Ocergs apresenta agenda de reivindicações para fortalecer o cooperativismo gaúcho


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Foto: Divulgação 02/09/2026 Documento entregue durante agenda na Expointer reúne propostas para o período de 2027 a 2030 e aborda crédito, endividamento, infraestrutura, agricultura, saúde e efeitos dos eventos climáticos

Durante a agenda realizada na Expointer, em Esteio, o Sistema Ocergs apresentou um conjunto de reivindicações voltadas ao fortalecimento do cooperativismo e ao desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. O documento, intitulado “Propostas para um Rio Grande Mais Cooperativo 2027/2030”, também foi entregue ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro durante sua passagem pela feira.

A agenda reúne propostas consideradas estratégicas pelo setor para os próximos anos e parte da dimensão alcançada pelo cooperativismo no Estado. Conforme o documento, o Rio Grande do Sul possui 375 cooperativas registradas, mais de 4,3 milhões de cooperados e cerca de 80,4 mil empregos vinculados diretamente ao sistema. A Ocergs informa ainda que as cooperativas representam aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto gaúcho.

Os indicadores financeiros apresentados apontam R$ 103 bilhões em ingressos, R$ 45 bilhões de patrimônio líquido e R$ 248 bilhões em ativos, considerando dados com ano-base 2025.

 

 

ENDIVIDAMENTO E EVENTOS CLIMÁTICOS ENTRE AS PRIORIDADES

Uma das principais preocupações apresentadas está relacionada aos efeitos das sucessivas adversidades climáticas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul. Entre as reivindicações está a criação de um fundo específico de apoio ao setor em situações provocadas por secas, enchentes e outros desastres, além da proposta de um fundo constitucional direcionado à Região Sul.

O documento também defende a implantação de programas de renegociação das dívidas de cooperativas e associados, considerando as perdas acumuladas por eventos climáticos e crises de mercado.

Outra proposta é a criação de uma política estadual de seguro agrícola, com ampliação dos recursos subvencionados para proteção dos produtores diante de catástrofes climáticas.

Na área de investimentos, a Ocergs reivindica uma linha de crédito permanente, com juros subsidiados, para aquisição de insumos, máquinas agrícolas e sistemas de irrigação. A entidade também defende que os prazos de financiamento e de carência sejam adequados aos ciclos produtivos do Estado.

 

INFRAESTRUTURA, ENERGIA E CONECTIVIDADE

A agenda aponta ainda para a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura rodoviária, logística rural e conectividade. Entre as propostas está tornar permanente o programa Energia Forte no Campo, com ampliação de 50% dos recursos e incentivos para cooperativas que oferecem internet em regiões rurais e localidades onde a iniciativa privada não está presente.

No transporte, o setor pede redução da demora na emissão de licenças para cargas pesadas e revisão dos valores cobrados no Estado, além de investimentos nos sistemas portuário, rodoviário e de transporte cooperativo.

 

AGRICULTURA FAMILIAR E AGREGAÇÃO DE VALOR

O cooperativismo também propõe políticas para ampliar a industrialização da produção e o acesso a novos mercados, além da continuidade das compras públicas diretamente da agricultura familiar, especialmente através de programas como PNAE e PAA.

Outra preocupação apresentada é com a cadeia vitivinícola gaúcha diante do acordo Mercosul-União Europeia. A proposta prevê acompanhamento da entrada de vinhos europeus no país e mecanismos de proteção diante de eventuais prejuízos aos produtores brasileiros.

 

SAÚDE TAMBÉM INTEGRA A PAUTA

Na área da saúde, a Ocergs sugere maior integração entre poder público e cooperativas, com parcerias entre cooperativas de saúde e secretarias municipais e estadual, buscando ampliar o atendimento e otimizar recursos.

Também aparecem entre as reivindicações a criação de políticas de atendimento médico e odontológico preventivo nas escolas e a implantação de planos de cargos e salários capazes de estimular a permanência de profissionais de saúde no interior do Estado.

 

CRÉDITO E POLÍTICAS PERMANENTES

Entre as propostas comuns a todos os segmentos estão a ampliação de linhas de crédito específicas para cooperativas, com juros compatíveis com a capacidade de pagamento, o fortalecimento de políticas públicas permanentes para o setor e maior participação do cooperativismo nos programas estaduais de desenvolvimento econômico e social.

A Ocergs também reivindica a manutenção de um canal permanente de diálogo entre o governo estadual e o sistema cooperativo, além da participação do cooperativismo na governança ambiental do Rio Grande do Sul.

