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O retorno dos Estados Unidos 24/01/2025

E eis que Donald Trump retornou à Casa Branca para exercer um novo mandato de quatro anos. A reação da esquerda brasileira, e também da grande imprensa, é de manifesta histeria, como se o mundo, a partir de agora, estivesse menos seguro, menos pacífico e mais autoritário. Obviamente que é completamente falsa a percepção de que a democracia americana está enfraquecida, debilitada, como se estivesse na UTI. Falsa, porém distribuída pelos grandes jornais e pelos comentaristas dos canais de notícia.
A volta de Trump significa, na verdade, o retorno da vontade de liderar dos Estados Unidos. O país, vitorioso da Guerra Fria, e exemplo de progresso econômico e de liberdades, é a maior potência econômica e militar do sistema internacional. Mas sucessivos governos, em particular os democratas de Obama e Biden, como que expressavam vergonha e muita falta de disposição para liderar o mundo livre. É, agora, o que Trump deseja fazer: exercer a hegemonia benevolente dos Estados Unidos, fortalecer a nação e reverter a ideia de declínio disseminada. É uma pisada profunda no acelerador. E por isso tanto alarme aqui no Brasil. 
Eu me lembro que quando o presidente George W. Bush lançou a sua Guerra Contra o Terrorismo, e libertou, via intervenção armada, os povos do Afeganistão e do Iraque, a imprensa brasileira e seus intelectuais de esquerda também passaram a rotulá-lo como um líder autoritário, desqualificado e de “extrema direita”. Tudo isso porque Bush se propôs a fazer avançar uma agenda de liberdade pelo mundo. Foi também uma pisada no acelerador para fortalecer a posição relativa dos americanos no sistema internacional.
Não há nada de novo nas críticas que Trump recebe dos intelectuais e analistas aqui no Brasil. É, no fundo, a expressão de um antiamericanismo arraigado na nossa intelectualidade. Devemos ter muito cuidado, porque tudo o que for transmitido pela grande imprensa sobre a administração de Trump partirá do pressuposto de que ele é uma ameaça à democracia e à estabilidade mundial. Nada mais falso.

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