COLUNISTAS
Desigualdades 13/12/2024
O grande problema do Brasil, ou seja, aquele que atinge o maior número de brasileiros é a desigualdade.
Desigualdade social, econômica, enfim, desigualdade na forma do cidadão ser tratado.
Vamos abordar o assunto com maior clareza, o jovem com boas condições financeiras, que lhes permitam frequentar boas escolas, cursos de aperfeiçoamento, alimentação ideal, bem como atenção à saúde, terá sempre facilidades e possibilidades maiores para obter sucesso no vestibular e o ingresso na universidade, tendo pela frente as portas abertas para progredir em uma profissão que lhe garanta tranquilidade, do contrário, o jovem pobre enfrentará dificuldades extremas e na maioria das vezes abandona os estudos, assume empregos com baixos salários para garantir seu sustento e ajudar a família.
O governo de forma errada, quando o certo seria dar uma atenção e um tratamento adequado à educação ou seja, um ensino público gratuito, eficiente e com todas as condições exigidas, mantem um ensino com muitíssimas carências. Prédios sem conservação, material didático deficiente e principalmente professores muito mal remunerados.
Qual tem sido a proposta oficial para a solução do problema? Tem sido a criação de cotas para o ingresso no ensino superior, baseado na etnia, ou seja, negros, índios, tem um número determinado de vagas sem a exigência de exame vestibular. Cria-se, desta forma, mais uma desigualdade e tecnicamente o problema continua, podendo ainda aumentar um sentimento que estava quase esquecido, o racismo.
A mulher, apesar de grandes conquistas ainda enfrenta uma luta desigual no mercado de trabalho, sofre descriminações, oferta de salários mais baixos e a gravidez é um fator limitante para contratações.
A assistência à saúde cria um abismo, e a desigualdade torna-se gritante. De um lado os que podem pagar verdadeiras fortunas por atendimento médico especializado aqui no Brasil ou no estrangeiro.
No meio os que desfrutam de “Planos de Saúde”, e recebem um atendimento diferenciado. No último degrau, aqueles que dependem única e exclusivamente do S.U.S. São dispensados maiores comentários, filas, intermináveis, noites dormidas ao relento, um atendimento normalmente deficiente, falam e mostram um quadro aterrador e de miséria.
Nos julgamentos de atos dos cidadãos, também existem desigualdades, aqueles que tem assistência jurídica eficiente, competente regida por grandes remunerações, conseguem normalmente, protelar decisões através de intermináveis recursos, podendo até chegar a prescrição das penas. Quem não consegue bons defensores por carência financeira enfrenta todos os rigores da lei. Inúmeras outras desigualdades existentes poderiam merecer destaque, mas infelizmente falta espaço.
Encerrando, o serviço público que deveria servir de exemplo para toda a sociedade, apresenta-se como o campeão no quesito, criador de desigualdades.
Foram criados os “Poderes”, todos independentes, baseados na premissa da manutenção da democracia. Com o passar dos anos alguns “Poderes” acumularam benefícios para seus componentes em detrimento de outras categorias do funcionalismo.
Aqui mesmo no Rio Grande do Sul, existem exemplos, um funcionário de nível superior exercendo suas funções no Judiciário ou no Legislativo, tem uma remuneração infinitamente maior do que alguém do mesmo nível que exerce suas funções no Poder Executivo.
O assunto desigualdade existe com muita força, deve ser combatido, pois do jeito que está, vivenciamos a ditadura do “Poder Econômico”.
Publicado em 08/08/2014