Entre os investigados da Operação Kilowatt, realizada na manhã desta quinta-feira, 9, pela Polícia Civil, estão três diretores e um secretário-adjunto vinculados a duas secretarias estaduais. São eles: Eli Pegoraro, diretor-geral da Secretaria Estadual de Obras Públicas, filiado ao PTB e ex-prefeito de Lagoa Vermelha; Germano Dalla Valentina, secretário-adjunto da pasta, também filiado ao PTB e um dos vogais da executiva estadual do partido; Odir Baccarin, diretor de Obras Públicas; e José Vellinho Pinto, diretor-presidente da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), ligada à Secretaria Estadual de Saúde. Pinto também é ex-prefeito de Canela e filiado ao PDT. As residências de todos eles foram alvo de buscas com autorização judicial. Na investigação que resultou na Operação Kilowatt, os policiais civis encontraram itens com mais de 1000% de superfaturamento em obras da Secretaria Estadual de Obras. Em entrevista coletiva, os delegados da Delegacia Fazendária Daniel Mendelski e Joeberth Nunes afirmaram que as investigações duraram um ano mas avaliaram fatos desde 2008. Ao todo, seriam seis obras cujos contratos com o governo estadual somam R$ 12 milhões, entre elas duas escolas e obras na FEPPS. Segundo Mendelski, em um dos casos, envolvendo o telhado da Escola Estadual Professor Oscar Pereira, na Capital, a reforma foi paga sem ter sido realizada. Após utilizarem o helicóptero da polícia, ficou comprovado que apenas foram trocados os beirais do telhado, deixando, assim, todas as telhas velhas no restante do local. Outro caso aponta para a obra de uma subestação de energia em que os disjuntores, que custam R$ 1 mil, foram superfaturados no valor de R$ 10 mil cada um. Entre os crimes levantados pela investigação, estão: corrupção ativa, passiva, peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraude à licitação e superfaturamento de valores. Foram cumpridos oito mandados de prisão e 34 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências nas cidades de Porto Alegre, Ivoti, Nova Petrópolis, Canela, além de Limeira e Campinas, em São Paulo. Entre os presos há quatro servidores e quatro empresários, e outros suspeitos investigados estão sujeitos à apreensão de veículos e bloqueio de bens. Na casa de um dos empresários foi encontrada a quantia de US$ 50 mil em espécie. Ao todo, cerca de 150 policiais civis participam da operação, que é realizada pela Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigação Criminal. CONTRAPONTOS José Vellinho Pinto, presidente da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps). Filiado ao PDT, é ex-prefeito de Canela. - Estou de férias. Voltei hoje até para tomar pé da situação, ver o que aconteceu na instituição. A obra da central elétrica do Lacen [que está sob suspeita] não é coordenada pela Fepps, o seu processo de licitação e execução. Estou aguardando ser intimado para prestar todos os esclarecimentos necessários. Não imaginava que estava sendo investigado, fiquei sabendo pela imprensa. Como estou em férias e tendo em vista que o PDT saiu do governo, já estou aguardando a nomeação do novo presidente, mas essa é uma decisão tomada desde a nossa convenção. Eli Pegoraro, em contato com a Folha do Nordeste, disse desconhecer o fato, tendo em vista que o volume de obras em todo o Estado é grande. Entende ser normal o seu nome ser investigado, pois é diretor. Colocou que as obras que são realizadas passam por avaliação técnica e este fato, reforça, não é de seu conhecimento. Estas informações foram publicadas no site da Zero Hora, Click RBS, nesta quinta-feira.
Entre os investigados da Operação Kilowatt, realizada na manhã desta quinta-feira, 9, pela Polícia Civil, estão três diretores e um secretário-adjunto vinculados a duas secretarias estaduais. São eles: Eli Pegoraro, diretor-geral da Secretaria Estadual de Obras Públicas, filiado ao PTB e ex-prefeito de Lagoa Vermelha; Germano Dalla Valentina, secretário-adjunto da pasta, também filiado ao PTB e um dos vogais da executiva estadual do partido; Odir Baccarin, diretor de Obras Públicas; e José Vellinho Pinto, diretor-presidente da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), ligada à Secretaria Estadual de Saúde. Pinto também é ex-prefeito de Canela e filiado ao PDT. As residências de todos eles foram alvo de buscas com autorização judicial. Na investigação que resultou na Operação Kilowatt, os policiais civis encontraram itens com mais de 1000% de superfaturamento em obras da Secretaria Estadual de Obras. Em entrevista coletiva, os delegados da Delegacia Fazendária Daniel Mendelski e Joeberth Nunes afirmaram que as investigações duraram um ano mas avaliaram fatos desde 2008. Ao todo, seriam seis obras cujos contratos com o governo estadual somam R$ 12 milhões, entre elas duas escolas e obras na FEPPS. Segundo Mendelski, em um dos casos, envolvendo o telhado da Escola Estadual Professor Oscar Pereira, na Capital, a reforma foi paga sem ter sido realizada. Após utilizarem o helicóptero da polícia, ficou comprovado que apenas foram trocados os beirais do telhado, deixando, assim, todas as telhas velhas no restante do local. Outro caso aponta para a obra de uma subestação de energia em que os disjuntores, que custam R$ 1 mil, foram superfaturados no valor de R$ 10 mil cada um. Entre os crimes levantados pela investigação, estão: corrupção ativa, passiva, peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraude à licitação e superfaturamento de valores. Foram cumpridos oito mandados de prisão e 34 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências nas cidades de Porto Alegre, Ivoti, Nova Petrópolis, Canela, além de Limeira e Campinas, em São Paulo. Entre os presos há quatro servidores e quatro empresários, e outros suspeitos investigados estão sujeitos à apreensão de veículos e bloqueio de bens. Na casa de um dos empresários foi encontrada a quantia de US$ 50 mil em espécie. Ao todo, cerca de 150 policiais civis participam da operação, que é realizada pela Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigação Criminal. CONTRAPONTOS José Vellinho Pinto, presidente da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps). Filiado ao PDT, é ex-prefeito de Canela. - Estou de férias. Voltei hoje até para tomar pé da situação, ver o que aconteceu na instituição. A obra da central elétrica do Lacen [que está sob suspeita] não é coordenada pela Fepps, o seu processo de licitação e execução. Estou aguardando ser intimado para prestar todos os esclarecimentos necessários. Não imaginava que estava sendo investigado, fiquei sabendo pela imprensa. Como estou em férias e tendo em vista que o PDT saiu do governo, já estou aguardando a nomeação do novo presidente, mas essa é uma decisão tomada desde a nossa convenção. Eli Pegoraro, em contato com a Folha do Nordeste, disse desconhecer o fato, tendo em vista que o volume de obras em todo o Estado é grande. Entende ser normal o seu nome ser investigado, pois é diretor. Colocou que as obras que são realizadas passam por avaliação técnica e este fato, reforça, não é de seu conhecimento. Estas informações foram publicadas no site da Zero Hora, Click RBS, nesta quinta-feira.