
No relatório de fauna da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) estão apontadas e identificadas diversas espécies de anfíbios, répteis e mamíferos presentes no Campus I da Instituição. O trabalho iniciou há três anos, com criterioso levantamento técnico das áreas de uso da fauna, associados aos recursos hídricos presentes nas Áreas de Preservação Permanente (APPs). A novidade, neste ano, é a utilização de um dos métodos de monitoramento de mamíferos mais modernos, estruturado a partir de armadilhas fotográficas. O monitoramento da fauna iniciou em 2012, para atender a implantação do Sistema de Gestão Ambiental da instituição, de responsabilidade do Setor de Saneamento Ambiental da FUPF, bem como para contemplar as condicionantes da Licença de Operação, junto à Fundação de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam/RS). O monitoramento foi proposto para atender a questões legais e para iniciar um processo mais sistematizado de preservação das APPs. O levantamento vem sendo conduzido pelas biólogas Noeli Zanella (Laboratório de Herpetologia) e Carla Tedesco (Laboratório de Ecologia), professoras do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Também participam vários acadêmicos do curso de Ciências Biológicas. De acordo com Noeli, o relatório apresenta análise e discussão de um conjunto de dados (espécies, deslocamentos, fatores abióticos) coletados ao longo do ano, com o propósito de monitorar a fauna do campus. Diversos ambientes do campus são monitorados, dentre os quais os úmidos, a capoeira ou sucessão de vegetação e áreas abertas. Coletamos os dados utilizando metodologias específicas, explicou a professora. Fauna diversificada O levantamento apontou a existência de dez espécies de anfíbios, vinte de répteis e 11 de mamíferos. As espécies mais abundantes de mamíferos encontradas até o momento foram o gambá (Didelphis albiventris), o graxaim (Lycalopex gymnocercus), o tatu (Dasypus novemcinctus) e o veado (Mazama gouazoubira). Uma espécie de mamífero que se destaca, pela abundância e visibilidade, é o graxaim. É uma espécie bem adaptada a ambientes periurbanos, entretanto, deve ser mantida sem contato e não deve ser alimentada, pois demanda uma alimentação específica, destaca Noeli. Registro das espécies Para os anfíbios, por terem atividade noturna, é feito, mensalmente, o registro de espécies em vocalização à noite. Os mamíferos são monitorados a partir da amostragem em estradas e trilhas localizadas nos locais delimitados por visualização direta, ou por evidências indiretas, como pegadas e fezes. Também são utilizadas armadilhas para pegadas de mamíferos (plots), onde é registrada a espécie. Esse registro é feito mensalmente e nos dá a ideia de quais e quantas espécies circulam pelo campus, observa Noeli. Em 2013, se iniciou o monitoramento e o manejo de rã-touro (Lithobates catesbeianus) nas áreas úmidas. Essa é uma espécie exótica e interfere na conservação de muitas espécies, já que preda anfíbios nativos, esclarece a professora. Armadilhas fotográficas Neste ano, as pesquisadoras estão utilizando um dos métodos mais modernos, eficientes e não invasivos hoje disponíveis para monitoramento de mamíferos, ideal para estudos de longa duração, que são as armadilhas fotográficas. Esse método auxilia na detecção de espécies não registradas nas demais metodologias, pois a maioria dos mamíferos tem uma vida noturna e é de difícil visualização, argumenta Noeli. Orientações aos visitantes A maioria das espécies presentes no campus, especialmente nas áreas úmidas, é sensível aos distúrbios ambientais nos seus habitats. A presença ou ausência dessas espécies, nesses locais, é um forte indicativo do grau de perturbação das APPs. A professora do Laboratório de Ecologia, Carla Tedesco, destaca que é recomendado que os visitantes não acessem áreas fora dos caminhos calçados, que depositem seus resíduos nas lixeiras/contêineres apropriados e que não alimentem nenhum animal. Respeitar as placas indicativas de deslocamento de animais, bem como de redução de velocidade, pode evitar atropelamentos e essa ação contribui para a preservação da fauna local. O importante, ao visualizar um animal no campus, é respeitar o seu modo de vida e o seu deslocamento, finalizou a professora Carla.

