Para Damin: O PP do Rio Grande do Sul já foi uma “grife” no mar de nulidades da política brasileira


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08/03/2015

Continua repercutindo o possível envolvimento de parlamentares gaúchos e que serão investigados pela Polícia Federal no escândalo do Petrolão. Os progressistas, deputados federais Afonso Hamm, José Otávio Germano, Jerônimo Goergen, Luis Carlos Heinze e Renato Molling estão na lista. O ex-deputado Vilson Covatti também figura na relação dos investigados. Os seis integram a bancada do PP gaúcho na Câmara na legislatura 2011-2014. Cláudio Damin, de Lagoa Vermelha, cientista políico e colunista da FOLHA DO NORDESTE, divulgou em sua rede social, o seguinte comentário, neste domingo, 8: “Eu sempre considerei imoral o comportamento ambíguo da maioria da bancada federal do PP do Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados. Como tenho o hábito de assistir às sessões plenárias, percebia que, em Brasília, votavam com o governo e aqui, no Interior do Rio Grande, se colocavam retoricamente em franca oposição ao governo federal do PT. Pura enganação, uma demagogia barata, uma oposição “pra inglês ver” porque, no voto, eram auxiliares diretos desse atual governo do país. *** Havia exceções, claro. As exceções, contudo, estão também incluídas na Lista Janot que pediu a abertura de processo de investigação – e isso precisa, pois, ser esclarecido. O fato é que o PP gaúcho não era, conforme uma narrativa muito comum, “inimigo” do governo do PT. Seus deputados federais conseguiram emendas e foram amplamente atendidos em suas demandas pelos ministros das Cidades da legenda. E agora se sabe que o último ministro era um dos chefes do esquema de um suposto “mensalão do PP”. *** O jornalista Diego Casagrande, da BAND-RS, foi direto ao ponto ao escrever que: “Quando você anda com pilantra, apoia pilantra, nomeia os seus para estatais comandadas por pilantras, cedo ou tarde você vai passar por pilantra. Talvez você seja mesmo pilantra, mas se não for, vai passar por pilantra e sua reputação virará pó. Isso vale para grandes empresários e também para o PP. Todos colhendo o que plantaram...” *** O PP do Rio Grande do Sul já foi uma “grife” no mar de nulidades da política brasileira. O acesso às vantagens de ser governo lá em Brasília agora cobra seu preço. Muita gente do Interior, extremamente envergonhada, já procura “rotas de fuga”. Esse partido sangrará em praça pública. Espera-se, no entanto, que ao contrário do que faz o PT, o PP-RS não seja conivente com quem, afinal, for investigado e julgado culpado. O estrago na imagem, contudo, já está feito. Passar bem, PP-RS!”

Continua repercutindo o possível envolvimento de parlamentares gaúchos e que serão investigados pela Polícia Federal no escândalo do Petrolão. Os progressistas, deputados federais Afonso Hamm, José Otávio Germano, Jerônimo Goergen, Luis Carlos Heinze e Renato Molling estão na lista. O ex-deputado Vilson Covatti também figura na relação dos investigados. Os seis integram a bancada do PP gaúcho na Câmara na legislatura 2011-2014. Cláudio Damin, de Lagoa Vermelha, cientista políico e colunista da FOLHA DO NORDESTE, divulgou em sua rede social, o seguinte comentário, neste domingo, 8: “Eu sempre considerei imoral o comportamento ambíguo da maioria da bancada federal do PP do Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados. Como tenho o hábito de assistir às sessões plenárias, percebia que, em Brasília, votavam com o governo e aqui, no Interior do Rio Grande, se colocavam retoricamente em franca oposição ao governo federal do PT. Pura enganação, uma demagogia barata, uma oposição “pra inglês ver” porque, no voto, eram auxiliares diretos desse atual governo do país. *** Havia exceções, claro. As exceções, contudo, estão também incluídas na Lista Janot que pediu a abertura de processo de investigação – e isso precisa, pois, ser esclarecido. O fato é que o PP gaúcho não era, conforme uma narrativa muito comum, “inimigo” do governo do PT. Seus deputados federais conseguiram emendas e foram amplamente atendidos em suas demandas pelos ministros das Cidades da legenda. E agora se sabe que o último ministro era um dos chefes do esquema de um suposto “mensalão do PP”. *** O jornalista Diego Casagrande, da BAND-RS, foi direto ao ponto ao escrever que: “Quando você anda com pilantra, apoia pilantra, nomeia os seus para estatais comandadas por pilantras, cedo ou tarde você vai passar por pilantra. Talvez você seja mesmo pilantra, mas se não for, vai passar por pilantra e sua reputação virará pó. Isso vale para grandes empresários e também para o PP. Todos colhendo o que plantaram...” *** O PP do Rio Grande do Sul já foi uma “grife” no mar de nulidades da política brasileira. O acesso às vantagens de ser governo lá em Brasília agora cobra seu preço. Muita gente do Interior, extremamente envergonhada, já procura “rotas de fuga”. Esse partido sangrará em praça pública. Espera-se, no entanto, que ao contrário do que faz o PT, o PP-RS não seja conivente com quem, afinal, for investigado e julgado culpado. O estrago na imagem, contudo, já está feito. Passar bem, PP-RS!”

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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