
Está marcado para sábado, 11 de novembro, às 10h 20min, na Feira do Livro de Lagoa Vermelha, o lançamento da obra “A saída da escuridão - o VOO”, composta de poemas e poesias, escrita por Laura Cassol Favaro, 17 anos, que está cursando o final do ensino médio na escola Bom Jesus.
Acompanhada de seu pai, Antônio Favaro, Laura apresentou sua obra na redação da Folha do Nordeste, onde foram recebidos pelo diretor Aldoir Nepomuceno, na última quarta-feira, 1º de novembro.
Em conversa na redação da Folha, Laura revelou a motivação e a inspiração que resultaram na sua decisão de escrever e publicar o seu primeiro livro.
“Essa foi a conclusão de um sonho, de uma etapa inesquecível, mas que tive que passar por coisas que não gosto de guardar na memória para conseguir vencer. Hoje a Laura olharia para a Laurinha de oito anos e falaria: vai dar tudo certo, você é capaz, importante, forte e especial.
A literatura me curou de dentro para fora, de uma aula para a vida inteira! A literatura me abriu portas para um mundo cheio de vida e cor. Minha literatura nem sempre foi vibrante e feliz, mas esse livro mostra toda minha trajetória em forma de poesia, nas quais eu pude desabafar e colocar no papel todas as minhas dores e momentos bons também, como em um voo (altos e baixos). Essa é uma carta aberta para mim mesma, que nem sempre acreditei que seria capaz, mas hoje sei que posso voar muito e conquistar o mundo.
Talvez esse livro não influencie ninguém, talvez seja só um monte de palavras em várias páginas, mas eu queria encorajar outros jovens ou adultos que sofreram/sofrem em um mundo injusto e dizer que você é capaz e muito forte. Os agradecimentos não ficam restritos apenas no que está no livro, mas sim a todos que fazem parte da minha vida ou já fizeram.
Eu iniciei esse caminho nas aulas da escola de literatura, que foi uma grande base para mim. Nessas aulas, conforme a professora falava dos escritores e artistas eu fui me interessando, o modo como eles colocavam as dores no papel e simplesmente virava arte. Nessas aulas eu não me sentia sozinha, por mais que a solidão me acompanhasse tanto na pandemia, eu me sentia confortada em saber que não era a única que um dia se sentiu assim. A solidão foi fruto de muitas coisas que passei (entre infância e adolescência), além da minha irmã e companheira de vida (Livia Favaro) ir estudar em Porto Alegre, me senti sem a minha melhor amiga em Lagoa Vermelha. Eu vivi em meses na escuridão, mas com acompanhamento e a literatura do meu lado eu comecei a ver o mundo com outros olhos. Eu escrevia a mão livre, as vezes não tinha caderno ou agenda então eu escrevia em qualquer pedaço de papel. Em outros momentos, eu desenhava algo marcante e escrevia algumas palavras ao lado (como deixei nas últimas páginas do livro). Eu jamais imaginaria que eu podia juntar as minhas escritas e então fazer um livro, porém, a minha professora (Laruana de Andrade) de literatura me abriu portas para um mundo que eu não sabia que poderia entrar, foi então que me deu a ideia de fazer o livro. Eu comecei desenvolvendo por uma plataforma na internet mesmo, não contei para ninguém, e quando fiquei pronto mostrei para os meus pais (Daniane Cassol Favaro e Antônio Favaro), que adoraram e apoiaram a ideia. Foi então que tudo começou, achar editora, ser aprovada para uma possível edição e começar as impressões. Tudo isso me levou dois anos, desde a primeira poesia para o livro em mãos.
Obrigada aos que me apoiaram a dar esse passo e aos que me deram reconhecimento e força. Obrigada aos meus pais e irmãs vocês foram meu melhor colo e apoio em todos os momentos da minha vida, obrigada aos meus amigos de hoje, aos meus parentes e conhecidos. Obrigada a minha professora e amiga que me ajudou e auxiliou para dar esse salto na vida. Obrigada a todos! Esse foi o pico mais alto do meu voo, o primeiro de muitos. Acredite, sonhe e voe”.


