
Mesmo estando em Boston, Estados Unidos, onde passou o final de ano com amigos, a ex-senadora da República, Ana Amélia Lemos, PSD, conversou com o jornal FOLHA DO NORDESTE, através da coluna do jornalista Marcos Roberto Nepomuceno, apontando suas percepções sobre 2022 e as perspectivas para 2023.
De acordo com Ana Amélia, “na minha opinião, o Brasil, em 2022, consolidou a polarização política entre as duas faces da mesma moeda do radicalismo ideológico, dividido entre esquerda e direita. O centro político ficou excluído do processo. Mas como toda regra tem exceção, não é diferente na política. Os casos do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul mostraram que o centro, representado pelo PSDB, venceu candidatos da esquerda e da direita”.
Para Ana Amélia, “se Bolsonaro, em 2018, se elegeu combatendo a esquerda e Lula em particular, neste tenso 2022, se elegeu usando as mesmas armas, no combate as fragilidades da direita que não soube aproveitar o capital político demonstrado na conquista do poder, há quatro anos!”
PERDEU, MAS É LIDER NA OPOSIÇÃO
Ana Amélia Lemos, na sua avaliação política de 2022, entende que “Bolsonaro perdeu a eleição, mas sai do poder como o líder na oposição ao governo Lula. O centrão continua onde sempre esteve: no poder e assim continuará no governo Lula”.
INCÓGNITA
Para Ana Amélia Lemos, “o ano de 2023 ainda é uma incógnita. Muito se deve às escolhas que Lula fez para sua equipe de Governo. É claro que suas maiores conquistas foram a adesão de Alckmin para compor sua chapa como vice-presidente e, no segundo turno, ter recebido o apoio aberto da senadora Simone Tebet que havia disputado a presidência pelo MDB. Esses são os maiores avalistas do centro esquerda no governo Lula!”
Observa Ana Amélia Lemos que, “como convivi com Alckmin e Simone, posso afirmar que serão as peças mais importantes no intrincado e complexo xadrez partidário montado por Lula para governar. O xeque mate só poderá ser, se vencer o jogo, porque Bolsonaro não vai dar folga ao governo que assumirá nos próximos dias!”
GOVERNABILIDADE DE LEITE
A continuidade do governo Eduardo Leite no RS e seu respeitoso relacionamento com Lula e o PT lhe darão condições de governabilidade. É o que avalia Ana Amélia Lemos para a coluna.
“Mesmo sem alinhamento com o governo Bolsonaro, Leite conseguiu homologar o Regime de Recuperação Fiscal, garantindo colocar em dia pagamento de servidores e com as privatizações e concessões conseguiu investimentos significativos em obras importantes em todo o Estado, justifica Ana Amélia. Para ela, “seguramente não poderá ser um governo mais do mesmo, pois precisará avançar muito na área da educação, notadamente no ensino profissionalizante. Torço para que o Brasil cresça mais e o RS acompanhe esse desejado desenvolvimento sócio/econômico!”

Mesmo estando em Boston, Estados Unidos, onde passou o final de ano com amigos, a ex-senadora da República, Ana Amélia Lemos, PSD, conversou com o jornal FOLHA DO NORDESTE, através da coluna do jornalista Marcos Roberto Nepomuceno, apontando suas percepções sobre 2022 e as perspectivas para 2023.
De acordo com Ana Amélia, “na minha opinião, o Brasil, em 2022, consolidou a polarização política entre as duas faces da mesma moeda do radicalismo ideológico, dividido entre esquerda e direita. O centro político ficou excluído do processo. Mas como toda regra tem exceção, não é diferente na política. Os casos do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul mostraram que o centro, representado pelo PSDB, venceu candidatos da esquerda e da direita”.
Para Ana Amélia, “se Bolsonaro, em 2018, se elegeu combatendo a esquerda e Lula em particular, neste tenso 2022, se elegeu usando as mesmas armas, no combate as fragilidades da direita que não soube aproveitar o capital político demonstrado na conquista do poder, há quatro anos!”
PERDEU, MAS É LIDER NA OPOSIÇÃO
Ana Amélia Lemos, na sua avaliação política de 2022, entende que “Bolsonaro perdeu a eleição, mas sai do poder como o líder na oposição ao governo Lula. O centrão continua onde sempre esteve: no poder e assim continuará no governo Lula”.
INCÓGNITA
Para Ana Amélia Lemos, “o ano de 2023 ainda é uma incógnita. Muito se deve às escolhas que Lula fez para sua equipe de Governo. É claro que suas maiores conquistas foram a adesão de Alckmin para compor sua chapa como vice-presidente e, no segundo turno, ter recebido o apoio aberto da senadora Simone Tebet que havia disputado a presidência pelo MDB. Esses são os maiores avalistas do centro esquerda no governo Lula!”
Observa Ana Amélia Lemos que, “como convivi com Alckmin e Simone, posso afirmar que serão as peças mais importantes no intrincado e complexo xadrez partidário montado por Lula para governar. O xeque mate só poderá ser, se vencer o jogo, porque Bolsonaro não vai dar folga ao governo que assumirá nos próximos dias!”
GOVERNABILIDADE DE LEITE
A continuidade do governo Eduardo Leite no RS e seu respeitoso relacionamento com Lula e o PT lhe darão condições de governabilidade. É o que avalia Ana Amélia Lemos para a coluna.
“Mesmo sem alinhamento com o governo Bolsonaro, Leite conseguiu homologar o Regime de Recuperação Fiscal, garantindo colocar em dia pagamento de servidores e com as privatizações e concessões conseguiu investimentos significativos em obras importantes em todo o Estado, justifica Ana Amélia. Para ela, “seguramente não poderá ser um governo mais do mesmo, pois precisará avançar muito na área da educação, notadamente no ensino profissionalizante. Torço para que o Brasil cresça mais e o RS acompanhe esse desejado desenvolvimento sócio/econômico!”