COLUNISTAS
10/01/2025
“Lagoa Vermelha: seus personagens e seus causos”, obra de Cid Jorge
Cid Jorge Haui, carioca, atualmente morando em Brasília, residiu em Lagoa Vermelha, durante alguns anos da década de 60, para onde foi designado pela direção geral para trabalhar na agência do Banco do Brasil. Além de bancário, Cid Jorge teve passagem pela Rádio Cacique, na função de narrador de futebol e apresentador de programas.
Depois de deixar a cidade, por motivos profissionais, Cid Jorge teve rápida ascensão no rádio tendo sido o principal narrador de futebol de importantes emissoras do Brasil. Transmitiu várias Copas do Mundo e outros eventos esportivos de grande porte no Brasil e no exterior. Teve a oportunidade de conhecer e ser amigo de importantes jogadores da época, entre os quais o Rei Pelé, o maior atleta do mundo, do qual foi assessor e, em livro, registrou a história desse jogador.
Cid Jorge escreveu vários livros, entre os quais “Minha Vida em Lagoa Vermelha” narrando sua convivência nesta cidade com ênfase para pessoas junto as quais construiu grandes amizades, principalmente colegas do Banco do Brasil, e sua passagem pela Rádio Cacique.
A sua passagem por Lagoa Vermelha, ainda que por poucos anos, foi marcante em sua vida e com suas anotações e lembranças, editou o livro “Uma viagem pelas histórias e figuras icônicas de Lagoa Vermelha, que atravessam gerações e se firmam no imaginário popular”, cujo lançamento se dará nesta cidade, possivelmente ainda em janeiro.
O livro "Lagoa Vermelha: Personagens e Causos" é uma celebração à tradição oral e ao folclore da cidade de Lagoa Vermelha. Nele, são retratadas figuras icônicas e causos memoráveis que atravessaram gerações, mantendo-se vivos no imaginário coletivo dos lagoenses. A obra busca preservar e compartilhar essas narrativas, garantindo que esse valioso patrimônio cultural não se perca com o tempo, ressalta o autor.
São destaques do livro de Cid Jorge
Garibaldino Alves Lourenço de Lima: O personagem mais célebre do livro, mas não único, cujas histórias bem-humoradas e cativantes são favoritas nas rodas de conversa da cidade.
Diversidade de causos: O livro apresenta uma seleção de relatos que variam entre fatos reais, narrativas parcialmente verdadeiras e histórias enriquecidas com um toque de imaginação.
Tradição oral: Enfatiza a importância de manter viva a tradição oral e o folclore de Lagoa Vermelha, proporcionando um elo entre o passado e as futuras gerações.
Colaborações: O autor contou com a ajuda de diversos moradores da região, que contribuíram com suas memórias e relatos. Entre os colaboradores, destacam-se Marco Antônio Polo (Marquinhos), Osmar Ferreira da Silva, Valdomiro Giaretta, Vilson Stédile, Alcindo Bortolini, Daltro Bombassaro, Garib Chalub, Louzada Di Lorenzo, Vilmar Agostinho Durante, Lélis Tigre, Jaime Donato, entre outros.
Intenção do autor: O objetivo principal é homenagear os personagens que fazem parte da memória cotidiana de Lagoa Vermelha, tratando-os com o respeito e a admiração que merecem. As histórias foram cuidadosamente verificadas para assegurar a veracidade, mesmo com os inevitáveis “aumentos” típicos das narrativas orais.
Mensagem final: “Lagoa Vermelha: Personagens e Causos” é mais do que um livro; é um convite à reflexão sobre o poder da narrativa na preservação da cultura e da história de uma comunidade. O autor espera que esta seja apenas a primeira de muitas edições que virão a seguir, continuando a celebrar e perpetuar os causos e personagens de Lagoa Vermelha.
Minirreforma eleitoral em análise no Senado
Está em análise no Senado o projeto de lei que trata da minirreforma eleitoral (Oriunda da Câmara, a proposição aguarda designação de relator na CCJ. Esse texto altera regras sobre prestação de contas, candidaturas femininas, federações partidárias e propaganda eleitoral, entre outras questões referentes ao tema.
O projeto proíbe, por exemplo, as chamadas “candidaturas coletivas”, quando dois ou mais candidatos buscam ocupar uma mesma cadeira na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas ou nas câmaras municipais. A proposta modifica ainda o cálculo das chamadas “sobras eleitorais”, que, de acordo com a proposta, seriam distribuídas apenas entre os partidos que atingirem o quociente eleitoral, beneficiando assim os mais votados.
Mudanças no Código Eleitoral
Há pouco mais de três anos em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto do novo Código Eleitoral pode ser votado no primeiro trimestre deste ano. Essa é a expectativa do relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), que protocolou seu terceiro relatório à proposta dias antes de o Congresso entrar em recesso. A nova versão institui a reserva de 20% das cadeiras nos legislativos para candidaturas femininas.
O atual Código Eleitoral foi sancionado em 15 de julho de 1965, concebido, portanto na época da ditadura quando era presidente da República o Marechal Castelo Branco. Portanto, está próximo de completar 60 anos.
PEC do fim da reeleição
Quem pensa em concorrer à reeleição nas futuras eleições para cargos executivos deve ficar alerta. Essa regra poderá ser banida da atual legislação.
Tendo como relator Marcelo Castro, no Senado, na atual legislatura do Congresso Nacional, poderá ser decidida o fim da reeleição. O assunto é tratado em Proposta de Emenda Constitucional (PEC).
A PEC, que tem como primeiro signatário o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), além de dar fim à reeleição, aumenta a duração dos mandatos de prefeitos, governadores e presidente dos atuais quatro anos para cinco anos.
Uma boa parcela do eleitorado acolhe com simpatia essa ideia. O relator vai apresentar seu parecer após a votação da proposta do novo Código Eleitoral.
Para debater
Você concorda com o fim da reeleição e mandato de 5 anos para cargos de presidente da República, governadores e prefeitos?