COLUNISTAS
Vivemos outros tempos - 21/02/2025
Coluna de 2019
Não parece, mas os tempos de paz e tranquilidade acabaram e não voltam mais. Hoje, temos que conviver com pesados impostos e muita violência. Que significa dois atos simultâneos de constrangimento. A televisão, único meio de entretenimento ao alcance dos súditos, mostra a visão maior da intranquilidade. É ali que se concentram os capítulos reais da violência. É ruim, claro, mas não nos sobra alternativa, se quisermos estar atentos ao que acontece.
Esta semana, por exemplo, ela mostrou um homem perseguindo a namorada, até abatê-la com vários tiros em plena luz do dia, no meio de movimentada rua de São Paulo. Consumada a barbárie, o homem guardou a arma e sai calmamente, se perdendo no meio dos transeuntes. Câmeras registraram tudo. Ninguém parou, ninguém ajudou ou se preocupou com aquela pobre e indefesa vítima. Não aconteceu nada.
Será que as pessoas que assistem um ato criminoso desse quilate de braços cruzados estão mudando ou ficaram mais covardes? Pois é, concluí comigo mesmo, os tempos mudaram mesmo, cada um cuida da sua vida em qualquer situação.
Um professor dos meus tempos de acadêmico costumava dizer que o aumento da delinquência é proporcional ao crescimento da população, porque impulsiona a onda criminosa, a pobreza e o desemprego. Segundo ele, esse trio é um apêndice do crescimento populacional.
O velho professor tinha lá suas razões, mas a culpa maior nessa encrenca toda passa pelos governos, que não tiveram visão, amplitude e competência para antever o futuro. Em verdade se preocuparam com outros interesses, deixando de lado providências relativas à área da educação e da cultura do povo.
Por essas e outras razões, Abraão Lincoln deixou esta mensagem ao povo e aos homens que dirigem o povo: “Não fortalecerás os fracos, por enfraqueceres os fortes; Não ajudará o assalariado, se arruinares aquele que o paga; não estimularás a fraternidade humana, se alimentares o ódio de classe; não ajudarás os pobres, se eliminares os ricos, não evitarás as dificuldades se gastares mais do que ganhas; não fortalecerás a dignidade e o ânimo, se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade. Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente, se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios”.
***
FAIXAS DE SEGURANÇA - Já comentamos em várias oportunidades sobre o comportamento dos condutores de veículos e pedestres sobre o uso correto da faixa de segurança. Estamos aqui de novo, pois é assunto de segurança e por isso merece atenção. Em sua maioria os condutores de veículos não estão nem aí para os pedestres, quando têm a preferência nas faixas de segurança. Muitos passam voando, não raras vezes, com o celular colado ao ouvido. É neste momento que sinto medo de parar o veículo, dando preferência para quem cruza a faixa a pé. Medo de uma colisão traseira ou da ultrapassagem lateral por alguém desligado que possa atropelar o transeunte na minha frente. Por isso, na dúvida deixo de dar a preferência ao pedestre, evitando, quem sabe, um acidente. Mas o pior é que tem muito pedestre indeciso que olha, olha, e se lança no momento errado. É inadmissível, mas tem gente que ainda não aprendeu o momento certo de andar sobre a faixa de segurança. E não é só aqui, vejo com frequência em Passo Fundo. Será que é burrice, desatenção ou desconhecimento do semáforo? No trânsito temos que estar articulado e obedecer às regras, que são para todos. (Estamos em férias por alguns dias).