No relatório de fauna da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) estão apontadas e identificadas diversas espécies de anfíbios, répteis e mamíferos presentes no Campus I da Instituição. O trabalho iniciou há três anos, com criterioso levantamento técnico das áreas de uso da fauna, associados aos recursos hídricos presentes nas Áreas de Preservação Permanente (APPs). A novidade, neste ano, é a utilização de um dos métodos de monitoramento de mamíferos mais modernos, estruturado a partir de armadilhas fotográficas. O monitoramento da fauna iniciou em 2012, para atender a implantação do Sistema de Gestão Ambiental da instituição, de responsabilidade do Setor de Saneamento Ambiental da FUPF, bem como para contemplar as condicionantes da Licença de Operação, junto à Fundação de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam/RS). O monitoramento foi proposto para atender a questões legais e para iniciar um processo mais sistematizado de preservação das APPs. O levantamento vem sendo conduzido pelas biólogas Noeli Zanella (Laboratório de Herpetologia) e Carla Tedesco (Laboratório de Ecologia), professoras do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Também participam vários acadêmicos do curso de Ciências Biológicas. De acordo com Noeli, o relatório apresenta análise e discussão de um conjunto de dados (espécies, deslocamentos, fatores abióticos) coletados ao longo do ano, com o propósito de monitorar a fauna do campus. Diversos ambientes do campus são monitorados, dentre os quais os úmidos, a capoeira ou sucessão de vegetação e áreas abertas. Coletamos os dados utilizando metodologias específicas, explicou a professora. Fauna diversificada O levantamento apontou a existência de dez espécies de anfíbios, vinte de répteis e 11 de mamíferos. As espécies mais abundantes de mamíferos encontradas até o momento foram o gambá (Didelphis albiventris), o graxaim (Lycalopex gymnocercus), o tatu (Dasypus novemcinctus) e o veado (Mazama gouazoubira). Uma espécie de mamífero que se destaca, pela abundância e visibilidade, é o graxaim. É uma espécie bem adaptada a ambientes periurbanos, entretanto, deve ser mantida sem contato e não deve ser alimentada, pois demanda uma alimentação específica, destaca Noeli. Registro das espécies Para os anfíbios, por terem atividade noturna, é feito, mensalmente, o registro de espécies em vocalização à noite. Os mamíferos são monitorados a partir da amostragem em estradas e trilhas localizadas nos locais delimitados por visualização direta, ou por evidências indiretas, como pegadas e fezes. Também são utilizadas armadilhas para pegadas de mamíferos (plots), onde é registrada a espécie. Esse registro é feito mensalmente e nos dá a ideia de quais e quantas espécies circulam pelo campus, observa Noeli. Em 2013, se iniciou o monitoramento e o manejo de rã-touro (Lithobates catesbeianus) nas áreas úmidas. Essa é uma espécie exótica e interfere na conservação de muitas espécies, já que preda anfíbios nativos, esclarece a professora. Armadilhas fotográficas Neste ano, as pesquisadoras estão utilizando um dos métodos mais modernos, eficientes e não invasivos hoje disponíveis para monitoramento de mamíferos, ideal para estudos de longa duração, que são as armadilhas fotográficas. Esse método auxilia na detecção de espécies não registradas nas demais metodologias, pois a maioria dos mamíferos tem uma vida noturna e é de difícil visualização, argumenta Noeli. Orientações aos visitantes A maioria das espécies presentes no campus, especialmente nas áreas úmidas, é sensível aos distúrbios ambientais nos seus habitats. A presença ou ausência dessas espécies, nesses locais, é um forte indicativo do grau de perturbação das APPs. A professora do Laboratório de Ecologia, Carla Tedesco, destaca que é recomendado que os visitantes não acessem áreas fora dos caminhos calçados, que depositem seus resíduos nas lixeiras/contêineres apropriados e que não alimentem nenhum animal. Respeitar as placas indicativas de deslocamento de animais, bem como de redução de velocidade, pode evitar atropelamentos e essa ação contribui para a preservação da fauna local. O importante, ao visualizar um animal no campus, é respeitar o seu modo de vida e o seu deslocamento, finalizou a professora Carla.