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Contando histórias II - 13/02/2026

Pois é amigos, durante esses trinta de anos de existência esta coluna registrou muitos acontecimentos da comunidade e da região. Elogios chegaram, porém, para equilibrar o ponto natural da balança da vida, críticas foram enviadas. Poucas, é verdade. Todavia, esse comportamento deixa a certeza de que o leitor leu mais do que nos dias atuais.
Entre tantos assuntos aqui tratados, o meio ambiente sempre foi lembrado, pois cremos que devemos ajudar na tarefa da preservação de elementos essenciais, como a água e o descarte correto do lixo. E quando o assunto é o precioso líquido, muita gente não gosta, basta caminhar pelas ruas para constatar que inúmeras pessoas dão pouco valor ao uso da água em tempos de estiagem. 
Trata-se de atitude errada, visto que a água é de todos. Foi em face desse assunto, certa vez, que quase apanhei em uma das caminhadas semanais, ao pisar sobre alva calçada (passeio), daquelas escovada e enxaguada com vigor, fazendo oposição ao péssimo estado da pavimentação da rua.
Eis que surge a proprietária da residência com uma vassoura na mão, vindo em minha direção. Bah! Vem chumbo grosso, imaginei. Não deu outra, a mulher, em tom ameaçador soltou o verbo sem nenhuma cerimônia:
- Então seu Joel, o senhor não quer que a gente lave calças e regue a grama para não gastar água... mas e a sujeira como fica, e a grama seca, blá blá... A coisa foi longe.
- Calma, calma, minha senhora, consegui responder. Sorte minha que o Antônio Rodrigues  se aproximava, vindo em sentido contrário e entrou na conversa, pois viu, desde logo, que eu peleava só com o ‘cabo do facão’. Felizmente tudo terminou bem, depois de muita conversa, ponderação e oportuno chimarrão. E assim pude continuar a caminhada.
É no que dá, escrever e dar opinião, “botar o pescoço”, como falamos na gíria. Mas não tem nada, vamos continuar, mesmo sabendo que não é fácil conviver pacificamente em sociedade. Até porque a vida é um contrato de risco cujas cláusulas principais não estão escritas.
 
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UMA SANTA DE BIQUINI - O fato inédito e polêmico aconteceu no estado americano do Novo México, em 2001, trinta dias depois da queda das torres gêmeas. Tudo por conta de um retrato da Virgem de Guadalupe que ficou exposto ao público por autorização judicial, que negou pedido da retirada da imagem. O inusitado surgiu porque uma artista mexicana criou a imagem da santa com as mãos nos quadris e, próximo dela, um anjo com seios nus. Segundo a artista, a intenção era mostrar Nossa Senhora como uma mulher forte e bonita. Dessa história incrível, a única manifestação cabível seria, talvez, dizer “devagar com o andor....”
 
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O ÚLTIMO MOICANO - É uma expressão que deriva do histórico romance de James Cooper, simbolizando o último sobrevivente de uma época, linhagem, tradição. Amanhã o Adelchi Bossardi, morador de Clemente Argolo, mais conhecido como Estância, cantada em verso e prosa por seu passado histórico, festeja seus 90 anos de vida junto com um punhado de amigos. Honrado com o convite, estarei lá, para abraçar este tesouro vivo, cuja vivencia é um exemplo para todos nós. Sem presentes, porque o último dos moicanos acredita que o melhor mimo do mundo é um abraço fraterno. Simples assim. E gente que a lê a Folha.

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