COLUNISTAS
Desolação de Alessandro - 05/06/2026
Ao ouvir a entrevista do vice-prefeito Alessandro Muliterno ao jornalista Ademar Fagundes, um sentimento de tristeza me tomou conta. Tristeza e desolação. Para o leitor que ainda não sabe, o vice-prefeito é também criador de ovelhas em propriedade da família no interior de Caseiros, e recentemente houve um ataque de cães contra o rebanho. Foi em uma noite chuvosa e o resultado foi uma carnificina, com dezenas de animais mortos e outros feridos gravemente. A devastação foi grande.
Alessandro falava com água nos olhos, com aquela lágrima que teima em não cair, enchendo os olhos de sentimentos tocantes. E isso era o sinal mais claro da autenticidade de seu relato e do sentimento que expressava na entrevista. Não era revolta, não havia malquerença, mas sim um genuíno sentimento de desalento, de desmotivação e, de algum modo, mesmo de resignação por não ser possível fazer alguma coisa para reparar todos os danos.
A família cria ovelhas há mais de 70 décadas, refinando os animais, mas em uma noite cães soltos e ferozes ameaçaram seriamente todo esse trabalho de longo prazo. Em algum momento da entrevista, Alessandro fala até em desistir, tal era a sua desolação diante de situação tão terrível.
Em entrevista à Rádio Cacique, Alessandro pontuou que este é mais um ataque dos tantos que já ocorreram, com ele e com outros pecuaristas, nos últimos anos. Cães soltos, quando se juntam, formam matilhas extremamente perigosas e, surgindo a oportunidade, atacam ovelhas, animais sem qualquer defesa. Esses cães nunca possuem donos, vagando pelo interior e se constituindo em uma ameaça ao exercício do direito de propriedade. Como soluções possíveis para o problema, aponta-se o chipamento dos cachorros, para a identificação dos donos, e a castração, para que não se reproduzam de maneira descontrolada.
Minha solidariedade à situação vivida por Alessandro e por tantos criadores da nossa região.


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