COLUNISTAS
19/06/2026
GRANDES OBRAS A CAMINHO
Prefeito de Lagoa Vermelha, Eloir Morona, informa que o dinheiro do empréstimo, junto ao Banco do Brasil, está para ser liberado. São 20 milhões de reais. Isso significa que obras de grande porte estão a caminho. Com esses recursos, serão atacados os três pontos cruciais de alagamentos da cidade: rua Tiradentes, bairro Rodrigues e bairro Medianeira. Problemas antigos que afligem moradores desses locais. Além disso, será realizado asfaltamento (quente) da rua Dr. Jorge Moojen (bairro Gaúcha); e da rua Maximiliano de Almeida (bairro Oliveira). Da mesma forma, será realizada pavimentação do novo Distrito Industrial. Está prevista ainda conclusão do ginásio de esportes do Alto Pedregal.
NOVO DIRETOR
Na semana passada, duas importantes reuniões aconteceram para debater a problemática do Hospital São Paulo. Primeiramente no próprio Hospital São Paulo. Dentre os participantes, pessoal da fundação Araucária, Hospital São Paulo, médico José Mario Ceni Barreto que é o diretor clínico do Hospital São Paulo, prefeito Morona, e o coordenador da Região Norte do Simers, Marcelo da Luz. Principal novidade que veio a público, a contratação de um novo diretor para o Hospital São Paulo.
Uma segunda reunião, aconteceu no gabinete do prefeito Eloir Morona com prefeito de Ibiraiaras, Isidoro Cristianetti; prefeita de Caseiros, Joelice Canali; e o vice de Capão Bonito do Sul, Miqueias Guadagnin. Estiveram presentes também secretários da Saúde.
COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO
Prefeito Eloir Morona apresentou algumas sugestões aos representantes da Fundação Araucária. Uma delas, a de que o município formaria uma comissão com pessoas da comunidade para fazer um acompanhamento junto ao Hospital São Paulo. Algo assim, como aquela comissão que já tivemos com empresários e representantes de entidades.
APORTE FINANCEIRO
Município de Lagoa Vermelha ficou de realizar um aporte financeiro extra para o Hospital São Paulo. Isso, além dos 530 mil mensais que são repassados mensalmente.
- Vamos fazer aporte único. Agora, na esfera de R$ 50 mil para aquisição de alguns equipamentos emergenciais. Isso deixamos acordados na reunião no hospital. Vamos fazer um repasse de R$ 50 mil para o hospital para que sejam comprados equipamentos que são emergenciais. São para ontem, para que dêem condições aos nossos profissionais para continuarem a trabalhar - justificou prefeito Morona.
QUEM É?
Novo diretor do Hospital São Paulo é Sérgio Antônio Lunardi, natural de Nova Prata, mas há muitos anos radicado em Marau. Assume, efetivamente, em 1º de julho. No entanto, já está se abastecendo do máximo possível de informações sobre o hospital. Principal problema já sabe: despesa maior do que a receita. Esse o principal desafio no início. Estancar essa sangria.
CREDENCIAL
O que credenciou a contratação de Sergio Lunardi foi o fato de que administrou um hospital em Marau (Cristo Redentor) por vários anos. A exemplo de Lagoa Vermelha, um hospital filantrópico. E quando assumiu, se deparou com desafio semelhante e até pior do que o de Lagoa Vermelha. No entanto, conseguiu virar o jogo. Tornou o hospital viável e saudável financeiramente.
TAL QUAL
Na entrevista que realizamos com Sergio Lunardi, informou que os problemas do hospital de Marau eram praticamente os mesmos em relação ao Hospital São Paulo. Ou seja, déficit financeiro muito grande (90% SUS), falta de profissionais, falta de especialidades, falta de diagnósticos etc. Estabeleceu um plano de gestão a curto, médio e longo prazo. Deu certo.
RECEITA
Foi o que Sergio Lunardi deu, em rápidas pinceladas, sobre como encarar os problemas do Hospital São Paulo.
