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Ministério da Fazenda afirma que inflação de 5% é normal - 21/02/2025
Mesmo com a probabilidade de aumento de preços, o Ministério da Fazenda menciona que estando a inflação no nível de 4% a 5%, considera uma circunstância normal em relação ao atual panorama econômico do Brasil, mesmo com os preços de itens de consumo superando os dois dígitos de aumentos.
Muitas são as justificativas como o aumento do dólar, o que teria feito com que o Banco Central, iniciasse uma ação de retrocesso para controle do índice inflacionário, ao tempo que, como a paridade entre dólar x real, teve uma queda nos últimos dias, o governo afirma que espera uma estabilização nos preços.
E a meta?
No exercício de 2024, a inflação medida pelo IPCA, encerrou com 4,83%, acima do valor da meta, o qual era de 4,5% devido pela alta cambial e preços dos alimentos. Como é sabido, deveria buscar-se uma mitigação e minimização dos gastos públicos, uma vez que a inflação, impactada por outros fatores que elevam ou reduzem o índice, não guarda relação direta com o orçamento público, o que hoje seria o principal alvo de controle para o governo e ainda assim, o mesmo não dependeria unicamente da política monetária do país.
Não bastasse tal descontrole, a população brasileira enfrenta outro fantasma, qual seja a alta de preços (já mencionada anteriormente).
Uma das formas para contenção dessa situação, poderia ser a redução das tarifas de importação de alimentos que estão com preços elevados no mercado interno auxiliando no equilíbrio dos preços.
Incentivar a produção nacional, fortalecendo a agricultura familiar e oferecendo crédito para pequenos produtores, faz com que aumente a oferta de alimentos no mercado interno. Investir em sementes mais resistentes a mudanças climáticas também pode ajudar a mitigar os impactos de eventos climáticos extremos.
Outro fator importante, é a melhoria na logística, ampliando a capacidade de armazenamento agrícola e incentivando o transporte ferroviário e hidroviário, o que pode reduzir os custos de escoamento da produção, uma vez que o país, em sua maioria de distribuição dos itens de consumo, utiliza a malha viária como modal de transporte.
As consequências para o mercado incluem um aumento da insegurança alimentar, especialmente para as famílias de baixa renda. Com o aumento dos preços, muitas pessoas podem ter dificuldades em acessar alimentos básicos levando ao aumento da pobreza e a desnutrição. Além disso, o aumento dos preços dos alimentos pode gerar instabilidade social e econômica, afetando negativamente o crescimento econômico do país. Em um cenário de preços elevados, obviamente o consumo de alimentos pode diminuir, afetando a rentabilidade dos produtores e impactando toda a cadeia produtiva do setor agrícola e outros setores envolvidos, uma vez que certamente, a prioridade será o alimento.
EVITE COMPRAR O PRODUTO “X” PARA NÃO GASTAR E FAZER COM QUE SEU PREÇO BAIXE
Deixar de comprar um determinado produto pode, sem dúvida, afetar o seu preço, porém, há uma linha tênue condizente da relação entre oferta, demanda e preço, a qual é mais complexa do que o autor da frase intuiu a expressão. A ideia básica da lei da oferta e da demanda é que, se a demanda por um produto diminui e a oferta permanece constante, os preços tendem a cair. No entanto, há vários fatores que influenciam diretamente nessa relação, como:
a) A Elasticidade da Demanda: se a demanda por um produto é inelástica (ou seja, as pessoas continuarão comprando mesmo que o preço aumente), a redução no consumo pode ter um impacto menor nos preços.
b) Produtos Similares: se há produtos substitutos facilmente disponíveis, os consumidores podem mudar para esses produtos. Isso pode causar uma queda na demanda pelo produto original, potencialmente reduzindo seu preço (porém, o aumento de preço por ocorrer nessa categoria, fazendo o consumidor migrar novamente, para outro produto, criando um efeito cascata)
c) Custos Fixos de Produção: muitos produtos têm custos fixos de produção. Mesmo com uma queda na demanda, os produtores podem manter preços elevados para cobrir esses custos fixos.
d) Competição no Mercado: em um mercado altamente competitivo, os vendedores podem reduzir os preços para atrair consumidores, enquanto que no mercado com pouca competição, os preços podem permanecer altos mesmo com a diminuição da demanda.
e) Expectativas de Mercado: se os produtores acreditam que a queda na demanda é temporária, eles podem optar por não reduzir os preços e esperar que a demanda se recupere.
Para que a redução no consumo tenha um impacto significativo no preço, seria necessário que um número grande de consumidores deixasse de comprar o produto por um período prolongado, levando os produtores a ajustar suas estratégias de preço. Se a diminuição for pequena ou de curta duração, os produtores podem não sentir a necessidade de baixar os preços, e não é o caso do Brasil, uma vez que as classes sociais são adversas, e as que possuem maior poder de compra, não praticam essa metodologia, mesmo que por idealismo a pátria ou a economia.