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Apenas dois - 13/02/2026

A conjuntura leva a termos uma eleição presidencial novamente polarizada em 2026. Não se vê muito espaço para uma terceira via ou uma terceira candidatura que consiga romper a dualidade da disputa. 
De um lado teremos um representante do lulismo e de outro um do bolsonarismo, que congregam em si os eleitores das pontas ideológicas e disputam o eleitorado do centro, menos interessado em política e mais pragmático. No fundo, quem conseguir agregar mais votos desses eleitores alheios à polarização, mas que terão que se posicionar no momento eleitoral, vence o pleito.
Lula e Flávio Bolsonaro, nesse sentido, colocam-se como candidatos competitivos, com rejeições parecidas e representantes dos dois grandes pólos ideológicos do país. Flávio representa o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena, e Lula representa ele próprio, buscando um quarto mandato para continuar detonando o país.
No caminho do meio há essa miragem anunciada por Gilberto Kassab, que é uma candidatura própria do PSD com os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás) ou Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Para chegar ao segundo turno, teria que, por exemplo, ultrapassar Flávio Bolsonaro, que hoje nas pesquisas encontra-se consolidado com intenção de voto na casa dos 30%. Tarefa dificílima, o que reforça a percepção de que o jogo será jogado pelos candidatos lulistas e bolsonaristas.
Os petistas inicialmente consideraram a escolha de Flávio como sucessor do pai algo positivo, pois achavam que ele era pouco competitivo. Cometeram, pois, o primeiro erro, o de subestimar o adversário. Em poucas semanas, Flávio conseguiu fazer a migração para si da intenção que Jair tinha nas pesquisas, reduziu sua rejeição e boa parte dos institutos de pesquisa já sinalizam um empate técnico no segundo turno, com vantagem numérica de Lula. A disputa entre os dois será renhida e muito apertada.

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