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Inflação assusta 14/03/2025

Começo escrevendo com uma pergunta. Você tem medo da inflação? Dirá que sim, certamente. Pois o fantasma desse fenômeno está de volta e assusta a economia e os brasileiros, mesmo com o crescimento do país. O processo é sentido na hora das compras nos mercados, onde alguns produtos fundamentais aumentaram muito.
O tema é indigesto e mesmo não sendo do nosso ramo merece discussão e avaliação. Não podemos ficar alheios nesse momento. Lembro os anos 80, mais precisamente 1986, quando a inflação do país chegou a 85% ao mês e gerou a maior lambança nos supermercados e nos combustíveis.
Naquele período, de triste lembrança, os produtos aumentavam de preço diariamente, hoje valia cinco, amanhã seis ou sete, e assim por diante. A inflação, que significa o aumento generalizado dos preços de bens e serviços, cria um cenário sem futuro e pesa no bolso de quem ganha menos.
A inflação é o problema maior das economias, independente de seu tamanho. Além de desestruturar todo o processo produtivo, a inflação centraliza cada vez mais a renda nas mãos de poucos, aumentando a diferença entre a classe alta das classes média/baixa.
Acaba por inibir os investimentos, pois o juro deverá ser aumentado, considerando que este é o torpedo contra a mesma, travando as atividades econômicas e até o desemprego. De sorte que a inflação merece a maior atenção do governo, porque é a partir do controle dela que volta a estabilidade econômica e a paz social.
A situação é séria de fato. Assombra o governo gastador, derruba a imagem de Lula e o consumidor paga a conta. Segundo o economista e professor Pedro Rossi, combater a inflação não é uma finalidade em si, mas um meio para garantir bem estar social e direitos humanos. Para isso é necessário preservar a moeda e suas funções e o poder de compra da população, especialmente os de mais baixa renda.
 
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ESCASSEZ DE ÁGUA - É fato consumado e não tem volta. É questão de tempo, pouco tempo. Inesperado mesmo é a prolongada estiagem que castiga o Estado, escancarando o grave problema, principalmente na agricultura, base da economia. Mesmo que chova não haverá melhora para esse setor. O problema está aí e somente a chuva pode resolver. Estamos vivendo da água da chuva, literalmente, semelhantes ao biscateiro, que trabalha de dia para comer à noite. E pensar que existe muita gente boa insensível ao problema, quando mais de uma centena de municípios estão em pleno racionamento. A coisa é séria, é o planeta sendo destruído por atos humanos.
 
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COMO SERIA BOM - Se todos parassem para refletir sobre o gemido da terra. Certamente o mundo andaria de outro jeito. Certamente não haveria tantos estragos no meio ambiente. Certamente não haveria tantos crimes, tanto egoísmo e tanta soberba. Certamente as pessoas teriam mais fé, mais coragem, pensariam muito antes de grandes decisões. E assim, certamente viveriam em paz, cientes de que a existência humana transcorre dentro de um curto parêntese da eternidade. O leitor poderá disparar que é um sonho, utopia, afinal, não podemos mudar o curso do mundo e muito menos a cabeça das pessoas. Pense nisso, enquanto daqui parte um abraço aos amigos Terezinha/Luis Carlos Aliprandini e Maristela/Carlos Madalozzo. É gente que lê a Folha.

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