COLUNISTAS
Contando histórias - 06/02/2026
Em tempos em que vivemos cercados por transformações e incertezas, marcados por “dois pontos cardeais” conhecidos como direita e esquerda, fenômeno surgido do vazio de novas lideranças, hoje preferi trazer duas pequenas histórias que já passaram por aqui há mais de vinte anos. O passado sempre reserva momentos interessantes.
A primeira, aconteceu com o grande Flávio Alcaráz Gomes, renomado jornalista do Correio do Povo. Eis que uma jovem estudante de jornalismo resolveu fazer uma pesquisa junto ao calejado jornalista, via e-mail, elencando uma série de perguntas, encerrando com esta: Na sua opinião, o que é preciso para ser um grande, um ótimo profissional do jornalismo? E assim respondeu o Flávio: Para ser um jornalista, pelo menos razoável, é fundamental procurar pessoalmente o entrevistado, e não fazê-lo comodamente por e-mail ou telefone. A resposta levou meu pensamento para os bancos universitários, onde grande maioria de acadêmicos age assim, por ausência de ensino prático. Logo estarão formados, prontos para enfrentar os desafios da profissão, porém, despreparados. É um fato que acontece em quase todos os cursos, por culpa, quase sempre, da própria faculdade.
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A segunda, veio de uma correspondência do saudoso Dr. João Pereira Neto, nestes termos “...Apraz-me endereçar esta missiva ao amigo e colega, objetivando inaltecê-lo pelo título dado em sua coluna de 25.05.2002, ou seja: Um deputado para Lagoa Vermelha. Impressionei-me com sua coragem e altivez ao focalizar este momentâneo assunto... A manifestação do colega, frisando que somente votará em candidato lagoense para deputado estadual, tem sido uma constante pelas ruas desta cidade, eis que todas as regiões agem desta forma, elegendo seus representantes. Por derradeiro saliento ao amigo que sempre admirei-o pelo talento, independência e sensibilidade. Escrever é um engenho e arte. Atrair a atenção dos mais variados segmentos da sociedade organizada com crônicas e artigos é um dom divino que poucas pessoas possuem. Admiro- o, ainda, pelo seu acendrado amor ao solo lagoense, características da descendência dos Muliterno, os quais aqui chegaram e ajudaram a construir esta acolhedora cidade. Fraternalmente, João Pereira Neto”.
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O PASSADO - Segundo sentença de Alceu Amoroso Lima, “Não é aquilo que passa, é aquilo que fica do que passou”. É verdade, ele molda nossa identidade, mostra erros e acertos e nos ajuda a construir o futuro, por isso, volta e meia, afirmamos que quem não guarda o passado, pouca história tem para contar. De sorte que, voltando ao presente, esta coluna informa que amanhã a próspera cidade de Ribeirão Preto, apelidada como a “Califórnia Brasileira”, tem o ensejo de conhecer o churrasco de Lagoa Vermelha, esta notável arte culinária rio-grandense, em evento que acontecerá no elegante Espaço de Eventos Bella Cittá. O filho Marcelo e o primo Cid atuarão no comando do assado a ser servido aos nubentes Gabriela e João Guilherme, jovens empresários de sucesso. No fim, o tradicional abraço, que hoje vai para Luciano e Daniela, pilotos da loja “Teu Jeito”- Colchões e Decorações. É gente que lê a Folha.


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