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Poncho pátrio, poncho campomar, poncho fiateci 20/12/2024
Esse tipo de poncho impermeável é usado em toda a região pampeana, o nome poncho pátrio é de difusão uruguaia, de onde muitos dizem ser originário. No entanto, já aparece como uniforme de regimentos argentinos em 1831, como o Guardia de Celadores de Buenos Aires, que foram ilustrados por Federico Reilly y Castells Capurro, esses eram de origem inglesa, como quase todos os tecidos daquela época.
Podiam ser “customizados” para melhor distinguir seus proprietários com abotoamentos em moedas de ouro e prata, bordados e inscrições.
Os ponchos eram confeccionados em pano de lã azul escuro industrializado, forrados de baeta vermelha (alguns raros encontrados no Uruguai, tinham o forro em baeta azul clara).
No Uruguai, durante as guerras civis, entre blancos e colorados, os colorados cortavam tiras do forro de sues ponchos para colocar ao redor da copa de seus chapéus na forma de divisas. O poncho, pelo seu tamanho e volume, tinha que ser transportado enrolado e amarrado nos tentos atrás dos arreios. Os mais afortunados dispunham de malas de poncho, feitas de lona ou couro. Em viagens e pousos desabrigados o poncho servia de coberta e em caso de chuva de abrigo.
Um inconveniente do poncho pátrio era o peso que triplicava quando molhado, no entanto, não passava uma gota de chuva. Cobria cavaleiro e arreios eficientemente, o sujeito chegava seco, mas com os ombros destruídos. Daí sua substituição por tecidos impermeáveis sintéticos em tempos modernos.
Se os primeiros foram importados da Inglaterra, ficaram famosos os Campomar, fabricados na cidade Juan Lacase, departamento de Colonia, Uruguai, pela fábrica têxtil Campomar y Soulas que empregava milhares de funcionários e, após quase dois séculos de existência, fechou suas portas em 1993. No Rio Grande do Sul eram bastante difundidos os da marca Fiateci, fabricados em Porto Alegre pela FIATECI - Companhia Fiação e Tecidos Porto Alegrense que deixou de fabricá-los no final da década de 1980. Fonte: FIATECI
** Apenas se doe... Esteja lá quando o outro precisar. Seja abrigo nos dias difíceis.
Gosto do poema de Cora Coralina que diz: - “Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia”... E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. Que neste Natal possamos ser doação e gratidão!