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Desvios 24/01/2025

Todo desvio apresenta um certo grau de perigo, uns mais, outros menos, o difícil é quantificá-los, avaliá-los.
Existem desvios de conduta, de rota, dos ventos e o das verbas públicas.
Desvio das verbas públicas, a este vamos dar o devido destaque, pois está tão comum neste amado Brasil que alguns já lutam para torná-lo normal e não como um grave delito. Outros chegam a classificá-lo como um ato de inteligência praticado por “ligeiros” (trocaram a nomenclatura de ladrão). Muitos mais “caras de pau” afirmam com todas as letras que o fim justifica os meios, tentando desta forma mostrar que o meio (desvio de verbas públicas) é uma prática cuja finalidade única seria preservar o bem estar da população através da manutenção dos atuais gestores públicos que tanto progresso e alegria tem proporcionado à nação.
Quem duvidar das afirmativas acimaexaradas, volte um pouco no tempo e lembre das cenas patrocinadas pelos antes e pós desfecho do triste fato denominado “mensalão”. Antes ninguém sabia de nada, ninguém tinha visto nada e tudo não passavade mentiras criadas pela imprensa. No pós quando surgiram provas irrefutáveis do crime, os chamados “mensaleiros” que foram condenados, pois outros escaparam, desfilaram aplaudidos como heróis, com os braços erguidos, como um sinal de vitória e de dever cumprido. 
Além da safadeza exposta e institucionalizada, fica também escancarada a ineficácia das nossas leis, que parecem servir somente para prender “ladrões de galinha” e deixando a desejar na atuação de combate aos “crimes do colarinho branco”, quando os protagonistas são abastados economicamente, mesmo que a fortuna seja oriunda ou fruto da corrupção tendo desta forma condições de contratar excelentes profissionais do direito que amparados por leis fracas e permissivas conseguem através de recursos chegar até a prescrição da pena ou usando ainda outros artifícios legais, recebem penas brandas, mostrando ainda que o crime nesta terra tem compensado. 
Parece mentira, mas infelizmente é verdade, quando a nação ainda estava escandalizada pela roubalheira chamada “mensalão”, eis que surge outra tão maior que a primeira virou pó, e pode ser comparada a um “traque de pulga” a esta última até o nome é mais pomposo: “desvios na Petrobrás”. 
Os sucessivos episódios dos rombos nos cofres públicos travam o progresso sustentável da nação.
Movidas pelo egoísmo e pela falta de vergonha, de moral, pessoas ligadas aos vários escalões do poder não contentam-se com os normalmente altos salários, subtraem o dinheiro do povo.
Desta forma a população perde o direito à saúde, à educação, ao emprego e à habitação.
Certos da impunidade, os corruptos e os corruptores ampliam verdadeiras fortunas, deixando a população à deriva.
Os roubos, os achaques nos cofres públicos travam o progresso e afetam sobretudo as camadas mais carentes da sociedade, as quais ficam sensivelmente prejudicadas pelo abalo na infraestrutura dos órgãos públicos.
Se não ocorressem estas ações ilegais os serviços oferecidos pelas instituições públicas seriam equivalentes as oferecidas em países do primeiro mundo.
Com as verbas desviadas seria possível implantar projetos eficazes nas áreas de saúde, educação e segurança, entre outros.
Os números são estarrecedores, são assustadores e parece que a corrupção tende a crescer e o remédio para dar um fim nesta triste realidade parece ineficiente ou não existir, com o que não concordamos.
A solução existe, bastando a união dos que querem o bem para o Brasil e a exigência de leis severas no combate à corrupção, bem como o cumprimento destas leis com celeridade e determinação e principalmente a devolução dos valores surrupiados. 
Nunca esquecendo que é exatamente nas eleições que o poder emana do povo, vamos exigir com o nosso voto consciente a eleição de bons e honestos brasileiros, banindo os corruptos, os demagogos, enfim os vendedores de ilusões que elegemse mentindo ou apoiados por campanhas milionárias, muitas vezes fruto de roubos ou desvios.

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