COLUNISTAS
21/08/2026
Morona aborda Hospital São Paulo,
Expolagoa 2026 e impactos das chuvas
Expolagoa 2026 e impactos das chuvas
O prefeito de Lagoa Vermelha, Eloir Morona, abordou, em entrevista à Folha do Nordeste, três temas que estão diretamente ligados ao cotidiano e ao futuro do município: a situação do Hospital São Paulo, os preparativos para a Expolagoa 2026 e os impactos provocados pelas constantes chuvas na infraestrutura urbana e rural.
Durante a entrevista, Morona apresentou as movimentações realizadas pela Administração Municipal, falou das articulações junto ao Governo do Estado e à comunidade e destacou os desafios enfrentados pelo Município em diferentes áreas.
Hospital São Paulo: busca por mais
recursos e aproximação da comunidade
A situação financeira e administrativa do Hospital São Paulo permanece entre as principais preocupações do poder público municipal. Morona revelou que participou, na última semana, de uma reunião junto à Secretaria Estadual da Saúde, acompanhado de representantes do hospital. O encontro teve como objetivo apresentar a realidade financeira da instituição e buscar alternativas para ampliar o volume de recursos destinados à casa de saúde.
O prefeito, que já atuou por oito anos como secretário municipal da Saúde, afirmou que Lagoa Vermelha chegou ao limite de sua capacidade de repasses ao hospital. “Demonstramos que o Município está na sua capacidade máxima de repasse e que o hospital precisa aumentar a sua entrada de recursos”, afirmou.
Entre as alternativas debatidas está uma revisão de itens do contrato mantido pelo Hospital São Paulo com a Secretaria Estadual da Saúde. Segundo Morona, existem serviços que atualmente são realizados pela instituição, mas que não possuem uma referência correspondente de pagamento. A intenção é buscar mecanismos que permitam ampliar o repasse estadual diretamente ao hospital. “Algumas hipóteses foram levantadas e a gente tem trabalhado nesse viés de tentar trazer mais recursos para o hospital que não sejam oriundos do próprio Município”, explicou. Outra movimentação importante deverá envolver diretamente empresários e representantes da sociedade lagoense.
Morona revelou que está prevista uma reunião com empresários de Lagoa Vermelha e com a administração do Hospital São Paulo para discutir uma participação mais efetiva da comunidade no futuro da instituição. Entre as possibilidades está a retomada da AMES, entidade que historicamente teve participação no apoio ao hospital. “É bem provável que a gente retome a AMES e nós vamos colocar à disposição, a sociedade vai colocar à disposição o seu nome, para de repente fazer uma gestão aos pouquinhos, tomando pé da situação do hospital e tentando buscar recursos para melhorar o atendimento e os investimentos na nossa casa de saúde”, destacou.
Morona acredita que comunidade
pode “abraçar” o hospital
Questionado sobre a possibilidade de empresários, entidades e moradores voltarem a se envolver de maneira mais intensa com o Hospital São Paulo, Morona demonstrou confiança. Na avaliação do prefeito, ainda existe resistência em razão da forma como a instituição está constituída atualmente, mas uma maior aproximação com a comunidade pode modificar esse cenário.
“A partir do momento que esse hospital voltar a ser da comunidade, acredito que as pessoas, as empresas, as indústrias vão incentivar esse hospital, vão abraçar esse hospital, aos moldes do que nós temos em cidades da nossa região”, afirmou. Morona reforçou ainda a importância estratégica da instituição para Lagoa Vermelha.
Segundo ele, independentemente das dificuldades administrativas ou financeiras, o Hospital São Paulo segue sendo a primeira referência para quem necessita de atendimento de urgência. “Se nós precisarmos de um atendimento mais urgente, é ali, porque muitas vezes não vai dar tempo de ir para outro lugar. Tem que ser ali o primeiro atendimento, estabilizar para mandar para outro lugar”, destacou. Para o prefeito, a manutenção e o fortalecimento do hospital precisam ser vistos como uma responsabilidade coletiva. “Todos nós, independente de qual bairro da cidade a gente more, todos nós vamos precisar um dia ou outro do hospital”, completou.
Expolagoa 2026 surpreende
pela procura de empresas
Outro tema destacado pelo prefeito foi a Expolagoa 2026. Segundo Morona, a organização da feira vem avançando de maneira bastante positiva e a procura por espaços comerciais está superando as expectativas para esta etapa dos preparativos.