Está marcado para sábado, 11 de novembro, às 10h 20min, na Feira do Livro de Lagoa Vermelha, o lançamento da obra “A saída da escuridão - o VOO”, composta de poemas e poesias, escrita por Laura Cassol Favaro, 17 anos, que está cursando o final do ensino médio na escola Bom Jesus.
Acompanhada de seu pai, Antônio Favaro, Laura apresentou sua obra na redação da Folha do Nordeste, onde foram recebidos pelo diretor Aldoir Nepomuceno, na última quarta-feira, 1º de novembro.
Em conversa na redação da Folha, Laura revelou a motivação e a inspiração que resultaram na sua decisão de escrever e publicar o seu primeiro livro.
“Essa foi a conclusão de um sonho, de uma etapa inesquecível, mas que tive que passar por coisas que não gosto de guardar na memória para conseguir vencer. Hoje a Laura olharia para a Laurinha de oito anos e falaria: vai dar tudo certo, você é capaz, importante, forte e especial.
A literatura me curou de dentro para fora, de uma aula para a vida inteira! A literatura me abriu portas para um mundo cheio de vida e cor. Minha literatura nem sempre foi vibrante e feliz, mas esse livro mostra toda minha trajetória em forma de poesia, nas quais eu pude desabafar e colocar no papel todas as minhas dores e momentos bons também, como em um voo (altos e baixos). Essa é uma carta aberta para mim mesma, que nem sempre acreditei que seria capaz, mas hoje sei que posso voar muito e conquistar o mundo.
Talvez esse livro não influencie ninguém, talvez seja só um monte de palavras em várias páginas, mas eu queria encorajar outros jovens ou adultos que sofreram/sofrem em um mundo injusto e dizer que você é capaz e muito forte. Os agradecimentos não ficam restritos apenas no que está no livro, mas sim a todos que fazem parte da minha vida ou já fizeram.
Eu iniciei esse caminho nas aulas da escola de literatura, que foi uma grande base para mim. Nessas aulas, conforme a professora falava dos escritores e artistas eu fui me interessando, o modo como eles colocavam as dores no papel e simplesmente virava arte. Nessas aulas eu não me sentia sozinha, por mais que a solidão me acompanhasse tanto na pandemia, eu me sentia confortada em saber que não era a única que um dia se sentiu assim. A solidão foi fruto de muitas coisas que passei (entre infância e adolescência), além da minha irmã e companheira de vida (Livia Favaro) ir estudar em Porto Alegre, me senti sem a minha melhor amiga em Lagoa Vermelha. Eu vivi em meses na escuridão, mas com acompanhamento e a literatura do meu lado eu comecei a ver o mundo com outros olhos. Eu escrevia a mão livre, as vezes não tinha caderno ou agenda então eu escrevia em qualquer pedaço de papel. Em outros momentos, eu desenhava algo marcante e escrevia algumas palavras ao lado (como deixei nas últimas páginas do livro). Eu jamais imaginaria que eu podia juntar as minhas escritas e então fazer um livro, porém, a minha professora (Laruana de Andrade) de literatura me abriu portas para um mundo que eu não sabia que poderia entrar, foi então que me deu a ideia de fazer o livro. Eu comecei desenvolvendo por uma plataforma na internet mesmo, não contei para ninguém, e quando fiquei pronto mostrei para os meus pais (Daniane Cassol Favaro e Antônio Favaro), que adoraram e apoiaram a ideia. Foi então que tudo começou, achar editora, ser aprovada para uma possível edição e começar as impressões. Tudo isso me levou dois anos, desde a primeira poesia para o livro em mãos.
Obrigada aos que me apoiaram a dar esse passo e aos que me deram reconhecimento e força. Obrigada aos meus pais e irmãs vocês foram meu melhor colo e apoio em todos os momentos da minha vida, obrigada aos meus amigos de hoje, aos meus parentes e conhecidos. Obrigada a minha professora e amiga que me ajudou e auxiliou para dar esse salto na vida. Obrigada a todos! Esse foi o pico mais alto do meu voo, o primeiro de muitos. Acredite, sonhe e voe”.
