COLUNISTAS
Crime de adulto, punição de adulto - 20/02/2026
Êta, mundo complicado. O homem cria coisas difíceis, quando melhor poderia fazer tais coisas com simplicidade, usando a razão, a humildade e o bom senso. Não existe nada neste planeta que não cause discórdia, insatisfação, discussão. Da maneira como caminhamos, talvez Deus invente algo semelhante ao que aconteceu durante a construção da Torre de Babel.
Diante de tantas ações humanas que causam discordância diariamente, chega essa questão da maioridade penal dos jovens de tenra idade proposto pelo governo argentino, que pretende estabelecer a idade penal aos 14 anos. Que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e vai ao Senado.
Mesmo estando no início, o projeto vem sofrendo críticas da oposição, principalmente, argumentando que especialistas e defensores do direito da criança são contrários, que a sociedade deve oferecer mais oportunidades e suporte aos jovens, e não simplesmente impor punições mais severas. Já o governo defende que adolescentes nessa idade já compreendem a gravidade de seus atos, apoiado na campanha “Crime de adulto, punição de adulto”.
O assunto não é novo, visto que mais de 50 países adotam a idade penal aos 14 anos, porém, apesar desse esforço, a violência não registrou redução. Prova que o tema é complexo, exige parcimônia, aspectos sociais e psicológicos. Sem esquecer que o suporte familiar é fundamental, apesar de se encontrar em estado de pré-falência.
De sorte que só reduzir a maioridade penal, sem a combinação de proteção, orientação e responsabilidade, pouco resolve. A questão é tratar a causa e não o efeito, porque um jovem ingressa no mundo do crime devido ausência de educação, afeto familiar e do próprio Estado, que deixa de cumprir sua obrigação.
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O TRÂNSITO - Anda violento e pode piorar durante o carnaval. Aliás, todo mundo clama por providências no combate à violência em tempos de muita pressa, esquecendo que, em primeiro lugar, somos nós que devemos nos desarmar da impetuosidade. Esquecemos que cada um tem de fazer a sua parte, é errado esperar que tudo venha da autoridade. Não existem medidas que possam acabar com isso imediatamente. É dever dela agir, mas cabe a cada um de nós montar um projeto de vida com alicerce na paz, tendo em vista que quem não constrói não pode esperar retorno. Somos uma empresa que vai progredir e obter êxito se for bem administrada.
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UM AGRADO AO PRESIDENTE - Escrevo na segunda-feira, quando o silêncio impera na cidade de ruas vazias. Nada para fazer, ninguém para conversar, que coisa! Pensei nas escolas de samba do Rio, principalmente naquela que lisonjeou escancaradamente o presidente em pleno ano de eleições, numa demonstração de puxa-saquismo digno de republiquetas autoritárias. Ato que mais adiante poderá ser considerado como propaganda antecipada, por desafiar a lei eleitoral. Poderá sim, mesmo não sendo candidato oficial, pois já é, de fato, por suas públicas palavras, ações e projetos. Ah! Já ia esquecendo, muitas dessas escolas sobrevivem de doações privadas e verbas públicas. No fim, o abraço da semana, que hoje vai para a turma da simpática Agropecuária Amor a Terra. É gente que lê a Folha.


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