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O limiar do Ano Novo 10/01/2025

Vamos arquivar o ano 2024, que tanto castigou o povo gaúcho e deixou marcas de dor e destruição. Agora é 2025, e vejam, parece que foi ontem a virada do século, mas já estamos gastando 1/4 dele bem ligeirinho. Lembrando que ao longo de nossas vidas passamos momentos de incertezas e dificuldades no dia a dia, mas com a chegada do ano novo se abrem novas páginas do nosso livro da vida.
É hora de pensar o que vamos escrever, cada ano que passa a vida costuma ficar mais acelerada e vamos esquecendo muitas coisas importantes. Assim é que um ano novo, que consta do nosso calendário, traz consigo novas oportunidades e recomeços. Nesse passo, deixemos de lado tudo aquilo não somou até aqui e olhemos adiante.
Apesar da violência que campeia solta, das guerras genocidas, das drogas impregnadas no seio da sociedade, e da ausência da fé no Criador, podemos fazer diferente, como refere Júnior Rostirola, visto que tudo o que focamos cresce. Para vivermos o novo é preciso não mais olhar para as dores ou glórias do passado.
É tempo de viver uma nova estação, aproveitar o novo processo cíclico que chega sem nossa interferência. Apesar da instabilidade política, discussões sobre emendas parlamentares e a insegurança jurídica, presentes ao longo do ano passado, haveremos de ter bons resultados em 2025.
Na primeira página do nosso livro da vida, almejo a paz, apesar de saber que nos dias que vivemos ela se tornou um desafio. Se olharmos à nossa volta podemos ver muitos exemplos de que, na verdade, a paz está em falta. Para muitos, paz é um tempo sem guerra ou ausência de problemas.
Ter paz é estar conectado com Deus, porque situações adversas sempre teremos, porém, com Ele podemos descansar. Outra palavra que escreveria chama-se solidariedade humana, que foi o que mais se viu durante a catástrofe climática de maio, e virou em alavanca de ânimo para reerguer o Estado.
Em geral as perspectivas para o ano novo não são as melhores, mas com boa vontade e esforço podemos avançar. Então não desanime, sempre há tempo para mudanças. Não esqueça que é no final da pista que o avião decola.
 
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SUPERSALÁRIOS - Li no jornal que o governo Lula continua dando cabeçadas para encontrar nichos de despesas supérfluas que poderiam ser cortadas nesta grande cruzada para “reduzir custos”. E os nichos estão aí, encarando com soberba os técnicos do Ministério da Fazenda. Vejam, os supersalários no serviço público federal provocaram despesas de 11,5 bilhões em 23. Bilhões que foram gastos com pagamentos de salários que rompem o teto constitucional, consignados apenas em duas instituições: Poder Judiciário (7,1 BILHÕES) e Ministério Público (4 BILHÕES). Simples assim.
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ESPECTATIVA É GRANDE - Sobre o Rodeio e a Festa Nacional do Churrasco. Quanto à mostra de doces caseiros  anunciados, espera-se que não aconteça proibição por parte da fiscalização, como na edição passada, que incluiu também a não confecção de charque. Um absurdo. Na Expointer deste ano a Agricultura Familiar foi sucesso, apresentando doces caseiros, conservas, e até a fabricação de linguiça ao vivo. Lembro que a apresentadora da RBS, Cristina Ranzolin, botou a “mão no guisado” e encheu tripas, tudo com a maior naturalidade, para todo o Rio Grande ver. De olho nesse item, vamos para a nossa maior festa. No final, um forte abraço para os amigos Clovis Biazus e Adelchi Bossardi. É gente que lê a Folha. 

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