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Lagoa Vermelha e o seu churrasco 14/03/2025

Lagoa Vermelha foi brindada com a ideia da realização de cursos de extensão, cujo tema é exatamente o “Churrasco de Lagoa Vermelha”. Os responsáveis por esta brilhante ideia são: o Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto Uruguai (IDEAU), Campus Passo Fundo, cujo representante para a ocasião é o nosso conterrâneo, professor Ilvandro Barreto de Melo e a Festa Nacional do Churrasco e Comida Campeira, através do CTG Alexandre Pato.
No lançamento do curso de
extensão foi escrito o seguinte: “o município de Lagoa Vermelha, situado nos campos de cima da serra, tem como alcunha o codinome de Capital Nacional do Churrasco e da Comida Campeira, pela sua tradição, peculiaridade, forma única e pioneira do povo lagoense se expressar através do churrasco. Em Lagoa o churrasco é gastronomia, arquitetura, arte, cultura, poesia, tradição, ciência, técnica, folclore, campeirismo, gauchismo, saber popular, filosofia, modo de vida e jeito de ser”.
Afirmar que Lagoa vermelha tem o melhor churrasco do Brasil é temerário, exatamente porque questão de gosto, de paladar é algo muito particular e cada pessoa tem o direito de gostar da carne com condimentos variados, bem passada, crua, ao ponto. É possível sim dizer que Lagoa Vermelha conseguiu despertar entre Lagoa Vermelha e o seu churrasco seus habitantes o gosto e arte no preparo do churrasco, e assim destaca-se pelo jeito, pela forma de carnear, de cortar e espetar as carnes em espetos de madeira. Chama ainda a atenção o grande número de lagoenses capacitados para exercer a função de carneador, desossador, charqueador, espetador e assador. Fato que chama atenção que todos tem a capacidade de assar grandes churrascos para um número significativo de participantes e não limitam-se aos pequenos churrascos de fim de semana para a família.
Existe sim uma tradição passada de geração para geração no preparo da carne e uma padronização nos cortes que caracteriza a arte de assar local.
Houveram mudanças, esta é a realidade, antes carneava-se no chão, a carcaça era desossada e a carne charqueada e a conservação era efetivada pelo sal. Da sobra da charquea ção era feita a famosa linguiça campeira.
Hoje, por exigência de lei, a carneação e o preparo requer algumas adaptações, mas a tradição, o carinho e o capricho dos lagoenses continuam intactos e certamente neste curso de extensão é exatamente isto que vai ser transmitido.
Parabéns aos mentores da brilhante ideia de difundir a arte dos lagoenses no preparo do tradicional churrasco.
 
Artigo publicado em  27/06/2014

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