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Ladrões do tempo - 23/01/2026

Neste século a vida não tem sido fácil para bilhões de pessoas que vivem oprimidas pelo tempo. São tantas tarefas a vencer, nas mais variadas atividades, que não sentem o tempo passar. Principalmente em centros densamente populosos, onde trânsito e distância entre a casa e o trabalho consome nacos de tempo. Não sobra espaço para uma convivência amistosa com amigos e parentes, tempo para um cafezinho e bom bate papo.
Enquanto isso, outra parcela de bilhões de indivíduos tem seu tempo suprimido por outro tipo de ladrão do tempo: a fantástica tecnologia dominante, onde aparelhos eletrônicos ganham espaço em nossas vidas. Fazem parte do dia a dia dos humanos causando verdadeira dependência, com destaque para o celular, que ativa as redes sociais. 
Esta dependência pode gerar um comportamento aparentemente inofensivo, mas sujeito a prejudicar a produtividade do trabalho e do estudo em geral. Mais sentida nas crianças em idade escolar, que não desgrudam do celular e, por isso, acabam perdendo a época de brincar, de viver a infância como deviam.
Verdade que o uso excessivo do celular está roubando o bem mais escasso da humanidade: O TEMPO. O que assusta é que o uso excessivo, envolvendo as redes sociais, atinge toda a população. Recentemente uma pesquisa adiantou que cinco horas por dia equivale a perda de dois meses por ano para viver a vida real.
É assim que o celular tornou-se ladrão do tempo e da vida. E a situação não muda, vem mais tecnologia para gastar o tempo dos povos. Aliás, já chegou. Falo da Inteligência Artificial, considerada uma tecnologia programada para simular a inteligência humana, com autonomia para tomar decisões e resolver problemas lógicos.
Essa parafernália tecnológica consome o nosso tempo útil, por isso, ladrões do tempo. Entretanto, são de extraordinária utilidade, quando bem usadas.
 
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OS GOLPES - Se sucedem. Sem pessimismo, mas vejo meu país atravessando momento difícil, onde a falta de respeito anda a passos largos. Estamos vivendo de mentiras, infindáveis golpes de toda natureza, corrupção e maus exemplos de todos os andares. Piora quando os eleitos pelo povo fazem ‘ouvidos moucos’ para o perigo. Entendo que a fatia boa da população tem que sair da inércia e lutar por dias melhores, sem paixões ou cores, apenas pelo Brasil, que é a nossa casa. Mais nacionalismo pode ser fundamental.
 
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AGORA ESSA - O estudo da medicina no Brasil preocupa, visto o aumento indiscriminado de faculdades. Foi o que noticiou recentemente o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica - ENAMED-, onde cada três cursos um não atinge o desempenho mínimo e apresenta dados insatisfatórios. E mais, muitas desses cursos funcionam sem a mínima infraestrura, inclusive sem hospitais. Em consequência de uma medicina considerada de baixa qualidade e má gestão, persistem impactos profundos na saúde pública.  Pode? Nesse Brasil pode, é o que temos no momento. No final o abraço da semana, que vai para Manéco Machado e José Mansardo. É gente que lê a Folha.

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