- Em Marau fizemos, inicialmente, uma reestruturação financeira. A partir dali, estabelecemos um planejamento a longo prazo para trazer mais especialidades, diagnósticos, criar receitas para o hospital. Na verdade, você não pode pensar “Ah eu tenho que cortar custos”. Você faz uma readequação dos custos e um planejamento para incrementar receitas para atrair investimentos para não depender unicamente dos recursos do poder público que são insuficientes. É preciso pensar num hospital que tenha sustentabilidade financeira, atendendo particulares, convênios, exames, enfim uma estrutura que possa trazer receitas.
TRANSPARÊNCIA
Sergio Lunardi promete trabalhar com absoluta transparência quanto à parte administrativa do Hospital São Paulo. Sua ideia é publicar todos os números para que a comunidade tenha ciência de como tudo será gerido.
Aliás, um dos grandes objetivos de Lunardi é trazer a comunidade para junto do hospital. Quer que todos os setores de atividades se engajem na luta pelo fortalecimento do hospital.
VIDEOZINHOS
Prefeito Morona sobre os problemas do Hospital São Paulo.
- É preciso que a gente faça uma pequena recordação. Não é a primeira crise do hospital que se encara. A gente encarou uma em 2017, quando deixaram o hospital à beira de fechar, com salário de funcionários atrasados, salário de médicos atrasados, sem nenhuma estrutura, com aviso prévio dos funcionários. Sem videozinho, sem fotografia, sem demagogia, trabalhando em silêncio, cabeça baixa, com muita determinação, nós conseguimos contornar aquela crise. Agora, mais uma vez, uma crise se instala. Talvez não tão intensa como aquela primeira, mas de igual importância, porque trata-se da principal casa de saúde do município e o único hospital. A gente está trabalhando há tempo. Eu não fiz videozinho, não fui gritar, não fui fazer demagogia, não fui, como diz o ditado, pregar moral de cueca. Esses que fazem isso são os “especialistas” em gestão hospitalar.
DESAFOGO
Deputado federal Giovani Cherini destinou 500 mil reais para Lagoa Vermelha para a área da saúde. Esse recurso será utilizado para a realização de um mutirão para realização de consultas e exames que estão represados há muito tempo. Vai dar uma boa desafogada.
INSTITUTO FEDERAL
Deputado federal Dionilso Marcon informou que governo federal aguarda a contrapartida do município de Lagoa Vermelha para a instalação de unidade do Instituto Federal. Perguntamos ao prefeito Morona a respeito.
- A proposta que chegou - e não foi nada oficial - foi uma proposta verbal. Mas há propostas, sim, de que se o município comprasse um imóvel e doasse para a União, seria instalado o Instituto Federal. Achei estranho. Mas, enfim, a minha sugestão foi a seguinte. Nós temos um imóvel federal, que é onde funciona o INSS. Do lado, são dois andares, daria tranquilamente. O município faz a reforma. Seria perto de 1 milhão de reais que o município gastaria. Entregaria um imóvel que já é da União, e aí se instalaria o instituto Federal - explanou.
PERGUNTAS
No final da tarde de quarta-feira, fechamento da coluna, um cidadão me liga e sugere dois questionamentos ao Executivo Municipal de Lagoa Vermelha. Primeiro deles é sobre a Rua Coberta.
- Ademar, não ouvi falar mais sobre a Rua Coberta. Em outras cidades estão sendo realizadas ou já foram realizadas. Ibiraiaras, por exemplo, pelo que li na Folha do Nordeste, está concluindo. E aqui nada?
Outro questionamento é sobre a operação tapa- buraco.
- Tem a quadra da avenida Nívio Castellano. Aquela que desce do hospital e passa na frente de um pet. Precisa de recuperação. Há outros pontos na cidade que também precisam. Tem feito dias de sol e o pessoal não aproveita - reclamou.


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