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Expolagoa, evento exige união dos lagoenses - 24/07/26

Bateu em meu telhado vontade de escrever sobre os eventos que vão chegar nesta primavera de 2026, muito importantes para nossa comunidade. Semana Farroupilha, Festival da Canção Nativa e Expolagoa, serão momentos que mesclam festividade, cultura e ação, por isso, exigem capacidade de articulação, gestão e participação popular.
Hoje dou foco para a Expolagoa 2026, por se tratar de evento que envolve todos os setores de nossa economia. É momento de mostrar o que temos de melhor, nossas potencialidades e projetar o futuro. Todavia, o sucesso dessa iniciativa vai depender de boa organização e da participação da comunidade. Só que aqui mora o perigo.
Explico, embora muitos não vão gostar. Acontece que nós, povo lagoense, não somos unidos, não temos espírito comunitário, uns puxam pra cá, outros pra lá. Também tem os que se mantêm neutros, dão de ombros. É um comportamento que vem de anos, enquanto comunidades vizinhas fazem acontecer, porque se unem em torno de causas relevantes.
Falta-nos amor ao torrão e um pouco de orgulho. Agora mesmo tenho ouvido ruídos medíocres a apontar que “essa já nasceu morta”, “vai dar em nada”, “vai ser um fiasco”, coisas desse tipo. Um comportamento das ervas daninhas, que não crescem e não permitem que vinguem coisas boas. Lamentável, uma comunidade somente se destaca quando existe união, quando o povo se une em torno de um projeto, de um ideal, de um fim comum.
Muitas pessoas da nossa terra desejam uma Lagoa Vermelha mais segura, mais eficiente, mais progressista, mas têm enorme dificuldade em relacionar essas aspirações com a realidade de que uma comunidade só se destaca quando o povo caminha junto. Somos cidadãos comuns, trabalhadores, contribuintes, movimentamos a economia, que é exatamente isso que a Expolagoa vai mostrar. Vamos juntos nessa aventura, vamos mostrar que além da beleza da cidade, somos um povo organizado.  
 
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UMA PROVA - Nem sempre é vencida pelo mais veloz, mas por aquele que nela permanece. Foi o que aconteceu com a França na recente Copa do Mundo, apontada como favorita. Já a seleção brasileira, medrosa, não conseguiu superar os bloqueios que criou e voltou cedo para casa. Essa fragilidade da nossa seleção lembra a história do cão morto de sede mesmo parado junto a água. Toda vez que olhava seu reflexo na poça de água, ficava assustado e recuava. Lá pelas tantas, era tamanha sua sede que abandonou o medo e se atirou na água. Sem reflexo, o cão descobriu que o obstáculo era ele mesmo e que a barreira entre ele e o que buscava havia desaparecido.
 
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O FIM DA COPA - Terminada a maior Copa do Mundo, o circo político começou a ser armado por aqui em grande estilo. O primeiro espetáculo começa com o anúncio de um aparato de segurança formidável para proteção dos candidatos à presidência do país, em face de ameaças a integridade física e moral, bem como fakes e façanhas em redes sociais. Até parece republiquetas do Caribe. Mas é só o começo, vem mais, muito mais, o dinheiro público banca, certamente. Chove muito na terça, quando escrevo este artigo, e os resultados dessa chuvarada serão conhecidos mais adiante. Hora do abraço, que vai para Marina/Jacson Cirino da Silva, e Pitstop Açaí e Sorvetes. É gente que lê a Folha.

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