COLUNISTAS
Prefiro um fim horrÃvel a um horror sem fim - 07/03/2025
Um grande amigo com quem tive o privilégio de compartilhar momentos desafiadores em uma campanha política repleta de obstáculos. Enfrentamos desafios de toda ordem: desde a falta de recursos financeiros, intermináveis debates sobre projetos viáveis para o município, busca de candidatos, coligações, organização de roteiros e comícios que se estendiam de Santa Luzia a São José do Chimarrão, no extremo sul do então município, que ainda abrangia os distritos de Caseiros e Capão Bonito do Sul, com seus respectivos subdistritos.
Todos tinham muitas reivindicações, especialmente por melhores estradas, mais patrolas, melhor atendimento à saúde e sub-prefeitos mais atenciosos. Quem viveu esses tempos, ou tem um pai ou avô que se lembra, pergunte como era a nossa Lagoa Vermelha naquela época. Fora a briga que tivemos que enfrentar com Tupanci, que desejava levar Estância Velha, nosso Clemente Argolo.
Tempos desafiadores aqueles! Dias de sonhos e esperanças que se esvaíram como fumaça, como foi o caso das tentativas de emancipação de Santa Luzia e Clemente Argolo, que estiveram muito próximas de se concretizar. No entanto, sem acordo, ambas ficaram entregues à própria sorte.
Tomo a liberdade de falar sobre o assunto porque estive à frente, junto a outras lideranças, na busca pela emancipação dessas localidades, como forma de impulsionar o crescimento e o desenvolvimento humano e econômico. Nessa movimentação, vimos Caseiros, André da Rocha e Capão Bonito do Sul alcançarem esse objetivo. E os resultados estão aí. Basta comparar o ontem e o hoje dessas comunidades. Antes e depois da emancipação. Fotografias e pedaços da história foram escritos com muito sacrifício por aqueles que lideraram esse processo.
Foram visionários que ousaram buscar dias melhores para suas comunidades, sem medo de enfrentar as dificuldades. Foram à luta, preferindo, caso não desse certo, um fim horrível a um horror sem fim. Gosto de relembrar as histórias das emancipações. Prometo voltar ao tema e resgatar outros tantos contos do Dr. Cersi Andreani, autor desse vaticínio.
AS ÁGUAS DE MARÇO nunca foram tão esperadas! Chuvas bem-vindas e temperaturas mais amenas costumam marcar o fim do Carnaval, o início da Quaresma e a proximidade do fim do verão, no dia 21 de março.
COMO TUDO ESTÁ MUDANDO, precisamos aprender a conviver com este novo normal: temperaturas de 5 a 10 graus acima do que era considerado padrão. O normal de antes deste calorão que assola, em especial, o nosso Rio Grande.
O LITORAL AGRADECE A ONDA DE CALOR. O povo da capital e da região metropolitana se mudou para Capão da Canoa, Tramandaí, Imbé e outras praias menores, fugindo do sufoco que se faz sentir desde dezembro.
POPULAÇÃO TRIPLICA, E OS PREÇOS TAMBÉM, fazendo com que supermercados sejam confundidos com "templos religiosos". Ao chegar no caixa, o que mais se ouve é a expressão: "Meu Deus, Jesus, o que é isto?".
SÃO OS PREÇOS DOS ALIMENTOS, incluindo carnes, verduras, leite, refrigerantes e bebidas em geral, sem falar no pãozinho, que está nas alturas. Mas quem está no litoral não dá bola e manda ver. Afinal, para quem já está no inferno, "dar um abraço no Satanás" é só mais um passo.
SEM FALAR NOS ARGENTINOS, que chegam dizendo "¡Venga dos!" De tão barato que está o custo de vida para nossos hermanos, graças ao peso dolarizado e às manobras do Milei, esse milagre econômico está, por ora, funcionando.
A PERGUNTA QUE FICA É: ATÉ QUANDO VAI ESSA FARRA CASTELHANA? Há quem jure de pés juntos que a coisa veio para ficar. As medidas do governo estão gerando efeitos positivos: redução da inflação, diminuição da corrupção e incentivo aos investimentos internos.
OS BRASILEIROS, GAÚCHOS E CATARINENSES, estão adorando tudo isso. Os castelhanos vieram com fúria e gastam muito, comprando de tudo: calçados, roupas, comida e móveis. Uma grande festa, graças às medidas saneadoras e cambiais.
O SETOR MOVELEIRO GAÚCHO está em êxtase com as vendas pós-feira de Bento Gonçalves. Muitos empresários aqui de Lagoa Vermelha com quem conversamos garantem que as vendas para a Argentina salvaram o ano.
E, SENDO ASSIM, salvaram empregos, renda, faturamento e continuidade dos negócios. Coisas que os empresários buscam, além de segurança jurídica e novos horizontes.
OS CARANCHOS JÁ
ESTÃO CHEGANDO
Mudando de assunto, vamos falar de um tema indigesto, mas que atinge a todos, gostemos ou não: a bendita política. Estamos em um ano pré-eleitoral. Tudo caminha para 2026, quando teremos eleições importantes pela frente...
COMEÇAMOS COM DEPUTADOS ESTADUAIS E TERMINAMOS NO TOPO, elegendo um novo presidente ou reelegendo o atual. É a regra democrática. Estamos vivendo um momento difícil e diferente. Deputados federais estão com a bola cheia de dinheiro, graças às emendas diretas.
E, QUEM TEM DINHEIRO, ARRUMA CABO ELEITORAL, GANHA VOTOS e se perpetua no poder, diferente do Executivo, que hoje bate cabeça sem rumo e sem dinheiro. É muito difícil um deputado federal não se reeleger.
A BRIGA NO QUINTAL FICA FEIA, com vários postulantes se jogando sem conhecer as águas turvas, repletas de jacarés e tubarões. Muitos bons candidatos morrem na praia, sem romper os limites do seu quintal eleitoral. É a lei do mais forte engolindo os menores.
LAGOA VERMELHA TEM QUE SE CUIDAR, para não correr o risco de ficar sem representantes na Assembleia e na Câmara Federal. O Santini que se cuide e se lembre do ditado: "cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça".
JÁ TENTOU A CÂMARA FEDERAL, FICOU DE SUPLENTE E COME O PÃO que o diabo amassou. Não fosse o governador Eduardo Leite, estaria "tirando erva da cuia e dando adeus aos cupinzeiros". Quero muito bem ao deputado Santini. Apenas estou avisando. O clã Covatti bota para derreter quem vier pela frente.
GELOTECA: ATO SINGELO,
MAS DE IMENSO ALCANCE
EM PROL DA CULTURA
Acontece neste sábado, às 10 horas, na avenida Afonso Pena, em frente aos Poderes Executivo e Legislativo, o lançamento da PRIMEIRA GELOTECA, uma promoção da APELV - Associação de Poetas e Escritores de Lagoa Vermelha.
BONS LIVROS À DISPOSIÇÃO DE TODOS. Sem custo algum, o leitor pode levar um livro para casa, ler e, depois de ler, devolver, para que outros possam usufruir. O sistema é autossustentável, recebendo doações de livros de qualidade para serem compartilhados.
OS ESCRITORES E POETAS LAGOENSES ESTÃO SE EMPENHANDO para que a iniciativa tenha continuidade e possa ser ampliada para outros pontos da cidade e bairros, oportunizando a boa leitura para grandes e pequenos.
AUTORIDADES E A POPULAÇÃO ESTÃO CONVIDADAS para o lançamento da primeira GELOTECA!