COLUNISTAS
Sábado no mercado - 12/06/2026
O pensamento, a imaginação, o sonho, a conversa descontraída, são as únicas coisas totalmente livres nesta vida. Neste curto espaço trato da última, da conversa descontraída, visto que ela serve para aproximar as pessoas. O ato de conversar não exige palco apropriado, pode ser na esquina, no bar ou no supermercado. São momentos nossos.
Como moro próximo de um supermercado, seguidamente estou por lá, sempre pronto para um bate papo amistoso, que serve até para espantar o etarismo. É naquele espaço que a gente encontra amigos, faz novas amizades, revê pessoas, troca ideias, e arrisca até algumas fofocas. Depois, o lugar é democrático, a mão que segura o “carrinho” é de todos, sem distinção de idade, cor e riqueza.
Em certo sábado deste precoce inverno, encontrei o Dr. Lênio no supermercado, atarefado com providências para uma grande pescaria. Por muito tempo ficamos estacionados conversando e filosofando, com a certeza de que a existência humana transcorre dentro de curto parêntese da eternidade.
Lembramos que a nossa geração, embora tenha tido amplo acesso nas mais variadas formas de entretenimento, conhece como nenhuma outra, a solidão, a ansiedade e a insatisfação, por absoluta falta de diálogo e comunicação. Bem, na oportunidade do encontro o local estava lotado, pessoas conversavam e compravam simultaneamente. Um vai e vem festivo. Brinquei com o Dr. Lênio, ao dizer que o panorama se prestava para uma boa crônica. Dois dias depois dessa conversa ele envia essa relíquia, que o leitor pode ler no seguimento.
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SÁBADO - É dia universal do encontro de raças e gerações. Ir ao mercado hoje é uma distração, uma verdadeira festa, onde ele é o palco e nós, os artistas. “Há quanto tempo. Parece que nem moramos mais na mesma cidade...” É o refrão de todos os inícios de conversa. Já passou a ser um mantra. Abraços. Recordações. A alegria do reencontro estampado na face de cada um. Algumas vezes, a decepção com alguém que se nega a nos enxergar. Fato que não estraga a alegria dos demais reencontros. É o passado virando tema do presente. É a lembrança ativando os nossos já cansados cérebros. Voltamos a ser “heróis”, ao revivermos nossas vitórias e os momentos agradáveis de nossas vidas, juntos ou não. Ali, até parece que a felicidade existe, uma vez que, fatos ou momentos desagradáveis, não são permitidos em encontros tão breves. A despedida. Ah, a despedida. Outro mantra, “até sábado que vem, se Deus quiser”. Eu adoro ir ao mercado no sábado pela manhã.
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UNIÃO EUROPEIA - Veta importação de carne do Brasil a partir de setembro. É baque brutal de prestígio internacional, ao que parece por incompetência administrativa do governo. Enquanto isso, por aqui a corrida presidencial ferve, atiçada por rivalidades e pesquisas recorrentes. Nos resta torcer pela Seleção, que busca o hexa em um torneio longo e perigoso, por isso, a ansiedade na largada. É importante vencer o primeiro jogo, cria ânimo nos atletas e aumenta a esperança da torcida. Aguardemos, enquanto isso, a vida continua. No fim um abraço para o Dr. João Vicente Barreto da Costa, advogado do Rio Grande, e para as comandantes da elegante Loja Castor, Bella e Fernanda. É gente que lê a Folha.


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