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Lula vai às “compras” - 28/02/2025

Com um alto grau de impopularidade junto à população brasileira, o presidente Lula já decidiu o caminho a ser percorrido para reverter essa situação: gastar, gastar e gastar. Por suas ações e declarações dos últimos dias, ele aposta que distribuindo benefícios a determinados grupos irá deixar de ter um governo rejeitado por boa parte das pessoas. Um de seus projetos é dar “gás de cozinha grátis” a milhões de famílias, principalmente as da região Nordeste do país, e que também estão insatisfeitas com o governo. E na televisão, durante a semana, em um pronunciamento oficial, prometeu mais dinheiro aos estudantes de ensino médio (futuros eleitores no próximo ano) e remédio de graça.
Há uma clara estratégia populista aqui, de distribuir benefícios sem se preocupar com seus custos, que se tornam supérfluos em razão da prioridade de melhorar a imagem do governo para que um candidato do PT se torne competitivo nas eleições presidenciais de 2026. A ordem é não cortar gastos! A ordem é agir, ir às “compras” e, mediante benefícios financeiros, “convencer” as pessoas de que o governo é bom. É o velho estilo PT de governar e que por muitos anos o manteve no poder, sobretudo pela máquina eleitoral que o partido transformou o programa Bolsa Família.
O populismo e a correspondente iresponsabilidade fiscal são uma desgraça. Os dois fazem uma maquiagem na realidade, que é escamoteada por algum tempo, até que a bomba estoura e uma crise econômica provocada pelo próprio governo se instala. Já vimos isso nos mandatos da ex-presidente Dilma Rousseff. 
Lula quer manter o PT no poder a todo custo, nem que para isso ele tenha que apostar em dar coisas “grátis”, extraindo da sociedade um dinheiro que ela já não tem mais. Lula vive em um mundo paralelo, nababesco, de tapetes caros, de hotéis cinco estrelas e gastos reservados em cartões corporativos que ninguém sabe quais são. Mas se há uma coisa que o PT sabe fazer, e que deveria nos deixar em alerta, é gastar adoidado para vencer uma eleição, mesmo que isso quebre o país. O que importa, afinal, é seguir lambuzando-se pelo poder.

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