
A matéria publicada na edição de 26 de setembro do Folha do Nordeste, sob o título “Divergência expõe contradições do PL de Lagoa Vermelha na votação da moção de repúdio”, provocou reação do vereador Viego Santos (PL), que utilizou a tribuna da Câmara para rebater a análise. Contudo, ao examinar suas declarações, percebe-se que, mais do que contestar, o parlamentar acabou reforçando alguns pontos centrais da reportagem.
INTERPRETAÇÃO DA MANCHETE
Em sua manifestação, o vereador afirmou não haver divergências no PL local, tentando minimizar a leitura feita pela imprensa. No entanto, a própria sessão demonstrou o contrário: enquanto Viego votou favoravelmente à moção de repúdio à “PEC da Blindagem”, o colega de partido Cleon Piva se posicionou contra, e Márcio Marques (Maninho) esteve ausente. A manchete, portanto, refletiu exatamente esse quadro de contradições internas. Divergência, neste caso, não significa ruptura partidária, mas sim a existência de votos distintos dentro da mesma bancada – algo inegável e que não depende de interpretação.
A QUESTÃO DO COLEGA MANINHO
Outro ponto contestado por Viego foi a referência à ausência de Maninho. O vereador classificou como “grotesca” a interpretação de que a falta poderia ter sido uma estratégia para evitar desgaste, informando que havia atestado médico. Importa lembrar, no entanto, que a própria matéria publicada no jornal já havia destacado que a ausência foi involuntária. O que se analisou foi o efeito político da não participação de um vereador do PL em uma votação polêmica. Portanto, não houve equívoco, e sim a leitura natural das consequências que esse fato trouxe para o partido no contexto da sessão.
SATISFAÇÃO AOS ELEITORES
Talvez o ponto mais preocupante de sua fala tenha sido a afirmação de que deve satisfação apenas aos “trezentos e noventa e sete votos” recebidos na eleição. É preciso lembrar que, ao ser eleito, o vereador não representa somente seus eleitores diretos, mas toda a comunidade lagoense. O mandato parlamentar é um cargo público, e a responsabilidade é coletiva. Ao restringir sua prestação de contas apenas a um grupo, o vereador demonstra uma visão limitada sobre o papel institucional que exerce.
A CRÍTICA COMO ELEMENTO DEMOCRÁTICO
Viego também declarou que aceita críticas, mas classificou como “chato” quando se aponta a existência de divisão no partido. Aqui cabe reforçar: a crítica é parte essencial da democracia. E mais, divergências dentro de partidos são fatos políticos, não invenções jornalísticas. Negá-las é tentar simplificar um quadro político que é naturalmente complexo.
LEITURA APRESSADA
A reação de Viego à matéria parece mais fruto de uma leitura apressada ou de uma tentativa de desviar o foco do conteúdo principal do que uma contestação objetiva. A imprensa tem o dever de apontar contradições, analisar posturas e levantar questionamentos. E cabe aos agentes públicos compreender que sua atuação será sempre objeto de análise, independentemente do número de votos que os elegeram.
A democracia se fortalece no debate, e não no desconforto diante de críticas.


A matéria publicada na edição de 26 de setembro do Folha do Nordeste, sob o título “Divergência expõe contradições do PL de Lagoa Vermelha na votação da moção de repúdio”, provocou reação do vereador Viego Santos (PL), que utilizou a tribuna da Câmara para rebater a análise. Contudo, ao examinar suas declarações, percebe-se que, mais do que contestar, o parlamentar acabou reforçando alguns pontos centrais da reportagem.
INTERPRETAÇÃO DA MANCHETE
Em sua manifestação, o vereador afirmou não haver divergências no PL local, tentando minimizar a leitura feita pela imprensa. No entanto, a própria sessão demonstrou o contrário: enquanto Viego votou favoravelmente à moção de repúdio à “PEC da Blindagem”, o colega de partido Cleon Piva se posicionou contra, e Márcio Marques (Maninho) esteve ausente. A manchete, portanto, refletiu exatamente esse quadro de contradições internas. Divergência, neste caso, não significa ruptura partidária, mas sim a existência de votos distintos dentro da mesma bancada – algo inegável e que não depende de interpretação.
A QUESTÃO DO COLEGA MANINHO
Outro ponto contestado por Viego foi a referência à ausência de Maninho. O vereador classificou como “grotesca” a interpretação de que a falta poderia ter sido uma estratégia para evitar desgaste, informando que havia atestado médico. Importa lembrar, no entanto, que a própria matéria publicada no jornal já havia destacado que a ausência foi involuntária. O que se analisou foi o efeito político da não participação de um vereador do PL em uma votação polêmica. Portanto, não houve equívoco, e sim a leitura natural das consequências que esse fato trouxe para o partido no contexto da sessão.
SATISFAÇÃO AOS ELEITORES
Talvez o ponto mais preocupante de sua fala tenha sido a afirmação de que deve satisfação apenas aos “trezentos e noventa e sete votos” recebidos na eleição. É preciso lembrar que, ao ser eleito, o vereador não representa somente seus eleitores diretos, mas toda a comunidade lagoense. O mandato parlamentar é um cargo público, e a responsabilidade é coletiva. Ao restringir sua prestação de contas apenas a um grupo, o vereador demonstra uma visão limitada sobre o papel institucional que exerce.
A CRÍTICA COMO ELEMENTO DEMOCRÁTICO
Viego também declarou que aceita críticas, mas classificou como “chato” quando se aponta a existência de divisão no partido. Aqui cabe reforçar: a crítica é parte essencial da democracia. E mais, divergências dentro de partidos são fatos políticos, não invenções jornalísticas. Negá-las é tentar simplificar um quadro político que é naturalmente complexo.
LEITURA APRESSADA
A reação de Viego à matéria parece mais fruto de uma leitura apressada ou de uma tentativa de desviar o foco do conteúdo principal do que uma contestação objetiva. A imprensa tem o dever de apontar contradições, analisar posturas e levantar questionamentos. E cabe aos agentes públicos compreender que sua atuação será sempre objeto de análise, independentemente do número de votos que os elegeram.
A democracia se fortalece no debate, e não no desconforto diante de críticas.
