COLUNISTAS

Este não é o Brasil que queremos - 28/02/2025

O momento vivido por todos nós brasileiros é realmente de apreensão, de medo e a esperança, que era uma característica da nossa população, aproxima-se do fim, e são poucos os que ainda teimam em conservá-la.
Alguns afirmam sem medo de errar, que aquele Brasil sonhado, na verdade somente existe no artigo 5º da nossa Constituição, onde está escrito: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à propriedade.
Realmente este artigo 5º, se respeitado e acatado fosse, todos nós, brasileiros, viveríamos na terra dos sonhos.
Infelizmente vivemos muito longe e a realidade é outra, o momento pode ser descrito como a terra do quem pode mais chora menos. Da terra que aderiu ao presságio da lei do Gerson, ou seja, “levar vantagem em tudo”. Da terra em que alguns podem tudo e aos outros sobra o nada. Da terra onde o corporativismo faz história.
Acreditamos que esta situação criada foi e é motivada pela má gestão da coisa pública, pela política errada que somente tem por foco os interesses pessoais ou de determinados grupos, sendo que uma maioria gritante esquece que o desempenho da função pública deve ter por norma a luta pelo bem geral de todos.
Fácil então o diagnóstico do mal e o remédio para a cura, a transformação, a mudança na forma de exercer a política, seguindo os ditames do conhecido adágio popular: “Servir através da política e nunca servir-se da política para fins escusos”.
Vamos deixar muito claro que existem políticos éticos, honestos, mas a sensação que sobra para nós, povo, é que uma maioria gritante não compartilha do modo de agir e pensar dos antes citados e fazem da política um festival de corrupção, uma forma de amealhar fortuna e criar privilégios próprios e para aqueles que os acompanham.
Leis existem em profusão neste nosso Brasil, algumas boas, outras nem tanto, mas o grande problema chama-se a interpretação, o que normalmente favorece alguns, os mais fortes e penaliza a maioria que são os mais fracos, os que pagam a conta,
Algo claro e cristalino do que acima foi escrito, acontece no serviço público, o qual deveria ser um exemplo e praticar os ditames da Constituição, especialmente o que está escrito no seu artigo quinto.
Atualmente é usado e abusado a frase “independência dos poderes” no serviço público, com o que todos nós concordamos, mas independência, pensamos nós, deve partir do pressuposto que cada membro do poder cumpra suas funções com liberdade e ética.
No entanto o termo independência dos poderes tem sido usado para criar e manter privilégios absurdos.

Outras colunas deste Autor