COLUNISTAS
O caro mesmo é não ter um hospital - 05/06/2026
Meus amigos, me permitam dizer alguma coisa de minhas poucas, mas valiosas experiências quando assessorei o secretário Antenor Ferrari, na Secretaria da Saúde do RS. E, olha que já passamos várias décadas depois desta experiência. Lembro que estávamos iniciando este trabalho que hoje está bem avançado na universalização do atendimento médico-hospitalar no Rio Grande do Sul.
Fui a muitas comunidades levar a disposição da Secretaria, dei posse a novos médicos para atender em pequenas comunidades como São Jorge, Guabiju, Nova Prata, Nova Araçá, André da Rocha e a própria Lagoa Vermelha, que passava a contar com médico atendendo nas Unidades de Saúde de forma universal. Citei estas comunidades por ficar na região.
A política de atendimento universal era para todo o RS. E, já naquela época, tínhamos muitos gastos e dificuldades para manter hospitais em funcionamento para atender suas comunidades. A saúde é muito cara. Principalmente os tratamentos especializados, a CTI, os medicamentos e equipamentos.
Acompanhando a polêmica envolvendo o nosso Hospital São Paulo lembrei que, já naqueles tempos a coisa não era muito diferente. Sempre, faltava dinheiro, médicos e funcionários com salários atrasados, poucos remédios na farmácia básica ou na farmácia do hospital.
Os municípios tinham que repassar “dinheiro grosso” para os hospitais e a briga só mudava o CEP. Os motivos eram sempre os mesmos, quando não tínhamos processos policiais com a morte de pacientes, falta de atendimento médico ou erros médicos. Afinal, estávamos e estamos lidando com seres humanos. Os robôs ainda são raros e custam muito. Só a China pode mantê-los.
Esta questão envolvendo Hospital em Lagoa Vermelha vem desde que me conheci por gente morando lá no Lajeado e vindo "costurar” meu pé partido a machado na furada de um mirim. Seu Ernani fez o trabalho sem anestesia. Meu pai amarrou um lenço na minha boca para eu não gritar e apertou minha perna. Uma perninha fina de guri franzino. Foi lá no antigo Hospital Lagoense atendido pelo Dr. Augustinho, Dr. Molina e o enfermeiro, seu Ernani Peres Junior.
Alguns anos depois o padre Celestino, de Antônio Prado, construiu o Hospital São Paulo, mantido pelos Freis Capuchinhos, até a década de 60/70, quando venderam grande parte dos imóveis, como o próprio Hospital e o prédio onde tinham projeto de um grande hospital.
Hoje condomínio comercial e residencial Duque de Caxias. Indo de carona a demolição do ginásio Duque de Caxias, um verdadeiro museu de recordações de várias gerações de lagoenses, que ficaram só com a saudade do velho Duque. E o hospital, vendido para médicos lagoenses, que lá permaneceram durante 13 anos. Veio um Hospital de Passo Fundo até chegar a Fundação Araucária que mal, ou bem, segura as pontas até hoje.
Temos problemas. Precisamos melhorar, arrumar a hemodiálise, com certeza. Precisamos fazer um puxirão (mutirão) para ajudar o hospital, com certeza, porque, repito o que disse no início: “o caro mesmo é não ter um hospital”, mesmo que não seja um Moinhos de Vento!
Esta é a minha opinião sobre a polêmica instalada.
MELHORIA SAUDADA NA MARIA LUIZA. Conheço a rua Maria Luiza Nunes há mais de 70 anos quando ainda era a ligação principal e única da cidade ao Rincão Comprido, passando pela Rodrigues, que na época tinha outra denominação.
PRIMEIRO CALÇAMENTO NA ADMINISTRAÇÃO PAULO ANDRADE. E, agora, o asfalto que é saudado por todos como importante melhoria, facilitando em muito o acesso à cidade, especialmente como um cartão de visita com o terminal rodoviário, no trevo com a BR 285.
PREFEITO ELOIR MORONA, por ocasião da entrega da obra à comunidade, destacou sua importância e as melhorias sentidas com o asfaltamento. A entrega representou momento festivo para o bairro Rodrigues e imediações.
MELHORIAS E REVITALIZAÇÕES, SEMPRE BEM-VINDAS. Várias obras neste sentido estão sendo realizadas e precisam ser destacadas. Melhoram em todos os sentidos. No visual tornando mais bela a cidade, para motoristas e pedestres.
CONFERÊNCIA MUNICIPAL DA SAÚDE. Acontece dia 23 de junho a partir das 8 horas a Conferência Municipal da Saúde com a presença de profissionais da área, membros da Secretaria da Saúde e representantes da comunidade em geral.
TEMAS RELACIONADOS A SAÚDE PÚBLICA serão debatidos, democraticamente, com a presença de todos os interessados. O principal objetivo é a fixação das metas a serem atingidas no setor de atendimento, tratamento e ações preventivas.
ELEIÇÃO DOS DELEGADOS PARA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Outro aspecto importante será a eleição dos delegados que participarão dos eventos estadual e federal para debater e fixar normas e metas na área. Todos podem participar da Conferência no salão da Secretaria das 8 às 18 horas.
SAI A CPI DO HOSPITAL? Sem dúvida um tema agudo está na pauta diária da comunidade lagoense, desde que chegou ao Poder Legislativo, sendo repercutido pelos vereadores da oposição e do Podemos.
REQUERIMENTO PARA INSTALAR CPI foi assinado por Charuto e Ranyeri, do PDT; Paula, do PT, e Clacir, do Podemos. O documento deve ser submetido a análise do jurídico da Câmara e, posteriormente, passa pela disposição do vereador Dr. Kramer, presidente da Câmara.
EXPLICAÇÕES NO LEGISLATIVO FORAM DADAS pelo senhor Perinetto, superintendente do Hospital São Paulo, que representa a Fundação Araucária, especialmente quanto ao destino de R$ 532 mil por mês que o município de Lagoa Vermelha repassa a casa de saúde.
FALTOU TEMPO E ESPAÇO PARA PERGUNTAS DOS VEREADORES. Por culpa do regimento interno, vereadores não puderam questionar o representante da Araucária a respeito de várias questões que envolvem o funcionamento, atendimento a pacientes e falta de material básico.
SAÚDE CUSTA MUITO CARO. Garante o presidente da Câmara dizendo que já esteve durante 13 anos na administração do hospital e não sobrava nada, sempre estava no vermelho.
DIEGO PERINETTO, POLIDO E LISO. Deu aula o garoto de São José do Ouro ao responder questionamentos de vereadores e imprensa. Me considero lagoense, disse e, quero que o hospital cresça. Palavras de mestre.
DR. KRAMER: “NÃO LEVO NINGUÉM PÁ CUMPADE. Se tá ruim o hospital, mande fechar e veja o que acontece. Tem gente que não sabe administrar nada e quer vir dar palpite. Quer saber o quê? O que desejam investigar? Vamos passar para o Ministério Público que tem obrigação de fiscalizar as fundações”.


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