COLUNISTAS
A eleição resolve a crise 11/09/2026
Parece claríssimo que o próprio Supremo Tribunal Federal não irá resolver a crise institucional que todos estamos testemunhando. Não há disposição para punir o ministro Alexandre de Moraes, ou qualquer outro, por abuso de poder ou possível cometimento de outros crimes. Já se passou uma semana desde que o ministro André Mendonça denunciou as atividades de Moraes, e sua ligação e mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. E nada, nada mesmo aconteceu. Apareceu até mesmo uma fotografia dos principais ministros sorrindo, como se tivessem debochando do povo brasileiro.
Os grandes jornais do país, os principais jornalistas, comentaristas, juristas e analistas agora dizem que Alexandre de Moraes não guarda mais condições de permanecer na Suprema Corte. Mas ele resiste, apegado ao grande poder que detém. Não há ninguém mais poderoso que ele, e talvez seja por isso que o ministro Fachin, presidente do STF, esteja imóvel diante da crise institucional. Nada pode ou nada quer fazer? Eis a questão.
Essa crise não será resolvida pelo próprio STF, que há tempos não consegue exercer seu autocontrole. E tampouco será resolvida pelo atual Senado Federal, que detém o poder de realizar o impeachment de ministros do STF. O presidente do Senado já disse que ele não abre qualquer processo nesse sentido. Então de lá é que não devemos esperar nada mesmo.
O desfecho para a crise passa a residir necessariamente na eleição de outubro. A população tem a oportunidade de eleger senadores em todo o país comprometidos com o impeachment de ministros e com uma reforma do próprio STF, reaproximando-o do princípio republicano da limitação de poderes. É assim que a crise pode ser debelada. Enquanto isso, o país viverá nesse compasso de espera e observando com atenção a verdadeira guerra civil que se desenrola dentro do STF.


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