COLUNISTAS
Como vai ser o Natal dos bugres? 13/12/2024
Pois, meus amigos, li em algum livro e guardei para mim a seguinte expressão: “quando um escritor vê alguma coisa e passa ao largo não sente nada, está terminando seu tempo. Pode ir se despedindo das escritas”.
Na quarta-feira desta semana, juntamente com meu neto, Zezé, me atrevi e enfrentei o caótico trânsito da BR-285 em direção a Passo Fundo, Não- Me-Toque e Espumoso, às margens do caudaloso e barrento rio Jacuí. Falei caótico, mas acho que é pouco dizer isto. Hoje uma estrada completamente saturada com filas enormes de enormes caminhões graneleiros e cargueiros que por ali trafegam em meio a centenas de veículos leves, cujos motoristas não se conformam em ter que esperar alguns minutos para realizar uma ultrapassagem segura.
Em muitas vezes se arriscam em curvas ou em trechos com faixa dupla pondo em risco suas próprias vidas e a vida de outras pessoas. No trecho entre Lagoa Vermelha e Passo Fundo praticamente não existe fiscalização. Poucos pardais e sinalizadores. Uma estrada liberada às loucuras, passagens perigosas e riscos em todo o caminho.
Em meio a tudo isto, nas proximidades de Passo Fundo, Mato Castelhano e em Caseiros, observei o crescente número de casinhas de madeira, verdadeiros ranchos, casebres erguidos de qualquer jeito às margens da BR-285 para abrigar centenas de famílias indígenas, hoje sem-terra, sem ocas, sem tribo, sem lar, jogadas às margens da sociedade e da nossa BR.
Ao ver a miséria de adultos e crianças cheguei a lembrar dos filmes de antigamente no Cine Teatro Guairacá da nossa Lagoa Vermelha quando as crianças de então, iam ver os “bangue-bangues” norte-americanos quando os mocinhos matavam a tiro centenas de índios indefesos, limitados as suas pobres flechas. Ou as lutas com facas indígenas. Verdadeiros massacres eram cometidos contra os índios pele vermelha.
Ao passar pela BR-285, vendo aquela miséria imposta pela nossa sociedade aos primeiros brasileiros, quis fazer com vocês esta reflexão: o nosso Natal, com certeza, será de muitos presentes, muitas luzes, champanhe, vinhos, perus, muitos doces em mesa farta. E, então, pensei: e como será o Natal daqueles nossos irmãos brasileiros? Deixo a reflexão em aberto para que cada um de vocês, ao ler estas singelas linhas, pelo menos pense no tema e veja o que se pode fazer, o que podemos fazer em prol de um Natal um pouco melhor aos primitivos brasileiros, que hoje perambulam pelas margens das estradas?
UMA VERGONHA NACIONAL. Sem dúvida, um péssimo exemplo este dado ao país pelo Congresso Nacional. De maneira especial pelos deputados. Escandalosamente gritaram: “só votamos com nossa grana”.
UM PÉSSIMO EXEMPLO dado, mormente pelos deputados federais que disseram em alto e bom tom. Só votamos as matérias de interesse do governo e do país, se liberarem nossas emendas.
UMA MERRECA DE 6 BILHÕES para pura politicagem e garantia de votos na reeleição. E o governo, com mãos e pés amarrados pelo Centrão, só tem que dizer “amém”, meus queridos ladrões de gravata de seda.
ESTE O BRASIL DE HOJE onde temos um presidente que saiu da cadeia de uma maneira meia nebulosa, ganhou a eleição que o Bolsonaro perdeu e está lá no palácio, como figura decorativa.
ALIÁS, ESTÁ HOSPITALIZADO com um coágulo na nuca depois da misteriosa queda quando foi socorrido pela Janja, no banheiro do Planalto. Mesmo assim não passa o governo para o Alckmin. Tem medo que pegue a faixa presidencial e não lhe entregue mais.
ENQUANTO SE RECUPERA NO SIRIO LIBANÊS EM SÃO PAULO as raposas estão soltas no galinheiro para cuidar das penosas e vultosas verbas e muita grana. E dane-se o Brasil e os brasileiros. Os políticos do atual Congresso, com raras exceções, só pensam naquilo.
METER A MÃO NO DINHEIRO DAS EMENDAS e garantir seus cabos eleitorais para a próxima eleição. O resto que se dane. Entregue à própria sorte com emprego, sem emprego, com miséria com fome, com um soquetinho.
JÁ QUE A PICANHA FICOU NA PROMESSA e o povo mais humilde continua conhecendo carne pelo jornal e pelas redes sociais onde vemos "rios de leite e barrancos de cuscuz", como diria minha santa avó.
AUMENTO AOS MARAJÁS DO ESTADO. A pobreza e classe média só vendo o trem da alegria passar para os melhores aquinhoados funcionários do estado. Entre os excluídos desta vez e, mais uma vez, os professores.
ATÉ QUANDO, A PERGUNTA QUE NÃO QUER SE CALAR? Meu Deus, é mais velho que caminhar para frente que as soluções sérias e duradouras só através da educação. E então, pergunto, por que tanta discriminação e desvalorização da classe dos professores?
SERÁ QUE DOS 55 DEPUTADOS ESTADUAIS ninguém lembrou do seu professor ou de sua primeira professora e não questionou o governo do Estado, porque tamanha desconsideração para com a classe?
ENQUANTO ISSO, NAS PREFEITURAS tudo em direção aos festejos natalinos. Até dia 20, o 13º, meio expediente, horário especial, gavetas limpas para quem vai embora. Aos que ficam relatórios e festas.
QUEM CALA, CONSENTE. E ninguém destes nossos deputados poderão dizer que estiveram ausentes desta votação e deste projeto aprovado esta semana na Assembleia Legislativa gaúcha.
PAVILHÕES SÃO ERGUIDOS para abrigar a festa dos funcionários do Capão Bonito que esperam a prefeita eleita trazer boas novas de Brasília onde se encontra num seminário nacional aos eleitos.
NA ESTRADA DO LAJEADO está quase pronta a galeria subterrânea. Segundo fui informado, o trânsito por ali será liberado até dia 18 da corrente, na próxima quarta-feira. Vamos aguardar e conferir.
BONS TRANSTORNOS estão sendo enfrentados por motoristas, especialmente dos veículos pesados. Caminhões carregados chegaram a ficar atolados, pegaram um tatu no seco na estrada dos Andrade. Tem um tope de morro, danado. Só rebaixando.
DESAFIO PARA O NOVO GOVERNO municipal da Marizete que toma posse dia 1º de janeiro com este e outros bons desafios pela frente. Produtores da região esperam muito do próximo governo do Capão Bonito, onde o agro é a base da economia e da arrecadação municipal.