“Tem tomado corpo de uma maneira surpreendente a Expolagoa. Ela tem crescido de forma surpreendente, a venda dos espaços está atingindo níveis que nós até não imaginávamos que atingiríamos nesse estágio”, afirmou. O prefeito destacou a procura de empresas e indústrias interessadas em participar do evento e reforçou que o principal objetivo da feira é proporcionar movimentação econômica para Lagoa Vermelha e toda a região. “A primeira intenção é movimentar, alavancar os serviços e os negócios de Lagoa Vermelha e da região”, ressaltou. A Expolagoa deverá funcionar como uma grande vitrine para diferentes setores da economia, possibilitando exposição de produtos, serviços, negócios e potencialidades locais e regionais.
Shows para diferentes públicos
Além da área comercial e empresarial, Morona também destacou a programação artística preparada para a Expolagoa 2026. Segundo ele, a intenção foi oferecer atrações diversificadas, atendendo diferentes estilos e públicos. “Tem show para todo gosto. Passando do gospel para o gaúcho, para o sertanejo, para a bandinha”, comentou.
O prefeito acredita que a combinação entre negócios, exposição e entretenimento dará força à retomada da feira. “Acho que vai ser uma retomada espetacular. Nós temos uma expectativa muito grande nesse evento e acredito que será coroado de sucesso”, afirmou.
Chuvas mantêm município em alerta
As condições climáticas também fizeram parte da entrevista. Morona destacou que Lagoa Vermelha vem trabalhando principalmente na prevenção, buscando reduzir os impactos causados pelos grandes volumes de chuva registrados nos últimos meses. Dentro da área urbana, o prefeito afirmou que algumas medidas já apresentaram resultados positivos. Foram realizadas limpezas de bocas de lobo, intervenções em canalizações e retirada de materiais que poderiam comprometer o escoamento da água. “A gente viu que alguns resultados já surtiram efeitos, principalmente dentro da cidade”, destacou. Morona ponderou, entretanto, que episódios extremos continuam representando um grande desafio. “Quando chove 80, 100 milímetros em questão de horas, não tem drenagem que resista”, observou.
1,2 mil quilômetros de estradas no interior
Atualmente, um dos maiores desafios está localizado no interior do município. Lagoa Vermelha possui aproximadamente 1,2 mil quilômetros de estradas rurais, muitas delas próximas a rios e sangas. Em períodos de chuvas intensas, esses cursos d'água acabam transbordando e atingindo as vias. “Quando chove muito, esses rios e essas sangas acabam saindo para a pista e causam um estrago bastante grande”, explicou. As equipes municipais ainda trabalham na recuperação dos danos provocados pelas últimas chuvas. Além do volume registrado, outro problema apontado pelo prefeito é a sequência de dias com precipitação, que dificulta o acesso das máquinas e reduz o tempo disponível para manutenção das estradas.
Desassoreamento está entre
as medidas preventivas
Entre as ações planejadas pela Administração Municipal estão projetos de desassoreamento de sangas. O Município aguarda a liberação de licenças para iniciar os serviços. A proposta é retirar materiais acumulados pelas enchentes, especialmente galhadas, vegetação e outros resíduos que acabam comprometendo o curso normal da água. “Estamos só aguardando algumas liberações de licenças para começarmos a fazer esse desassoreamento de algumas sangas, limpar, tirar principalmente galhada e mato que foi carregado pela enchente, para que a gente mantenha os rios dentro do curso”, explicou Morona. As ações fazem parte da estratégia de prevenção e buscam diminuir os riscos de novos transbordamentos e danos à infraestrutura.
Chuva também atrasa obras na cidade
As condições climáticas vêm interferindo ainda no andamento das obras e serviços urbanos. Segundo Morona, nos últimos dias foram poucas as jornadas em que o clima permitiu a execução de trabalhos externos. Mesmo assim, o Município conseguiu realizar serviços de tapa-buracos e dar sequência a algumas frentes de manutenção. O prefeito destacou ainda duas intervenções de maior porte previstas para começar: as obras na Tiradentes e a repavimentação da rua Dr. Jorge Moojen.
Na Dr. Jorge Moojen, além da pavimentação, serão necessárias intervenções na drenagem, com a implantação de novas bocas de lobo. “Nós precisamos de tempo bom para fazer esse trabalho”, salientou. Morona afirmou que as equipes seguem mobilizadas e que os períodos de melhora no tempo são aproveitados para avançar nos trabalhos. “A cada fresta que der o tempo, a cada brecha que abrir o sol, nossas equipes estão se dedicando ao máximo para entregar um bom serviço à comunidade”, concluiu.
Para debater
Excluindo preferência partidária, dos 13 candidatos a presidente da República quem tem mais capacidade para governar o Brasil?


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