COLUNISTAS

E agora, prefeito 03/01/2025

Dia primeiro assume o novo prefeito, cidadão Eloir Morona, em quem são depositadas muitas esperanças. Não será fácil para um homem que vem da área privada assimilar as turbulências de uma administração pública de um dia para outro, mesmo já tendo desempenhado o cargo de secretário municipal da Saúde.
Gerenciar verbas, quase mil funcionários e pequenos e grandes problemas da comunidade, são tarefas que farão o cotidiano do novo administrador, escolhido pela maioria dos lagoenses. Pessoas indagam: qual será sua primeira ação? Será que o Morona vai embelezar a cidade? Será que ele vai acabar com terrenos baldios sujos e sem passeios? Será que esse é o grande líder que surge, capaz de elevar o status do município perante os vizinhos? 
Diante dessa avalanche de questionamentos respondo que milagres não acontecem com frequência. Cabe ao novo prefeito administrar e viabilizar recursos que possam atender as necessidades que a sociedade está a exigir, e, sobretudo, dar ao município dignidade e postura política a altura de suas tradições.
Nesse sentido, importa dizer que sempre que ocorrem mudanças de administradores as expectativas se renovam, visto que, via de regra, os pleitos são precedidos de entusiasmados discursos, propostas e projetos, nem sempre exeqüíveis, prática ainda muito usada e que dá resultados eleitorais positivos.
Que o primeiro de janeiro seja mais do que a histórica mudança a se verificar no calendário, mas que se inicie, efetivamente, uma nova etapa no gerenciamento dos interesses do povo. Para tanto, a contribuição que a comunidade precisa dar ao novo administrador, neste momento, é um voto de confiança.
Mais que nunca Lagoa Vermelha precisa iniciar uma nova etapa de progresso e desenvolvimento. Morona tem respaldo popular, chega estribado em formidável aliança política e tem maioria absoluta da Câmara, alicerces que poderão transformá-lo em um grande líder. Desses que pensam grande, que tenham capacidade e agregar uma comunidade para grandes projetos. Torcemos para que isso aconteça
 
***
POBREZA - É espantoso o conjunto de informações do Sistema de Indicadores Sociais - SIS - divulgadas recentemente pelo IBGE. São dados alarmantes, segundo a jornalista Taline Oppitz, e deveriam tirar o sono de gestores, instituições e de todos nós, enquanto sociedade. São mais de 59 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, enquanto Brasília está focada em emendas e privilégios. Essa estatística assustadora de 59 milhões representa mais de um quarto da população do país, que é de pouco mais de 212 milhões. E dizer que a maioria desses 212 milhões não sabe, não tem ideia, do que está acontecendo no Brasil, mesmo com jornais, rádios e TVs noticiando dia e noite.    
 
***
FOGUETES - Encerro esta coluna no último dia do ano, quando fogos de artifício já começam pipocar, para infelicidade de crianças, idosos e doentes. Foguetes estridentes - alguns são verdadeiras bombas - estão proibidos por lei, mas, como maioria delas não se faz cumprir e sequer é fiscalizada, muita gente desafia a proibição. A observação legal é de que além do perigo para quem manuseia, o barulho repentino e assustador podem causar crises, estresse e desconforto emocional. Nesse embalo recebem o primeiro abraço do ano os amigos Maria Neli/Pedro Jaime Nogueira, embaixadores da terrinha na Pérola das Colônias. É gente que lê a Folha.

Outras colunas deste Autor