldo sobre a vereadora Charise Bresolin (PP), integrante da Comissão de Ética. Na sessão anterior, Ariovaldo havia questionado o fato de ser analisado por Charise e fez referência a uma manifestação atribuída à vereadora em redes sociais.
Kramer respondeu dizendo que a indicação decorreu da representação partidária dentro da composição da Comissão. “Dentro da bancada do PP é a vereadora Charise, já que o vereador Josmar está na CPI. Então é ela a indicação”, explicou.
O presidente também ressaltou que, neste momento, não existe julgamento ou condenação de Ariovaldo. “Eu não sei se ele vai ser julgado. Foi encaminhado. A Comissão vai se reunir, vai ver a admissibilidade”, afirmou. Kramer acrescentou que serão os próprios integrantes da Comissão de Ética que decidirão sobre o prosseguimento ou não da representação.
KRAMER ACUSA ARIOVALDO DE “VITIMIZAÇÃO”
Durante sua manifestação, o presidente elevou o tom ao rebater a acusação de perseguição política. Segundo Kramer, Ariovaldo estaria assumindo uma condição de vítima que, na avaliação do presidente, não corresponde aos procedimentos efetivamente adotados pelo Legislativo. “Eu acho que o senhor está se fazendo de vítima”, afirmou.
Na sequência, Kramer utilizou uma expressão popular para reforçar sua crítica, dizendo que Ariovaldo estaria “se fazendo de leitão para mamar deitado”.
“Para que essa vitimização? Eu não encaminhei? Encaminhei porque eu recebi. Eu vou engavetar? Eu dei ao Jurídico, o Jurídico deu o ok e eu encaminhei. Agora os senhores vereadores que vão dizer. Não foi condenado, não foi feito nada”, declarou.
PRESIDENTE TAMBÉM RESPONDE A QUESTIONAMENTOS PESSOAIS
Kramer também reagiu às críticas feitas por Ariovaldo em relação a votações e posicionamentos adotados pelo presidente durante a atual legislatura. Ariovaldo havia questionado, entre outros pontos, a posição de Kramer em temas como o vale-alimentação aos secretários municipais, a instalação da CPI e os limites inicialmente estabelecidos para os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Kramer afirmou que cada parlamentar é responsável pelos próprios votos e destacou que suas posições políticas frequentemente são diferentes das defendidas por Ariovaldo.
“Eu não voto de acordo com o que ele pensa. Normalmente nós votamos diferente. A posição dele e a minha são diferentes”, declarou. O presidente também fez referências à sua situação patrimonial e pessoal, afirmando que seus bens e rendimentos estariam declarados regularmente. O comentário surgiu no contexto de sua defesa diante das críticas recebidas na sessão anterior.
NOVA MANIFESTAÇÃO SERÁ ENVIADA À COMISSÃO DE ÉTICA
O principal desdobramento anunciado por Kramer ocorreu ao final de sua manifestação. O presidente informou que, após a aprovação da ata da sessão anterior, pretende encaminhar à Comissão de Ética as declarações feitas por Ariovaldo contra ele e contra a Presidência do Legislativo. “Hoje foi aprovada a ata e vou encaminhar também à Comissão de Ética a manifestação do vereador Ariovaldo aqui nesta Casa, na última sessão, ao meu respeito”, anunciou.
Segundo Kramer, caberá ao colegiado avaliar se as manifestações do vereador foram ou não compatíveis com as normas internas da Câmara. “Que a Comissão de Ética se manifeste a respeito das manifestações do vereador. Se são procedentes, se não são procedentes, para que isso aqui não se torne uma rotina”, afirmou.
O presidente argumentou que a tribuna não deve ser utilizada para acusações de caráter pessoal entre os integrantes do Legislativo. “Aqui não é motivo de você vir para fazer acusações pessoais de cada vereador”, disse. Kramer encerrou afirmando que encaminhará o material para que a própria Comissão faça a avaliação.
“Vou encaminhar também à Comissão de Ética para que ela julgue se está correto ou não”, concluiu.

EMBATE GANHA NOVO CAPÍTULO
O anúncio feito pelo presidente amplia o debate que começou com a representação apresentada por Felipe Daros contra Ariovaldo. A primeira manifestação teve origem em declarações feitas pelo vereador do PDT durante sessão plenária de 6 de julho. A representação questiona expressões utilizadas por Ariovaldo contra Daros e já recebeu parecer jurídico favorável ao seu encaminhamento para análise preliminar pela Comissão de Ética.
Na sessão seguinte à divulgação do caso, Ariovaldo reagiu, acusando Kramer de perseguição política e questionando a forma como o procedimento foi conduzido. Ranyeri Bozza também saiu em defesa do colega e levantou dúvidas sobre o contexto em que a representação foi apresentada. Agora, com a manifestação de Kramer em 24 de agosto e o anúncio do envio das declarações de Ariovaldo à Comissão de Ética, a discussão passa a ter um novo desdobramento dentro do próprio Legislativo.
Em ambos os casos, eventual encaminhamento à Comissão de Ética não significa condenação antecipada. Caberá ao colegiado analisar os fatos, sua admissibilidade e os procedimentos previstos nas normas internas da Câmara, assegurando-se o direito de defesa aos envolvidos.