COLUNISTAS
Fim de férias - 07/03/2025
Escrever para a Folha do Nordeste é sempre um desafio. Não é fácil, confesso, cada artigo que escrevo é como se fosse a primeira vez. É assim que volto depois de pequena pausa. Verdade que escrever uma coluna de jornal parece coisa singular, mas não é. Há situações importantes que não podem ser esquecidas, como a escolha do tema, fidelidade, assiduidade e responsabilidade. O escritor não precisa necessariamente ser um erudito, basta escrever de forma simples e objetiva.
Com esse pensamento inicio dizendo que em momento de intensa crise social e educacional, o tempo mudou e com ele o clima, atividades profissionais, indústria, e tantas coisas. Durante essa curta parada, viajando e lendo, muitos acontecimentos povoaram minha cabeça.
É certo que há cinquenta anos era pouco provável prever todos os acontecimentos vividos atualmente. Incontáveis. A maioria chegou para melhorar a vida das pessoas, e com tanta criatividade ao longo desses anos, resultou na melhora da qualidade de vida. Mais comida, mais conforto e mais remédios, graças ao avanço da ciência, tivemos aumentada a longevidade e reduzida a mortalidade infantil.
Mas é lamentável que comportamentos desagradáveis de políticos, revelados com frequência, envergonhando o Brasil e os brasileiros honestos perante as nações do mundo, predomine em noticiários. Mais triste e lamentável é saber que não é somente a classe política que se envolveu em corrupção, senão muita gente da área privada e até de tribunais de justiça.
Não devemos esquecer a chamada “solidão social”, comportamento que leva o ser moderno ao isolamento dentro da sua própria sociedade, gerando verdadeira crise nas relações sociais. Exatamente por isso, fazer amigo está virando artigo de luxo, culpa de metas e correrias, que anulam a possibilidade da confraternização.
Augusto Cury apontou que a “indústria do entretenimento nos aprisionou dentro de nossas próprias casas, dentro de nossos escritórios. Estamos ilhados pelo DVD, pela TV, celular, computador. Nunca houve uma geração como a nossa, que, embora tenha tido amplo acesso a diversas formas de entretenimento, conhece como nenhuma outra a solidão, a ansiedade e a insatisfação”.
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ENCONTROS DE FAMÍLIAS - Gosto dessa história de reunir parentes pela razão única de que a mistura entre jovens, veteranos e velhos retempera a preservação da célula familiar. Hoje, lares doentes gravitam por aí a procura de cura, por ausência de liderança, de amor e de união. Por desconhecerem, talvez, que a família é a base de uma sociedade. Isto é ruim, porque quando a família perde o norte a sociedade enfraquece. Por isso, esses encontros se prestam para melhorar e fortificar o conjunto familiar. Afinal, família não são apenas pai, mãe e filhos, senão todas as pessoas do mesmo sangue, linhagem e estirpe. A família é o maior patrimônio da sociedade. Vem ai o 4* Encontro de Primos (descendentes de Cezar e Lídia Muliterno) e na sequência o tradicional encontro da família Anzolin (descendentes de Pedro e Cândida Anzolin).
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CNBB - Lançou campanha 2025 com o tema Fraternidade e Ecologia Integral visando uma urgente mudança em nossas relações com o meio ambiente e lembrando que a atual crise ecológica exige uma profunda conversão. Justa, muito justa. Por aqui, finalizadas as férias, volta o abraço, que hoje vai para os amigos Neris Solano e Paulo Stand. É gente que lê a Folha.