Segundo a entidade, a agenda pretende servir de base para políticas públicas e programas de governo entre 2027 e 2030, tendo o cooperativismo como um dos instrumentos para geração de renda, desenvolvimento regional, modernização econômica e reconstrução do Estado.

Durante a agenda realizada na Expointer, em Esteio, o Sistema Ocergs apresentou um conjunto de reivindicações voltadas ao fortalecimento do cooperativismo e ao desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. O documento, intitulado “Propostas para um Rio Grande Mais Cooperativo 2027/2030”, também foi entregue ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro durante sua passagem pela feira.

A agenda reúne propostas consideradas estratégicas pelo setor para os próximos anos e parte da dimensão alcançada pelo cooperativismo no Estado. Conforme o documento, o Rio Grande do Sul possui 375 cooperativas registradas, mais de 4,3 milhões de cooperados e cerca de 80,4 mil empregos vinculados diretamente ao sistema. A Ocergs informa ainda que as cooperativas representam aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto gaúcho.

Os indicadores financeiros apresentados apontam R$ 103 bilhões em ingressos, R$ 45 bilhões de patrimônio líquido e R$ 248 bilhões em ativos, considerando dados com ano-base 2025.

 

 

ENDIVIDAMENTO E EVENTOS CLIMÁTICOS ENTRE AS PRIORIDADES

Uma das principais preocupações apresentadas está relacionada aos efeitos das sucessivas adversidades climáticas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul. Entre as reivindicações está a criação de um fundo específico de apoio ao setor em situações provocadas por secas, enchentes e outros desastres, além da proposta de um fundo constitucional direcionado à Região Sul.

O documento também defende a implantação de programas de renegociação das dívidas de cooperativas e associados, considerando as perdas acumuladas por eventos climáticos e crises de mercado.

Outra proposta é a criação de uma política estadual de seguro agrícola, com ampliação dos recursos subvencionados para proteção dos produtores diante de catástrofes climáticas.

Na área de investimentos, a Ocergs reivindica uma linha de crédito permanente, com juros subsidiados, para aquisição de insumos, máquinas agrícolas e sistemas de irrigação. A entidade também defende que os prazos de financiamento e de carência sejam adequados aos ciclos produtivos do Estado.

 

INFRAESTRUTURA, ENERGIA E CONECTIVIDADE

A agenda aponta ainda para a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura rodoviária, logística rural e conectividade. Entre as propostas está tornar permanente o programa Energia Forte no Campo, com ampliação de 50% dos recursos e incentivos para cooperativas que oferecem internet em regiões rurais e localidades onde a iniciativa privada não está presente.

No transporte, o setor pede redução da demora na emissão de licenças para cargas pesadas e revisão dos valores cobrados no Estado, além de investimentos nos sistemas portuário, rodoviário e de transporte cooperativo.

 

AGRICULTURA FAMILIAR E AGREGAÇÃO DE VALOR

O cooperativismo também propõe políticas para ampliar a industrialização da produção e o acesso a novos mercados, além da continuidade das compras públicas diretamente da agricultura familiar, especialmente através de programas como PNAE e PAA.

Outra preocupação apresentada é com a cadeia vitivinícola gaúcha diante do acordo Mercosul-União Europeia. A proposta prevê acompanhamento da entrada de vinhos europeus no país e mecanismos de proteção diante de eventuais prejuízos aos produtores brasileiros.

 

SAÚDE TAMBÉM INTEGRA A PAUTA

Na área da saúde, a Ocergs sugere maior integração entre poder público e cooperativas, com parcerias entre cooperativas de saúde e secretarias municipais e estadual, buscando ampliar o atendimento e otimizar recursos.

Também aparecem entre as reivindicações a criação de políticas de atendimento médico e odontológico preventivo nas escolas e a implantação de planos de cargos e salários capazes de estimular a permanência de profissionais de saúde no interior do Estado.

 

CRÉDITO E POLÍTICAS PERMANENTES

Entre as propostas comuns a todos os segmentos estão a ampliação de linhas de crédito específicas para cooperativas, com juros compatíveis com a capacidade de pagamento, o fortalecimento de políticas públicas permanentes para o setor e maior participação do cooperativismo nos programas estaduais de desenvolvimento econômico e social.

A Ocergs também reivindica a manutenção de um canal permanente de diálogo entre o governo estadual e o sistema cooperativo, além da participação do cooperativismo na governança ambiental do Rio Grande do Sul.

Segundo a entidade, a agenda pretende servir de base para políticas públicas e programas de governo entre 2027 e 2030, tendo o cooperativismo como um dos instrumentos para geração de renda, desenvolvimento regional, modernização econômica e reconstrução do Estado.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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