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As sete normas de convivência humana - 05/06/2026

Aprendi que sótãos e fundos de gavetas podem revelar verdadeiras relíquias. Foi o que fiz, em semana curta, em face do feriado. Como essa: Goffredo Telles Junior foi um grande advogado e educador formidável na Universidade São Francisco (USFSP), falecido em 2009. Em uma aula de encerramento fez questão de deixar uma mensagem útil aos seus alunos, resumida em sete regras que considerava essenciais:
Primeira regra: “Ser simples de coração e atitude”. Com isso queria dizer que por mais poderoso possa alguém ser deve banir do coração a arrogância e a insolência.
Segunda regra: “Ser verdadeiro, mas não falar oracularmente”. Nessa regra firmava posição irredutível de compromisso com a verdade: nunca escamoteá-la, jamais traí-la, não adulterá-la, não corromper.
Terceira regra: “saber ouvir, saber reconsiderar, saber confessar o nosso engano”. Saber ouvir, segundo o mestre, não é só escutar, é adentrar no espírito das palavras ouvidas, entendê-las sem preconceito, mesmo discordando ou eventualmente duvidando. Dizia que quem sabe ouvir aprende a evoluir.
Quarta regra: “Não ferir o amor próprio alheio”. Essa é uma regra de ouro, porque a ferida do amor próprio não se cura. Daí que o cinismo e o sarcasmo são armas violentas que matam o entendimento e a amizade. Zombar de outrem é uma agressão inaceitável e muitas vezes covarde.
Quinta regra: “Não atormentar o próximo com críticas ou lamúrias”. A crítica só faz sentido se for construtiva e nunca terá valor se praticada por inveja, desrespeito ou incapacidade de fazer bem feito. Quanto à lamúria, é sempre um desrespeito para o interlocutor otimista. O lamuriento é um chato. Sua atitude é um lamento em si mesmo.
Sexta regra: “Evitar a intimidade”. Ser íntimo pode representar a invasão da alma, descerrar o mistério do coração do amigo, e isso é perigoso. Se oferecida, a intimidade pode ser aceita com dignidade, mas buscá-la a qualquer preço destrói a amizade, inviabiliza a convivência.
Sétima regra: “Ser prestativo, sem se tornar intruso nem servo”. Aqui o mestre pregava o amor em sua essência, cristão mesmo, buscando servir sem pedir compensação. E servir somente quando precisam da gente. Servir sempre, em nome do bem e da verdade.
 
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EIS AÍ UM SENHOR LEGADO - Vale a pena considerá-las e aplicá-las no cotidiano de nossas vidas. Somente assim desapareceriam costumes maus que ainda governam a humanidade. Sabemos que é difícil, desde que mundo é mundo predomina o amor-próprio, a tola vaidade e o louco orgulho entre os homens. O princípio do bem está gravado em poucos habitantes da terra. Estamos em ano de eleição, mas certamente nenhum dos políticos que vão disputar as eleições tomaram conhecimento destas regras  alguma vez. Claro que não, porque o que mais se ouve nos chamados debates são ofensas recíprocas, baixaria e ausência de ética.
 
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OFICIALMENTE - A campanha eleitoral ainda não começou, mas as pesquisas se fazem presentes em forma de avalanche centradas em ideologias de esquerda e direita, sem indicar o povo alvo e sem informações sobre graves problemas do país. Considerando que a maioria dos brasileiros tem escolaridade aquém do ideal, essas pesquisas não deixam a certeza absoluta sobre esquerda, direita. Mas, afinal estamos no Brasil... Então vamos em frente, com um abraço para a turma do aconchegante Quintal: Leila, Gabrieli, Ana Laura e Carol. É gente jovem que lê a Folha.

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