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Adeus 2024 27/12/2024

O ano de 2025 chega em meio ao panorama trágico do mundo atual, com problemas como o desemprego, a fome, desastres naturais, pandemias e criminalidade desenfreada e guerras genocidas.. Tudo isso forma o retrato atual deste planeta, que é o nosso teto. Significa dizer que temos que encontrar caminho para solução de dilemas tão complexos e impactantes.
É assim que cada ano que passa se renovam as esperanças de dias melhores. Sempre foi assim. As pessoas entendem que o ano que vai embora foi o pior de sua vida, que igual “este não houve outro”, por isso ficam frustrados. Uns porque não conseguiram comprar a casa, outro não realizou o sonho do automóvel, e assim por diante. 
Ninguém pode negar que todos correram atrás do dinheiro desesperadamente. Claro, sem ele pouco ou nada podemos fazer. Todavia, penso que o que nos leva a esse desespero “financeiro” é um vilão chamado consumismo. É isso mesmo, todo mundo quer gastar, quer comprar. Somos induzidos para essa situação.
Esse vilão consumismo está por trás dos jornais, revistas, rádios e TVs, que anunciam novidades e facilidades da manhã à noite. A mercantilização e a mídia aguçam os sentidos de desejo do povo. E aí vem a velha história ao contrário: tudo o que os olhos veem, o coração sente.
Vivendo em um mundo materialista, é natural que os seres deste planeta façam uma análise do ano que se vai, dessa maneira. Quase ninguém contabiliza os momentos bons que tiveram junto aos amigos e familiares. Poucos lembram que o Criador nos deu saúde nos 365 dias do ano, sem o que seria impossível aturá-lo.
Poucos lembram que vivemos coisas grandes e pequenas, boas e ruins, que muitas pessoas entraram e saíram de nossas vidas deixando pegadas em nossos corações, nos presentearam com relacionamentos perenes, enquanto outras partiram e deixaram saudades. Assim é o mundo.
Dos meus tempos de guri lembro uma velha benzedeira, dessas em extinção, que costumava consolar os inconformados, dizendo mais ou menos o seguinte: ”Meu filho, se Deus nos der saúde neste ano, vão sobrar fartura e alegria”. A singela mensagem nos leva a crer que dificuldades sempre existiram, são inerentes à existência humana. Sendo assim vamos tocar o barco para frente.
 
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ESSA HISTÓRIA - De preocupação com o ano que chega, que é muito natural, me leva a pensar em um artigo que escrevi sobre o emblema do Lions Internacional, que pode ser tomado como exemplo para nossa vida. O emblema é formado por um círculo com a letra “L” no centro e um perfil estilizado com a cabeça de um leão de cada lado, a direita e a esquerda, olhando em direção oposta. Uma cabeça contempla o passado, orgulhoso de suas conquistas, e a outra olha para o futuro em busca de novas oportunidades e realizações. As duas cabeças de leão representam o símbolo da força e da coragem. Então, amparados no passado, olhemos para frente com a esperança de que haverá sempre um futuro promissor a nossa espera. E não esqueça: “na vida real seus anseios e desejos dependem de você e não de terceiros”, como traça o poeta. 
 
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AO FINALIZAR - Desejo aos amigos da Folha que o ano de 2025 traga a graça da paz, da sabedoria e da harmonia entre as pessoas que convivem conosco. Aquilo que não foi edificante que fique para trás.

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